<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004</id><updated>2012-02-16T07:38:03.929-08:00</updated><title type='text'>Do Sonho ao Projecto</title><subtitle type='html'>Artigos de opinião de autoria de Vasco Espinhal Otero, desde Setembro de 2000, para órgãos de comunicação social. 
Objectivo: expôr perspectivas críticas, estudos teóricois e aplicações práticas relacionadas com áreas como a Gestão de Recursos Humanos e de Organizações, Psicologia, Cidadania, Análise Social, Política e Cultural, entre outras. 
Visões, por vezes, empíricas, mas sustentadas sobre factos e fenómenos do quotidiano. De forma acessível, pertinente e sempre que possível inovadora.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8406610214029519531</id><published>2012-01-13T04:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T04:33:25.451-08:00</updated><title type='text'>AS PESSOAS ANDAM MAIS TENSAS…</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WFwZd3UuZdU/TxAkRkKRM2I/AAAAAAAAAAQ/4_Q4rKgApoM/s1600/politico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 185px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WFwZd3UuZdU/TxAkRkKRM2I/AAAAAAAAAAQ/4_Q4rKgApoM/s200/politico.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697093412806800226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Nos tempos que correm, assistimos a uma parada contínua de decisões catastróficas para a segurança, qualidade e sobrevivência de vida dos portugueses. Com efeito, começam a existir bastantes (não todas) semelhanças com os tempos do “Antigamente”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Há tempos, numa conversa entre amigos sobre as diferenças entre o antes e pós 25 de Abril, debatíamos se sofre mais alguém que já viveu em democracia económica e observa com angústia, ao longo da sua vida, a descida para a ditadura económica ou alguém que sempre viveu em ditadura económica e a quem nunca deixaram culturalmente pensar sobre o direito que tinha de viver de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt; "&gt;O que é certo é que, a nível governamental, decisões inimagináveis há alguns anos são tomadas com uma ligeireza gritante. No geral, a reacção das pessoas tem vagueado pela apatia, resignação, revolta, desvio de atenções para outros temas paralelos para se distrair, culpabilização dos funcionários públicos ou a toda a classe política (metendo tudo no mesmo saco), ou até mesmo desdém por qualquer manifestação devido ao receio de a nossa imagem para o exterior passe de “alunos bem comportados” a refilões e mandriões do sul da Europa para com quem é atitude ponderada exigir juros altos quando se empresta dinheiro…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Infelizmente estes últimos preconceitos injustos estão a enraizar-se na nossa sociedade, é fácil nota-lo nas conversas do dia-a-dia… Na minha opinião, não é coincidência. Há neste fenómeno uma intenção deliberada e o plano tem sido desenhado pelos elementos das elites e dos (seus) representantes… políticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Notícias-rumores que passado um tempo de “digestão” passam a notícias-factos-consumado são mediaticamente “encaixadas” pela população à hora dos telejornais. Tudo isto com o auxílio precioso de comentadores vestidos de sábios que “educam” paternalmente e amedrontam a opinião pública com as frases de pai de família: “tinha que ser”, “temos que cortar”, “há que ter rigor”, “a culpa foi dos portugueses”, etc impendido a comunidade de pensar colectivamente sobre onde e como cortar, sobre onde e como investir, sobre de quem é realmente a culpa e sobre em quem podemos confiar para viver numa real democracia social…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Não será nada irreal ou pouco sensato dizer que a maioria da população (classe média e baixa) está a viver uma depressão psicológica colectiva com algumas explosões de agressividade auto-dirigidas ou dirigidas a quem não tem culpa nenhuma!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O resultado desta actual caracterização das nossas gentes sente-se já no nosso dia-a-dia. As pessoas andam tensas, nervosas, “em baixo”, facilmente irritáveis. Estão em ritmo de “bomba relógio”, numa pressão latente que se pode manifestar de forma explosiva com uma mera faísca. Há pessoas com medo sem saberem do quê, de quem ou porquê, o que é extremamente perigoso, pois é desta forma que surgem as atitudes irracionais, defensivas/ofensivas e, assim, se cometem muitos crimes ou actos mal pensados. São os tais comportamentos que a pessoa tem e que depois “diz que nem sabe o que lhe passou pela cabeça” naqueles momentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Esta crise (e a forma como esta não está a ser resolvida de forma transparente e justa) está a impor o medo às pessoas da classe baixa e média! Medo de serem apontados como malandros e culpados da crise, medo de que se lembrem de lhes cortar ainda mais, medo de um crime que não cometeram, mas que começam a “pôr na cabeça” e a pensar que cometeram não o tendo de facto feito!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;No que respeita à forma como nos estão a tentar “vender a crise, parece-me que é quase como se um criminoso estivesse a convencer outra pessoa inocente a assumir a culpa pelo acto cometido pelo primeiro, utilizando a estratégia mais certeira: fazer a própria pessoa inocente começar a achar que foi mesmo ela própria que cometeu! Existirá crime mais perfeito? Já dizia Hitler que quanto maior for a mentira, mais gente acreditará nela… E foi precisamente num momento de instabilidade social e de medo provocados, em grande parte, pelo seu grupo que o ditador alemão subiu ao poder…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por outro lado (ou talvez não), cada vez mais assistimos a atitudes reaccionárias, demagogas, populistas por ignorância ou por intenção manipuladora, de espionagem, controlo invasivo da privacidade e da liberdade pessoal. Em termos psicológicos, é fácil e alarmante perceber que o simples cidadão comum está a ficar extremamente ansioso, irrequieto, angustiado e… dominado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O exemplo vem de cima para baixo, desde o topo das instituições internacionais, passando pela União Europeia, Governo português, administradores, dirigentes intermédios, gestores de empresas até chegar a donos de pequenos estabelecimentos, colegas de trabalho, amigos, família…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; Está a tornar-se cada vez mais frequente verificar diariamente a forma como pessoas que têm grandes, médias ou pequenas posições de poder ou de chefia abusam de modo arrogante desse estatuto, rebaixando subordinados ou clientes, por um prazer de autoritarismo disfarçado de rigor. E quando alguém fala em diálogo efectivo, democracia ou respeito pela liberdade pessoal, a resposta é dada infantilizando, ridicularizando, agredindo, marcando para depois vingar…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A democracia, nas suas instâncias e processos formais, já há muito em crise. No entanto, também no nosso dia-a-dia pessoal e/ou laboral de liberdade de debate e troca de ideias, de igual para igual, como refere a Constituição, está a ser abertamente atacada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;(*) Psicólogo das Organizações / Gestão de Recursos Humanos / Desporto / Orientação Vocacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8406610214029519531?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8406610214029519531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8406610214029519531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8406610214029519531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8406610214029519531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2012/01/as-pessoas-andam-mais-tensas.html' title='AS PESSOAS ANDAM MAIS TENSAS…'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WFwZd3UuZdU/TxAkRkKRM2I/AAAAAAAAAAQ/4_Q4rKgApoM/s72-c/politico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-933184316537040021</id><published>2011-10-12T06:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T06:43:53.604-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? MUDAR PARA FICAR TUDO NA MESMA… 9ª parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio de todo este caos de lideranças politicamente correctas “bonzinhas” e ditadores autoritários “à bruta” que existem, em grande medida, no poder no nosso país, ouço algumas pessoas dizerem “à boca cheia” que no tempo do Salazar é que era! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é que era o quê? O que é que era? Expliquem-me… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a saúde mínima de caridade para os pobrezinhos, a concentração da grande riqueza nos grandes grupos económicos, as perseguições e torturas da PIDE, a falta de visão do mundo em mudança do ditador relativamente às colónias, a educação apenas para a gente importante e endinheirada, entre outros atrasos de civilização? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto é que era? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou quando se fala que com o Salazar é que era, quer-se dizer que apenas esse chefe tomava as decisões e que não havia aparentemente (provavelmente os grandes grupos económicos eram ouvidos…) mais discussão? E nesse tempo é que era?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que, hoje em dia, infelizmente, muitas coisas não estão assim tão diferentes ou lentamente caminham (de forma mais clara) para como era “antigamente”, pois a camada dirigente do chamado centro acaba por ser uma continuação das prioridades de desenvolvimento do antigo regime, embora com algumas pitadas mais politicamente correctas, provavelmente apenas para não poderem ser acusados de serem… fascistas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo ouvir as pessoas dizerem, em revolta com a situação actual social e com a classe de chefias que o nosso povo escolheu (nós escolhemos!) para mandar desde os anos 80 até ao presente, que mais valia vir o Salazar… Sobre quem o diz, julgo que podem ficar descansados, pois na cultura do centro do poder laranja e rosa trata-se apenas de mais do mesmo. As diferenças residem somente nas referidas pitadas politicamente correctas…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No geral, nós portugueses deixamo-nos enganar com as conversas politicamente correctas do “senhor doutor bonzinho” e depois, quando nos apercebemos disso mesmo, a nossa reacção é louvar os tempos ditatoriais em que “era assim e mais nada”! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então e não há outras soluções? Só temos que aceitar todos contentes ser enganados de mansinho ou à bruta? Estaremos condenados eternamente às chefias duplas? Talvez sim…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-933184316537040021?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/933184316537040021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=933184316537040021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/933184316537040021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/933184316537040021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/10/liderar-e-so-mandar-mudar-para-ficar.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? MUDAR PARA FICAR TUDO NA MESMA… 9ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-7755201090848877294</id><published>2011-10-12T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T06:41:35.611-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? O CULTO DOS DITADORES EM PORTUGAL… 8ª parte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Na minha opinião, há, em Portugal, um certo culto ao líder ditador! Ouvimos constantemente as pessoas dizerem que não suportam o ex-primeiro-ministro José Sócrates, mas que também não vêem mais ninguém... Paremos para pensar um momento: será que nos restantes 10 milhões de portugueses não há uma única pessoa com melhores ideias para liderar o país?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Esta forma amedrontada de pensar manteve, ao longo da história, no poder todos os ditadores supostamente que foram muitos deles eleitos democraticamente! Senão vejamos, se se perguntasse aos alemães nos tempos de Hitler, aos italianos na altura de Mussolini, aos soviéticos, no período de Estaline, aos norte-americanos na fase George Bush (será assim tão diferente no conteúdo do que deixam Barack Obama fazer?...), também eles com certeza diriam que não gostavam, mas que não havia mais ninguém…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Nem vou falar de partidos, pois há, com certeza, deles muito diferentes e outros também que são cópia exacta apenas com logótipo diferente… Mas será que em toda a restante população não havia, não há mais ninguém? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por que será que o português comum sorri com vénia de medo e fascínio e permite ser abusado com roubos económicos gravíssimos e “à descarada” por pomposos senhores ditadores?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;E por que será que o português comum se deixa enganar tranquilamente, com os mesmos resultados desastrosos, por outros com as mesmas intenções, mas com estilo aparentemente mais suave e “bonzinho”?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;No entanto, quando a Justiça (não…) funciona ou melhor quando a comunicação social não dominada consegue descobrir algum caso mal contado, que expõe estes monopólios e corrupção com prejuízo directo no bolso de tantas e tantas famílias portuguesas, surpresa das surpresas, aparece já muita gente a dizer que “rouba para ele, mas também para nós”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;E com frases chave como a anterior, que são apenas a ponta do iceberg desta cultura humildemente ignorante ou consciente de fascínio pelo brilho do patrão capataz, se volta a dar poder legítimo a personagens (que apenas não disfarçaram tão bem como outros…) como Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, Alberto João Jardim, Avelino Ferreira Torres, entre outros e se “safa” heroicamente das malhas amigas da Justiça e com futuros pedidos de indemnização gente como Pinto da Costa, Valentim e João Loureiro, Luís Filipe Vieira, entre infelizmente muitos outros…&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-7755201090848877294?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/7755201090848877294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=7755201090848877294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7755201090848877294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7755201090848877294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/10/liderar-e-so-mandar-o-culto-dos.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? O CULTO DOS DITADORES EM PORTUGAL… 8ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1877456643672850844</id><published>2011-08-11T09:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T09:57:25.067-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? JOSÉ MOURINHO POSITIVO…  7º parte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por que razão o comum português mais facilmente elogia as reprimendas que o treinador José Mourinho dá do que as técnicas positivas, criativas e que dão liberdade e responsabilidade aos seus jogadores? Há aqui algo de metafórico relativamente à forma como a sociedade portuguesa vê as lideranças e o que é para ela liderar ou, melhor, mandar…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Não ouço falar tanto que Mourinho costuma ser sincero e construtivo na aprendizagem táctica e técnica com os seus atletas, que motiva muito bem os grupos e sabe lidar com cada um na sua especificidade (não metendo “todos no mesmo saco”). Não escuto referir-se que nos treinos é exigente sim, mas simples e atencioso para ajudar a equipa e atletas a melhorarem as suas performances ao pormenor, sem as manias de vedeta que transparece para a comunicação social (usadas apenas para condicionar, atemorizar ou pressionar os adversários) e que são paradoxalmente alvo de idolatria pelas pessoas no geral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por que será que, com tanta variedade de técnicas, as pessoas se focam somente nos aspectos “durões e de cara feia”? Será que em Portugal gostamos de adorar ditadores ou os maus da fita?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Sejamos razoáveis, José Mourinho, só pela imagem que dá para fora, não conseguiria jamais conquistar genuinamente equipas e jogadores, pois não é à força que se conquistam as pessoas! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Não é a mandar que se motiva! Não é a gritar que se gera respeito! E também não é com discursos politicamente correctos, “mansinhos”, desviando os assuntos complicados e dando silenciosas e afáveis “facadas pelas costas”… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;É sim discutindo as coisas cara a cara, ouvindo as outras versões também, procurando gerar consensos para evoluir, crescer em conjunto, podendo responsabilizar todos pela melhor ou pior performance! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por que razão esta versão do fenómeno Mourinho não é tão publicitada como exemplo? Por que razão em Portugal apenas gostamos de elogiar a versão de Mourinho arrogante, ditador e mesmo cruel?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1877456643672850844?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1877456643672850844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1877456643672850844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1877456643672850844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1877456643672850844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/08/liderar-e-so-mandar-jose-mourinho_11.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? JOSÉ MOURINHO POSITIVO…  7º parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5879168284723516978</id><published>2011-08-04T07:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T07:44:34.502-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? JOSÉ MOURINHO NEGATIVO… - 6ª parte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;É curioso que, muitas vezes, se dá o exemplo do treinador de futebol José Mourinho como líder de sucesso, sendo que, no entanto, a opinião pública, no geral, apenas destaca as atitudes aparentemente mais autoritárias (que, muitas vezes, são planeadas apenas para a imprensa ver…) e mesmo anti-desportivas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O que é interessante é que o dizem, não para condenar esta faceta negativa do treinador (entre muitas outras positivas que tem certamente), mas sim para a enaltecer! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Como se a obsessão pelo sucesso justificasse passar por cima de tudo e todos, atropelando regras do jogo e da boa educação e colocando com as suas palavras incendiárias, muitas vezes, o público irado quando se quer que famílias possam ir aos estádios em segurança… Para nem falar do exemplo que dá às crianças sobre como atingir o sucesso na vida: não apenas com esforço, mas com manha, valendo tudo para se ser o maior… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Nestes campos, infelizmente, muitas outras figuras da nossa sociedade, ainda com mais responsabilidade social, acompanham Mourinho, com certeza, neste ensinar aos miúdos sobre como é que se faz para ser o maior na vida…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Frases feitas surgem ditas um pouco por todo o lado enaltecendo a sua dureza para com os jogadores. Diz-se que trata todos por igual, que ninguém brinca com ele, que faz o que for preciso para ganhar! Logo surge alguém que confirma tudo isto com um “ah pois é” e, assim, fica a fórmula de sucesso de Mourinho lida e sabida por toda a gente. Mas será assim mesmo? E/ou assim tão simples?... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Depois não faltam por aí pessoas a tentar imitá-lo nestes detalhes “durões e de cara feia” conhecidos mediaticamente, pensando que, assim, serão como ele e atingirão os seus resultados, nas suas áreas de trabalho… Curiosamente ficam muito admirados por nada conseguirem afinal…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Porém, não me parece que as pessoas falem com o mesmo entusiasmo das técnicas mais positivas, humanas e não tão mediáticas que Mourinho utiliza para conquistar os seus atletas e não para mandar neles… Para os fazer sentir… especiais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5879168284723516978?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5879168284723516978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5879168284723516978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5879168284723516978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5879168284723516978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/08/liderar-e-so-mandar-jose-mourinho.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? JOSÉ MOURINHO NEGATIVO… - 6ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-2769431838511750024</id><published>2011-05-06T02:27:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T02:28:32.001-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? NADA MAIS ERRADO… - 5ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apontemos uma luz ao fundo do túnel. Felizmente, Portugal produz muito mais tipos de líderes e muitos deles com características muito diversas e bem positivas, tais como: o debate em reuniões regulares, a partilha de opiniões para a tomada de decisões pelo líder, a recolha e análise de ideias inovadoras, a aposta na formação para melhorar competências específicas para apoiar novos projectos e rentabilizar velhos recursos, reduzindo, aí sim, despesas, a responsabilização dos trabalhadores após o compromisso partilhado e assumido, etc. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, num fenómeno de difícil e abrangente explicação, com certeza, a opinião pública ou as pessoas nas conversas do normal dia-a-dia preferem quase sempre apontar como exemplos de liderança que, ora elogiam, ora criticam, as chefias autoritárias! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, numa aparente relação de amor-ódio, a crítica, muitas vezes, parece mais inveja de não poder fazer ou assumir socialmente que se faz exactamente o mesmo na sua prática diária pessoal! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, assim, quando se chega à altura de escolher líderes ou fazer algo para os mudar, fica tudo na mesma, porque se diz que “até podia ser pior”… “Que mais vale um malandro que se conhece do que um malandro que não se conhece ainda”… Diz-se que, pelo menos, já se sabe como ele é…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja por que o poder lhe subiu à cabeça e o seu estatuto agora é outro, julgo ser certo que, geralmente, quando um qualquer cidadão assume um cargo de dirigente, logo ocorre um fenómeno de quase imitação dos exemplos mediáticos que por aí temos e que, contradição das contradições, passamos a vida a criticar por serem politicamente correctos ou ditadores autoritários, como é o caso do primeiro-ministro José Sócrates (reservo-me o direito pessoal de não lhe chamar engenheiro…). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa parece certa: para a maioria dos portugueses, liderar é mandar! Nada mais errado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-2769431838511750024?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/2769431838511750024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=2769431838511750024&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2769431838511750024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2769431838511750024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/05/liderar-e-so-mandar-nada-mais-errado-5.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? NADA MAIS ERRADO… - 5ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3048375650259790628</id><published>2011-03-03T07:05:00.000-08:00</published><updated>2011-05-06T02:28:50.497-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? GENTE COMO DEVE SER… - 4ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na visão das tais chefias duplas que já vêm dos tempos do antigamente (com os supostos bonzinhos politicamente correctos e os ditadores autoritários), que ainda são maioria, actualmente, o que é preciso é o tal tipo de gente “como deve ser”, que faça o que se diz que é para fazer e mais nada. Enfim, escravos modernos, por feitio, convicção ou por necessidade, que encarnem, consciente ou inconscientemente, esse papel. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, neste contexto de exploração da mão-de-obra barata, facilmente descartável e “caladinha”, estas serão as pessoas que, trabalhando por conta de outrem, mais facilmente manterão os seus empregos em tempo de crise!... Será mesmo esta a maneira de ser das pessoas com que teremos de contar para dar a volta a isto?... Tenho a certeza absoluta que não! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atenção que não procuro aqui fazer o elogio à recusa em trabalhar ou acatar instruções superiores, muito pelo contrário! Procuro sim defender o direito que qualquer profissional de qualquer idade, área ou formação deve ter sempre: o de pensar! O direito a ouvir e ser ouvido de igual para igual, independentemente de qualquer hierarquia ou cargo, para se poder melhorar seriamente no trabalho e não apenas fazer mais do mesmo, fazendo o mesmo que o patrão manda desde o século XIX… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não o defendo apenas por uma questão de dignidade do ser humano (o que já seria mais do que suficiente, diga-se), mas também para beneficiar a produtividade de qualquer organização. Especialmente em tempos em que é necessário dar resposta à crise, porém terá que ser a resposta certa… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que com as dificuldades da crise podem vir oportunidades para nos desenvolvermos. Mas que salto civilizacional poderá o nosso país dar com o mesmo estilo de lideranças (politicamente correctos “bonzinhos” ou ditadores autoritários) a comandar o barco? Indo um pouco mais longe, se este tipo de chefes e de seguidores não pensadores já antes da crise era protegido, ainda mais o será (com o argumento da própria crise) com a consequente estagnação e recuo aos tempos de ignorância social, cultural e económica!… Em termos de lideranças, mais do mesmo implicará seguramente ainda mais crise! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A consequente escassez económica servirá para reforçar os poderes de quem? Exactamente das tais chefias duplas, sendo que provavelmente a face mais ditatorial irá ser mais facilmente assumida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece um ciclo mesmo muito difícil de quebrar se não virmos, de uma vez por todas, que foram as tais chefias, com o seu duplo estilo de liderança, em Portugal e noutros países do mundo, que originaram a crise económica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, enquanto não se potenciar as restantes e variadas hipóteses de estilo de liderança esta bola de neve não irá parar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3048375650259790628?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3048375650259790628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3048375650259790628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3048375650259790628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3048375650259790628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/03/liderar-e-so-mandar-gente-como-deve-ser.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? GENTE COMO DEVE SER… - 4ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-2273389016879464528</id><published>2011-02-17T06:31:00.000-08:00</published><updated>2011-05-06T02:29:05.316-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? OS TRABALHADORES QUE SAEM DA CRISE… - 3ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há que ter noção de que, hoje em dia, o mundo se encontra numa fase de aparente incentivo à inovação, ao debate de ideias nas empresas e expansão dos seus mercados, com alguma visão global. Esta lógica é (seria?) assente no trabalho em equipa multi-disciplinar, para garantir um maior grau de adaptação das organizações às mudanças do meio exterior, num contexto de globalização. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, com o tal tipo de chefias duplas do antigamente (politicamente correctos “bonzinhos” ou ditadores “à bruta”), que género de trabalhadores irão, mais facilmente sobreviver no mundo do trabalho ou mero associativismo, dominado pela lei da selva da insegurança laboral? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar em dicotomias de “bons” e “maus” da fita (pois todos nós, seres humanos, fazemos rigorosamente tudo o que for preciso para sobreviver em caso de efectiva necessidade nossa e dos nossos) facilmente percebemos que este tipo de chefes aprecia, e mais facilmente mantém, trabalhadores que, por convicção ou por necessidade, fazem o papel teatral de submissos, “lambe botas”, “caladinhos” ou especialistas nas “conversas de corredor”, que, aparentemente, fazem “só” tudo o que lhes mandam, que não se atrevem a propor ideias nem a questionar regras, construtivamente, que não pensam duas vezes antes de dar uma “facada nas costas de um colega”, que detestam trabalhar em equipa para não terem concorrência na relação privilegiada que “cozinham” com o seu chefe / protector, que vão a correr contar os segredinhos, queixinhas e denúncias (sem direito defesa ou outra versão) aos superiores, que não têm gosto pelo serviço em que estão inseridos, pois o que conta é a sobrevivência ou ambição salarial a todo e qualquer custo, sem olhar a meios ou pessoas… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Repare-se que toda esta sequência de efeitos previsíveis é produzida desde o início em nome da competitividade entre empresas que nos traria, em princípio, melhores serviços e a um melhor preço… Porém, na realidade, parece que este conceito de competitividade só foi aplicado às pessoas (que são tratadas como milhares de ratos a lutar por um pedacinho de queijo) com o carimbo de Qualidade, dizendo que assim é que a sociedade avança e se moderniza…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-2273389016879464528?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/2273389016879464528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=2273389016879464528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2273389016879464528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2273389016879464528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/02/liderar-e-so-mandar-os-trabalhadores.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? OS TRABALHADORES QUE SAEM DA CRISE… - 3ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4139085567919160780</id><published>2011-01-31T02:11:00.000-08:00</published><updated>2011-05-06T02:29:18.427-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? OS BONZINHOS, OS MANDÕES E A CRISE… - 2ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os dois estilos de “mandar”, o suposto bonzinho ou o assumido mandão (serão mesmo afinal assim tão diferentes?), naturalmente afastam ou oprimem quem tem ideias construtivas e profissionalismo/gosto no que faz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acabam por atrair sim pessoas bajuladoras, “lambe botas” por medo ou interesse, sem capacidade e/ou coragem para fazer propostas e fazer evoluir a sociedade, no geral, ou a comunidade específica em que está inserido. Muita gente sobrevive e/ou sobe na vida/carreira desta forma que, tal como um eucalipto, tudo seca à sua volta… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, em tempo de crise, o tal duplo tipo de chefes ganha uma renovada legitimidade e confiança (quando, afinal de contas, foi este tipo de pessoas que tomou as decisões que provocaram os buracos estruturais em que estão muitas organizações públicas e privadas no nosso pais e noutros países, porventura, com chefes da mesma estirpe…). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos alguns destes patrões dizer, directamente ou sub-repticiamente com “falinhas mansas”, “olhe que se não quer, há mais quem queira…”, “sabe que isto está complicado…”, “tem muita sorte por ter emprego, portanto…”, “se não faz apenas e só o que digo…”, “para pensar estou cá eu, vocês só têm que executar”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acresce ainda dizer que esta corrente de chefes (recheada de elementos que afirmam com orgulho o suposto facto de apenas eles saberem o que é preciso para “vencer”) apela, quase que caridosamente, para que haja mais flexibilidade legal nos despedimentos. E para quê? Para em nome da competitividade de sucesso, gerar (ainda mais?…) insegurança e instabilidade no posto de trabalho que se ocupa e, consequentemente, mera serventia não pensante, sem oportunidade de trazer inovação para a organização e sem direito aos seus direitos laborais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por mais desculpas técnicas ou pressões dos mercados (quem manipula esta pressão a nível internacional e quem lhes deu poder para isso?) que se arranjem, o resultado e a intenção, com um pouco de bom senso, são fáceis de discernir… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diz-se oficialmente que é tudo para nosso bem, em nome da competitividade, para pôr as pessoas mais activas, modernas, senão não fazem nada… Escutamos dizer, com ares de verdade universal, que a maioria das pessoas é preguiçosa e, se não for à força, não trabalham, como se de animais. que labutam com o incentivo do chicote. se tratasse… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, com este tipo de pessoas, com a tal visão dupla de como mandar e agora com a “faca e o queijo na mão” por causa da crise, a luta pela sobrevivência no emprego leva e continuará a levar cada vez mais, não a um aumento da produtividade, como muitos apregoam, mas sim a um aumento da manutenção de empregos apenas por um certo tipo de trabalhadores…E que tipo de trabalhadores ou colaboradores é este?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4139085567919160780?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4139085567919160780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4139085567919160780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4139085567919160780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4139085567919160780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/01/liderar-e-so-mandar-os-bonzinhos-os.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? OS BONZINHOS, OS MANDÕES E A CRISE… - 2ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1139027934626241962</id><published>2011-01-17T03:05:00.000-08:00</published><updated>2011-05-06T02:29:32.254-07:00</updated><title type='text'>LIDERAR É SÓ MANDAR? AS CHEFIAS DUPLAS… - 1ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Portugal, de forma quase automática, quase sempre que uma pessoa vai para uma posição de poder (seja numa empresa, associação, clube, partido, grupo, família, etc), logo assume uma de duas posturas (ou então mesmo as duas, embora por fases): a do líder politicamente correcto ou a do ditador autoritário. Parece que tem que ser assim… Ou ficamos com o suposto bonzinho ou o assumido mandão que são, geralmente e surpreendentemente, … adorados (mesmo que deles falem mal nas costas…)! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Motivos para esta adoração (só assim se compreende a aceitação e manutenção de certas pessoas em cargos importantes) podem ser muitos: fascínio, medo, interesse, inveja por não poder fazer o mesmo até que surge uma oportunidade para o poder fazer... Porém, não deixa de ser, de facto, bastante mesquinho e, com certeza, terceiro mundista, por parte de quem chefia, assim como de quem assim é chefiado… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, na sociedade de hoje (ou talvez de sempre…), o caminho que se faz para se chegar ao poder (com os “sapos que se tem que engolir” e/ou ficar a dever para lá chegar) aliado, quer a uma, quer outra das tais duas posturas de chefia que referi, resulta num convite para o uso e abuso da manipulação para benefícios próprios, atraindo por arrastamento incompetência seguidista e subserviência nos que os rodeiam, aceitando este resignado (ou interesseiro…) “olhe tem quer assim, o que é que a gente há-de fazer”... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem assim age com o poder de mandar acaba por convencer-se de que a isso tem direito, pois crê-se mais esperto que o comum dos mortais que o bajula… Assim, podemos, em parte, compreender como a corrupção e tráfico de influências aparecem quer na versão de suposto bonzinho, quer na versão de assumido mandão. Com maior ou menor cuidado com as aparências / descaramento, o resultado é exactamente o mesmo! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem encarna uma ou ambas as faces da mesma moeda apenas chama gente, não para reunir e ouvir mais opiniões cara a cara e chegar a consensos sociais e sustentáveis, mas sim apenas para comunicar algo já feito, em jeito de prova de que são os maiores! Com estes hábitos (conscientes ou inconscientes), quase inevitável e naturalmente, palavras como cidadania, democracia e trabalho em equipa são levadas pelo vento nas suas bocas… assumida ou disfarçadamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, na visão do povo talvez um pouco mais esclarecido, estas duas posturas possíveis de chefiar ocorrem de uma de duas maneiras: por uma estranha transfiguração pessoal, quando a pessoa chega a essa posição de chefia (diz-se que o “poder lhe subiu à cabeça”), ou por uma mais clara afirmação, sem necessidade de “maquilhagens” de quem já assim era antes de lá chegar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, podemos aprofundar ainda mais um pouco a nossa reflexão. A única diferença entre estes dois estilos prende-se somente com o tempo (“até quando”) que se consegue aguentar com a máscara de “bonzinho”, pois, mais tarde ou mais cedo, dada a questionável (in)genuinidade que é colocada nos discursos sobre cidadania, democracia e trabalho em equipa, a “mostarda chega ao nariz”, perde-se a paciência para o teatrinho social e ouve-se alto e bom som: “é assim, porque eu é que mando”! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No geral, parando um pouco para pensar, a visão das tais duas opções de chefiar, como únicas soluções para essa tarefa, é aceite automaticamente por grande parte dos cidadãos / trabalhadores na nossa cultura portuguesa… No entanto, não é só no nosso cantinho lusitano que este fenómeno das chefias duplas infelizmente acontece. A crise internacional, com a sua ditadura desumana dos mercados, está aí para o provar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1139027934626241962?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1139027934626241962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1139027934626241962&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1139027934626241962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1139027934626241962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2011/01/liderar-e-so-mandar-as-chefias-duplas.html' title='LIDERAR É SÓ MANDAR? AS CHEFIAS DUPLAS… - 1ª parte'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3908416655171326400</id><published>2010-11-23T08:44:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T08:46:02.763-08:00</updated><title type='text'>PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (4ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por que razão têm as organizações públicas e privadas de apostar na educação cívica? Bem, porque, para além de melhorar a motivação dos seus funcionários, assim incentivam também a curto, médio e/ou longo prazo a produtividade e inovação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Reparemos que não tem sido assim tão difícil e longa a mudança, por parte da população no geral, nalgumas áreas chave como reciclagem, por exemplo. Precisamente devido à sensibilização ter sido direccionada para todas as gerações! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo é preciso apostar nisto mesmo e não entrar no jogo de dizer que é complicado e tal… O caminho faz-se caminhando e, na maior parte das vezes, chegamos ao final e dizemos que até nem foi assim tão difícil! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: a visão que cada pessoa tem sobre o trabalho, em particular, bem como sobre a vida e sociedade, no geral, é apresentada e debatida, aprendida e re-aprendida no dia-a-dia laboral. Daqui a expressão: a verdadeira escola da vida… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cabe assim dizer que esta aprendizagem vivencial não acaba, portanto, na “escola” do sistema educativo. Não é apenas nos “tempos da escola” que se formam valores, há mais vida para além desta fase… Assim, seguindo esta perspectiva, o mundo do trabalho deverá ter para os adultos o mesmo papel que a escola tem para as crianças e adolescentes: formar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se um miúdo sentir que as suas ideias são ouvidas na escola e que lhe dão a oportunidade de implementar os seus projectos também no mundo “lá fora” terá essa esperança e responsabilidade cívica para com os outros. Ora, exactamente o mesmo se poderá passar no trabalho numa qualquer organização! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também as organizações (públicas e privadas) deverão ter esse papel relativamente aos adultos, garantindo com certeza retorno para si e para a sociedade em que estão inseridas. Se esta perspectiva vos parecer muito sonhadora, pesquisem sobre o funcionamento das melhores empresas suecas ou norueguesas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3908416655171326400?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3908416655171326400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3908416655171326400&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3908416655171326400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3908416655171326400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/11/porque-ha-novos-que-sao-ainda-mais_23.html' title='PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (4ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1580499692625957075</id><published>2010-11-15T03:37:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T03:42:34.718-08:00</updated><title type='text'>PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (3ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A meu ver, a chave da mudança das novas gerações está nas gerações adulta e idosa actuais, com os seus exemplos positivos ou negativos dados… Daí que apostar na formação dos adultos e idosos actuais não é desperdiçar recursos. Há que mudar desde já o presente e investir realmente nas mudanças do futuro a consolidar pelas novas gerações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A “bola” do início de alterações não deve ser passada, assim, para os mais novos, como quem diz vá “faz lá tu sozinho, se conseguires…” Geralmente, isto acaba por levar a que tudo fique na mesma e a geração mais velha possa dizer “eu não disse que era complicado…”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, o insucesso dos mais novos assim “deixados à deriva” é previsível, quando a colaboração e apoio de quem tem mais experiência é semelhante a quem dá uma receita de culinária, omitindo as quantidades, e diz que está ansioso por provar os novos cozinhados… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, sejamos positivos: há, sem sombra de dúvida, muitos casos de bons exemplos. Aqui fica um pequeno exemplo a que eu já tive o prazer de assistir: “se a minha avó e o meu pai fazem reciclagem, eu que sou novo também quero fazer e vou dizer aos meus amigos para também fazerem!”. Só mexendo no presente se pode mudar o futuro! Não se pode continuar a fazer uma coisa agora, dizendo que mais tarde é que vai ser diferente… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, quanto mais se negligenciar e desaproveitar o potencial de inovação e adaptação / incentivo a mudanças sociais e de cidadania que os mais velhos possuem, mais se estará a gerar nestes um alheamento ou um amargo olhar de vingança que se revela no dar maus exemplos de passagem de atitudes destrutivas e mesquinhas… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A solução estará nas lideranças que apostam no potencial de inovação com experiência, por parte dos mais velhos, ouvindo-os para as mudanças (o que é completamente diferente de ficarem refém de “velhos do Restelo” anti-mudança socialmente responsável e consensual após discussão…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É preciso que os líderes de qualquer organização apostem nas características positivas dos mais velhos e, assim, darão bons exemplos para os mais novos. Atenção: não estou a fazer a apologia da máxima de “defender os mais velhos só por defender” ou só porque fica bem! É preciso saber concretamente porquê e, com precisão, o quê. É necessário defender concretamente os pontos positivos que eles têm e que serão sempre necessários aos mais novos no seu presente e no seu futuro enquanto adultos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Reparem que não estamos aqui a falar de “bons” e “maus” da fita, mas sim de características positivas ou negativas que qualquer adulto pode ter e explorar mais ou menos, sendo que, no final, se tiver algum papel importante na sociedade, será sempre um exemplo… esse sim: bom ou mau! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atrevo-me a dizer que há muita gente mais nova de idade, mas já com mentalidade bem mais velha do que pessoas com cartão do cidadão mais antigo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: não basta esperar pela geração mais nova, é preciso dar-lhe exemplos de agora, de adultos de hoje que possam seguir pela positiva. No entanto, com esta linha de raciocínio, surgem outras questões… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que exemplos temos hoje de como ser bem sucedido na sociedade? Aliás o que é hoje ser bem sucedido na sociedade e o que é preciso fazer para lá chegar? Se não houver bons exemplos para esclarecer isto aos mais jovens, a nova geração será uma surpresa de facto… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posso até apontar um exemplo: basta vermos como o pessoal das juventudes partidárias (pelo menos dos grandes partidos) imita os tiques arrogantes, os discursos vazios e as futilidades da vida dos cabeças de cartaz que, assim, lhes dão apenas este tipo de exemplos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1580499692625957075?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1580499692625957075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1580499692625957075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1580499692625957075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1580499692625957075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/11/porque-ha-novos-que-sao-ainda-mais_15.html' title='PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (3ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5557160082947741744</id><published>2010-11-11T02:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T02:24:36.573-08:00</updated><title type='text'>PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (2ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece-me que a sociedade de hoje e os seus líderes de opinião se desresponsabilizam, de forma leviana, quando atiram para a escola (sublinhando as suas lacunas ou para a sua ausência) o fardo do incentivo à cidadania nos seus cidadãos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que se passa a mensagem de que a única esperança passará pelo surgimento futuro de uma milagrosa nova geração de crianças / cidadãos “proveta” modelo. Portanto a escola que trate disso… Como se para os actuais adultos já não existisse “esperança”, como se “burro velho não aprendesse nem pudesse ensinar línguas”!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esta atitude, vinda de cima, por um lado, discrimina a geração adulta no trabalho e na sociedade que quer participar activamente, mas, por outro lado, também a desresponsabiliza… E como? Permitindo-lhe aproveitar o álibi do “coitadinho”, possibilitando que muita gente, com potencial, lave as suas mãos, dizendo que, afinal de contas, já não tem nada a ensinar, a aprender, a mudar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta atitude de conformismo, ultra-protecção, falta de aposta e até embaraço para com os mais velhos, da parte das lideranças, cria, na sociedade, uma ânsia, ao jeito de Dom Sebastião, pelo momento em que os mais novos tomem conta disto! Parece que até esses “craques” chegarem só nos restará olhar para os ponteiros do relógio e esperar, com a angústia e esperança similares à que sente uma criança que aguarda o seu presente de Natal…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, estas expectativas são, para além de altas, muitas vezes ilusórias, pois, tal como a criança nunca fica tão satisfeita com o presente real quanto esperava ficar com o presente idealizado, também as novas gerações não parecem nunca corresponder a este papel de Messias salvador que lhes é atribuído! Então e porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, talvez porque as novas gerações, muito mais facilmente do que se possa esperar, copiam os velhos hábitos positivos e também negativos que os mais velhos mostram através dos seus exemplos do dia-a-dia, dados nos vários contextos de vida, entre os quais o do trabalho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “fruto proibido é o mais apetecido” e se a nova geração aprende uma coisa dentro de portas e depois quando vê o mundo fora de portas lhe mostra outra coisa, que até lhe permite sobreviver com mais sucesso ou recolher uma maior valorização social (porque assim ouve dizer que “também é dos nossos”), torna-se mais compreensível a razão por que este ciclo nunca vai parar…&lt;br /&gt;Focando-nos num campo mais específico, os responsáveis pelas escolas afirmam frequentemente que não conseguem apoiar mais um aluno, pois a sua família, devido aos seus velhos hábitos, “estraga tudo” dando exemplo contrários…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se, por um lado, as escolas precisariam de mais técnicos para apoiar as famílias, por outro lado, a família é composta por adultos, podendo estes ser apoiados e evoluir nas suas atitudes, através das aprendizagens que vão tendo no mundo do trabalho profissional, enquanto empregados ou mesmo formandos, como sucede no processo de reconhecimento e validação de competências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a este último processo, há que apontar que o Governo com as suas metas meramente quantitativas para a estatística (delas fazendo depender a atribuição e/ou manutenção de financiamentos para cada Centro de Novas Oportunidades) tem dificultado enormemente o bom trabalho dos técnicos da área…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quanto à formação social e cívica nas empresas, bem como o apoio in loco, tudo está à deriva, dependendo da maior ou menor boa vontade ou visão abrangente dos líderes, ainda por cima numa altura que estão com a corda financeira ao pescoço…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5557160082947741744?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5557160082947741744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5557160082947741744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5557160082947741744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5557160082947741744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/11/porque-ha-novos-que-sao-ainda-mais_11.html' title='PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (2ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6106195131680863137</id><published>2010-11-02T03:17:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T03:18:47.511-07:00</updated><title type='text'>PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos tempos de hoje, um adulto empregado, descontando o tempo em que dorme, está de férias ou usufrui do seu tempo livre, passa a maior parte das horas da sua vida no contexto de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, acaba por ser, necessariamente, também aqui que expressa e molda os seus valores ao longo da sua vida. No trabalho, e, a partir do trabalho, para a sociedade, as pessoas dão e recebem os seus contributos, as suas responsabilidades, os seus direitos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer se olhe para o lado (dizendo que com a crise não há tempo para pensar nessas coisas) ou não, o que é certo é que uma empresa, por exemplo, nunca é apenas um mero local de produção material ou intelectual… É, também, um local de aprendizagem de lições humanas e de exemplos que transportamos (quer queiramos quer não) para a nossa visão sobre os diversos contextos da sociedade e da vida no geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta influência social é inevitável. Porém, pode ser bem aproveitada e aí entra-se no campo da responsabilidade social das organizações no mundo do trabalho. Agarrar esta oportunidade passará inevitavelmente pela promoção de boas práticas a nível ambiental, de cidadania, de trabalho em equipa, inovação, etc, tendo em conta o tempo que uma pessoa passa no trabalho ao longo da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção que isto não tem rigorosamente nada a ver com pressões e censuras nas opções políticas de cada um! Não há aqui nada a confundir, reforço isto, pois muitas vezes estas dúvidas e mal entendidos levam a que as pessoas arranjem álibis, mal fundamentados, para se “livrarem destas coisas chatas” da sociedade e da cidadania…Há sim, aqui, uma fronteira bem definida que nos deve separar de outros tempos, assim o esperamos... Mesmo que patrões menos escrupulosos tentem misturar o trigo e o joio para se “safarem”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o tal envolvimento com a comunidade de que falava, por vezes, dá a sensação de ser algo de novo e de que apenas as escolas poderão ter acesso, no sentido de educar as novas gerações… Não concordo de todo com isso! E, por isso mesmo, sublinho a expressão aprendizagem ao longo da vida, pois a ideia de que “burro velho não aprende línguas” há muito que foi ultrapassada pela máxima do “saber não ocupa lugar”. Pelo menos assim o espero…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos claros, não é, de facto, somente quando somos novos que conseguimos aprender e ensinar! Torno aqui a realçar, neste caso o verbo ensinar, pois, com a, sempre crescente, onda tecnológica e métodos modernos (com os seus conteúdos interessantes, mas que também, por vezes, são mais formas ocas e palavreados caros para coisas já há muito inventadas…), fica-se com a sensação de que os “velhos” já não têm nada para ensinar à malta nova e que nem com ela conseguem já aprender, pois os ritmos são muito diferentes… Obviamente que isto não é verdade! Há, sem dúvida alguma, muitos conteúdos e formas positivas que podem e devem ser ensinados por quem tem mais experiência. Aliar a experiência do “terreno” à inovação com certeza que traz resultados bem melhores…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6106195131680863137?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6106195131680863137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6106195131680863137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6106195131680863137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6106195131680863137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/11/porque-ha-novos-que-sao-ainda-mais.html' title='PORQUE HÁ NOVOS QUE SÃO AINDA MAIS VELHOS… (1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3816212009947844769</id><published>2010-10-12T04:47:00.000-07:00</published><updated>2010-10-19T05:55:31.249-07:00</updated><title type='text'>SIM CHEFE! (2ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por um instante, paremos um pouco para pensar se a função de um líder é, acima de tudo, ser um pregador da boa forma de se estar, fiscal minucioso de papéis arrumados a centímetros da cruzinha, ceder sempre aos senhores e doutores mais complicados ou “amigos”, deixando de ter critérios justos e clarinhos para nada, ficar refém das aparências e da imagem (não percebendo que é assim mais facilmente manipulado) com recorrente receio de que pareça mal, ser porteiro de entradas aos milésimos de segundo, ser perito em habilmente mudar de conversa quando lhe interessa fugir às questões essenciais… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chefiar apenas de “boca” e não escrever para não ficar comprometido preferindo deixar tudo no ar, apregoar o seu autoritarismo carimbando cortes cegos (deixando, no entanto, de lado os contínuos despesismos dos protegidos) com a velha máxima tão errada quanto antiga ”levam todos por igual, por isso, por uns pagam os outros” (acabando sempre por pagar os mesmos, mas agora até ficando a parecer que o merecem!)… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só reconhecer um bom trabalho de um seu “escravo” depois de algum poderoso o fazer e aí fingir já o saber desde há muito, passar boatos de que “isto está mau, portanto é melhor não arrebitarem muito, porque senão…”, deixando os seus subordinados incapacitados de inovarem por medo de dar nas vistas e despertar maldizeres destrutivamente invejosos… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era, assim, a vida de chefe nos tempos do “antigamente” e será ainda um retrato actual presente em muitas organizações de qualquer parte do mundo. Será este o tipo de liderança que poderá levar qualquer empresa a bom porto no futuro? Não existirão outras maneiras de liderar e estaremos condenados a isto? Este dilema passa-se em qualquer lado do mundo e os prejuízos aparecem depois e a culpa vai direitinha para os “preguiçosos dos trabalhadores, esses malandros que não querem fazer nada”... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a resposta, temos que a saber para nos habituarmos e sabermos, pelo menos, com que é que podemos contar. O problema é que este tipo de chefes tem, muitas vezes, um culto de seguidores fanáticos que arrasta muita gente, por medo ou ilusão. Este tipo de “general com medo” revela-se perito em “vestir a pele de cordeiro” e constitui-se como um mestre na manipulação do “jogar” com outros para que estes dêem a cara pelas suas decisões impopulares mais flagrantes… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então e não deverá um líder sim definir os grandes desafios e objectivos, partilhá-los abertamente em reuniões com os seus colaboradores, discutir e até assumir, nos maus momentos de uma empresa, com franqueza as reais razões que levaram a que as coisas chegassem a este ponto (senão a culpa morre solteira, os velhos hábitos continuarão a sabotar o real crescimento e, por mais voltas que dermos, não saímos da cepa torta)? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não deverá um líder sim ouvir e recolher atentamente os contributos de qualquer elemento da malta da sua organização de uma forma transparente e formal (sejam estes, na sua visão, à primeira vista, mais ou menos pertinentes), incentivar e avaliar sim a qualidade ou a quantidade do trabalho apresentado com formação primeiro e autonomia / responsabilidade depois (“dar a cana de pesca para então poder exigir o peixe”)? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para ultrapassar a crise, em qualquer empresa, precisamos de líderes. Chefes já temos ou tivemos que cheguem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3816212009947844769?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3816212009947844769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3816212009947844769&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3816212009947844769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3816212009947844769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/10/sim-chefe-2-parte.html' title='SIM CHEFE! (2ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4193071058857268245</id><published>2010-10-12T04:46:00.001-07:00</published><updated>2010-10-19T05:51:36.027-07:00</updated><title type='text'>SIM CHEFE! (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos em tempos de crise e diz-se que é altura de mudanças, toda a gente o sente. Parece haver mais reflexões, mais questões, mais vontade de contribuir e de fazer algo para melhorar a “nossa” vida, mais garra para “dar a volta a isto” ou, por outro lado, mais desânimo, desconfiança e alienação… E qual o porquê desta aparente ambiguidade ou contradição? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que todos procuramos lideranças em quem possamos confiar para os tempos de mudança que aí vêm: “como é que eu posso fazer alguma coisa e com quem posso contar?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, é certo e sabido que palavras leva-as o vento, que uma acção vale realmente mais do que mil palavras e que chega a hora da verdade ou, melhor, do poder e, por vezes, este sobe mesmo à cabeça. Já temos vindo a desiludirmo-nos ao longo dos tempos… Afinal de contas, “gato escaldado de água fria tem medo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que ter em atenção que esta actual “caixa de Pandora” pode levar a que muitos espertalhões tentem legitimar velhos hábitos de “chicote” que andavam melhor ou pior disfarçados desde o 25 de Abril. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos que grandes ditaduras locais, regionais, nacionais e internacionais da História começaram em épocas de “apertar o cinto”, tendo aproveitado para ter “carta branca” para cometer horrores humanos, corrupções monopolistas e injustiças criminosas… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então há que estar, nesta fase, crítico e atento ao ressurgimento desses tempos bem piores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tempos de medo dos poderosos que tudo parecem poder. Tempos de preconceito e inveja mesquinha do comum cidadão para com o vizinho do lado, na luta por pequenas migalhas, quando os tais poderosos continuam a acumular as grandes fatias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempos de reforço do autoritarismo capataz grunhido como a única forma de pôr tudo na linha… Porém, hoje em dia, tudo isto se faz com a “maquilhagem“ de uma imagem pulida e charmosa, com um toque de “lobo em pele de cordeiro”... Assim se conquistam as massas que se deixam tratar como ignorantes (quando muitas vezes nem sequer o são)…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4193071058857268245?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4193071058857268245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4193071058857268245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4193071058857268245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4193071058857268245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/10/sim-chefe-1-parte.html' title='SIM CHEFE! (1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8584416789151838562</id><published>2010-06-14T06:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T06:53:24.379-07:00</updated><title type='text'>O COMPLEXO DA IMAGEM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Julgo que nós, portugueses, sofremos de um complexo da imagem, em especial da nossa imagem internacional. Por causa dela, o país entra em depressão ou em euforia, mesmo que tenhamos noção que tudo é um fenómeno momentâneo ou até uma ilusão e que, mesmo com boas ou más impressões “lá fora”, no nosso cantinho lusitano, os velhos problemas estruturais continuam aqui, concretamente no dia-a-dia, a puxar-nos, cada vez mais, para a miséria material e intelectual escondida, mas real. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que há algo que corre mal, logo vem alguém alertar para os prejuízos gravíssimos para a nossa imagem “lá fora”. E aí, mesmo em tempo de crise, logo aparecem financiamentos milagrosos, empréstimos salvadores e engenharias financeiras heróicas que acabam até por cavar a nossa sepultura económica ,a médio e longo prazo… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já no tempo dos Descobrimentos, no seu declínio, assim foi. Nestes momentos épicos, trabalha-se em cima do joelho, conseguindo até explorar o Zé Povinho com redobrada legitimidade patriótica. Parece que se está a salvar Portugal e a mostrar ao mundo, que se julga estar sempre a olhar para nós com espanto e admiração, o quão grandes os lusitanos podem ser! Já Camões, mais ou menos assim, o escrevia em “Os Lusíadas”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestes momentos repletos de humor trágico, define-se como objectivo estratégico “tapar o sol com a peneira” para estrangeiro (não) ver e ficamos todos contentes com isto a achar que é uma grande coisa! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, em vez de nos preocuparmos de forma genuína com a justiça social, qualidade de vida, desenvolvimento sustentado, entre outros factores que são decisivos para vivermos melhor ou pior no nosso país, só nos mobilizamos ou pomos mãos à obra para “pôr o lixo para debaixo do tapete” por vergonha de que os estrangeiros se apercebam das nossas “burrices” estruturais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fica a sensação de que em Portugal só se consegue fazer algo em grande se se criar uma visão à moda do Rei Dom Sebastião, com pitadas de Fernando Pessoa, de que podemos ser grandes “lá fora” ou se se der o alarme de que vamos ficar muito mal vistos “lá fora”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Basta lembrarmo-nos dos argumentos que se utilizaram para investir forte e feio em projectos sem sustentabilidade posterior como o Euro 2004, a Expo 98, Porto Capital Europeia da Cultura. Dizia-se que estes eventos só por si iam ser fantásticos para a nossa imagem durante e após o tempo da sua realização e que, para além disso, iriam servir para reestruturar as bases de desenvolvimento das áreas de desporto e cultura no nosso país. Que ficassemos descansados, pois o retorno iria ser muito bom... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, o balanço final destes grandes empreendimentos é invariavelmente uma derrapagem gigantesca de contas, umas visitas mais de estrangeiros apenas e só nesse período e, fechada a cortina desses espectáculos, tudo volta à mesmo miséria cultural e desportiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falando metaforicamente, as teias de aranha, que teimam em inundar os edifícios “elefantes brancos”, fazem-nos recordar, todos os dias, em qualquer conversa informal, a falta de estudos custo-benefício sem a “mãozinha” política populista… Também o frio betão das obras faraónicas parece chamar-nos repetidamente a atenção para o facto de os velhos hábitos de desorganização e de falta de visão para estas áreas se manterem intocados... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, uma simples pergunta: por que é que um português talentoso de uma qualquer área precisa de ir para o estrangeiro para ter uma oportunidade a sério e ser (só depois) reconhecido no nosso país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8584416789151838562?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8584416789151838562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8584416789151838562&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8584416789151838562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8584416789151838562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/o-complexo-da-imagem_14.html' title='O COMPLEXO DA IMAGEM'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4819699409866890814</id><published>2010-06-11T03:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T04:09:35.634-07:00</updated><title type='text'>FORMA VERSUS CONTEÚDO: AS MENTALIDADES… (2ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por que é que quando um projecto ou uma matéria tem que ser discutida, quem o quer fazer (porventura baralhando o esquema já delineado por quem tem o poder) tem tantas dificuldades em encontrar uma via para o fazer? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando consegue furar e dar a sua opinião técnica ou como mero cidadão ou associação é de imediato apelidado depreciativamente de atrevido com se fosse um membro do povo que invadisse alguma corte monárquica? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois é óbvio que a qualidade do debate não é a melhor, a análise das matérias não é enriquecida com opiniões divergentes e as coisas são aprovadas por quem as vê sempre para o mesmo lado. Mais tarde, os cidadãos que têm que levar com essas decisões erradas, mal fundamentadas e aberrantes, no que à aplicação no terreno diz respeito, com efeitos práticos inexistentes ou negativos… Citando os “Gato Fedorento”, ficamos chateados, com certeza que ficamos chateados! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os cidadãos acabam por expressar a sua revolta de uma de duas maneiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Individualmente, entre-dentes (geralmente é o que sucede), preferindo-se “explodir” numa conversa de café com um colega ou “descarregando” em falta de paciência no trato com as outras pessoas e depois até se acaba por esquecer ou fazer que se esquece para entrar num jogo de “lambe-botas” com quem manda… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou colectivamente, unindo-se e lutando, fazendo barulho pelas injustiças que sofrem na pele já que não puderam ser ouvidos aquando da discussão dos projectos ou matérias como cidadãos normais ou associações da área como abordamos atrás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo a seguir é o da luta do professores que unidos forçaram a existência de uma real negociação que comprometesse Governo e a grande maioria dos sindicatos e não apenas os sindicatos mais coniventes partidariamente com os governantes. Para o exemplo dos professores devemos olhar de forma elogiosa e não com mesquinha inveja como deseja quem quer dividir para reinar… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já agora, um pequeno aparte. Neste particular, há gente que acusa os professores de serem uns privilegiados (se o fossem, teria que ser inventada uma nova escala para outra gente mais poderosa…) e incompetentes (é certo que há sempre uns melhores do que outros, mas aqui falamos no geral), mas quem o faz foge a “sete pés” quando lhe perguntam se gostaria de ser professor dizendo: “Eu? Aturar turmas de miúdos todos os dias? Só se fosse maluco”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, na minha opinião, quando se diz que é preciso mudar as mentalidades e que isso é complicado, deve tentar-se também concretizar pequenos passos e destacar alguns exemplos em que isso até foi, de alguma forma, conseguido para então poder estudar e aplicar concretamente noutros sectores ou áreas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto de forma a não ficarmos reféns desse desejo utópico e, assim, potencialmente preguiçoso legitimado de que “mudar mentalidades é complicado e tal…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4819699409866890814?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4819699409866890814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4819699409866890814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4819699409866890814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4819699409866890814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/forma-versus-conteudo-as-mentalidades-2.html' title='FORMA VERSUS CONTEÚDO: AS MENTALIDADES… (2ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8038531287061951586</id><published>2010-06-11T03:54:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T03:56:09.655-07:00</updated><title type='text'>FORMA VERSUS CONTEÚDO: AS MENTALIDADES… (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há tempos, em conversa, ouvi dizerem que o baixo ritmo de desenvolvimento e de eficiência/eficácia na realização de projectos estruturantes, no nosso país, se deve a uma questão de mentalidades e que é complicado mudar. Enfim, que é difícil pensarmos as coisas de raiz e com forte envolvimento social, numa fase inicial, para evitar “broncas” por mau planeamento e despesismos absurdos… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concordei em parte, pois não acredito, de forma alguma, que o nosso código genético nacional esteja fatalmente carimbado pela corrupção e autoritarismo. Porém, o que é certo é que isto se passa e impede que haja efectiva participação e envolvimento de todos, na fase de planeamento de grandes projectos realmente estruturantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E porquê? Na minha opinião, pelo menos parcialmente, devido ao facto de os portugueses valorizarem o parecer em detrimento do ser. Quantas vezes não ouvimos (sabiamente?...) dizer que não basta ser, é preciso parecer? E paradoxalmente (ou talvez não?...) ouvimos também alguns a queixarem-se do lusitano excesso de aparência e fachada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é certo é que, hoje em dia, na nossa sociedade, quem te mais jeito para o “teatro social” parece levar vantagem… E mesmo quem aposta muito no ser começa, ao longo do tempo, a render-se à conjugação com o parecer até que… fica só com o parecer! Geralmente, nesta altura diz-se que a pessoa está mais madura… E estará realmente?... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, agora e talvez desde há muitos séculos atrás, parece haver esta preocupação com a imagem (para o exterior, mas também a nível interno). Uma espécie de guerra sussurrada de forma (parecer) versus conteúdo (ser). Aqui se criam barreiras de preconceito que nos cegam e destroem a capacidade de mobilização social genuína em torno de grandes projectos estruturantes (do ser e não do parecer…). Assim nos condenamos aos nossos tais defeitos supostamente congénitos abordados no início desta reflexão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Haja alguém que me explique com dados científicos: por que é que exactamente a mesma opinião dita por uma pessoa humilde, simples e sincera não há-de ter tanta credibilidade quando é dita por uma pessoa algo arrogante, de fato e gravata, “nariz empinado” e tom verbal pomposo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que é que, em Portugal, a maioria das pessoas aparentemente prefere a ilusão da imagem (que dá sempre, mais tarde ou mais cedo, muitas contas para pagar…) à realidade do conteúdo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, sejamos razoáveis, é certo que tem que haver um mínimo de cuidado com a imagem, mas daí até isso ser mais importante que o conteúdo vai uma longuíssima distância! Por que não seguimos os exemplos dos espanhóis ou dos suecos que se tratam entre eles por tu e não cultivam as expressões do género de “excelência”, “doutor”, etc? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta questão da forma versus conteúdo pode parecer, à primeira vista, meramente “castiça”, mas a verdade é que está ligada ao cerne de muitos buracos estruturais e de falta de coordenação/cooperação a nível local, regional e nacional com diferentes graus de consequente prejuízo para os cofres do Estado… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, o medo de dar má imagem (seja para vizinhos, comunidade, país, estrangeiro, etc) é um dos principais factores responsáveis por os portugueses não participarem e/ou reivindicarem mais e, principalmente, melhor (sem sectarismos de classes). É que depois são “obrigados” a calar e consentir para…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8038531287061951586?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8038531287061951586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8038531287061951586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8038531287061951586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8038531287061951586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/forma-versus-conteudo-as-mentalidades-1.html' title='FORMA VERSUS CONTEÚDO: AS MENTALIDADES… (1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5883636997562588456</id><published>2010-06-02T05:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T05:02:28.724-07:00</updated><title type='text'>SIM, AS PESSOAS PODEM! (4ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A actual legislação já abriu a possibilidade de apresentação de candidaturas de movimentos de cidadãos em eleições locais ou presidenciais, mas ainda fecha a porta no que respeita a legislativas. O número exigido de assinaturas para que uma proposta apresentada directamente por cidadãos possa ir ao Parlamento (esse mesmo local de representação das diversas vozes do povo) é de 5 mil o que torna a tarefa muito difícil. Talvez esteja na altura de exigir que este número mínimo baixe. Proposta neste sentido foi já apresentada pelos partidos de esquerda no parlamento (PCP, “Os Verdes” e Bloco de Esquerda). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que estes movimentos sociais constituirão a democracia do futuro, numa sociedade informatizada com as redes sociais da Internet, em que a adesão a causas específicas pode ocorrer muito repentinamente e, simultaneamente, com muita força e impacto mediático, nomeadamente na comunicação social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem tudo o que luz é ouro e existirão também previsíveis desvantagens. Estes movimentos, se focados muito especificamente em matérias da mesma área, poderão não ter uma visão de conjunto das diversas áreas da sociedade e poderão, nalguns casos, ser manietados para defesa de lobbies de grupos dominantes (que, nesse caso, deixariam de necessitar de ter certos partidos no bolso…). Ora, no que diz respeito a ter uma visão global da sociedade, aí os partidos teoricamente levam vantagem. Ou será que não? Ou será que nem todos?... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, parecem existir e, futuramente, irão existir ainda mais opções para os cidadãos se envolverem e terem a oportunidade de fazerem a diferença activamente. É tudo uma questão de fazer chegar a informação a toda a gente para que cada um possa fazer as suas escolhas e possa lutar por elas: enfim, real cidadania. Se for para isto, que venha a crise!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5883636997562588456?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5883636997562588456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5883636997562588456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5883636997562588456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5883636997562588456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/sim-as-pessoas-podem-4-parte.html' title='SIM, AS PESSOAS PODEM! (4ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5785983321982511868</id><published>2010-06-02T04:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T05:00:30.269-07:00</updated><title type='text'>SIM, AS PESSOAS PODEM! (3ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ora, na actual conjuntura social, os cidadãos que queiram apresentar ideias e bater-se por elas poderão virar-se para os pequenos partidos (com ideias alternativas às normais, dentro do risco que isso implica, em cada um dos extremos) ou então para os partidos do centro (porventura na perspectiva de os regenerar). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o descrédito que a actividade política sofreu nas últimas décadas poderá fazer com que muita gente fique reticente em seguir este caminho com receio de que a sua opinião livre fique abafada pelas estruturas onde se terá somente de encaixar, sem oportunidade de perceber melhor e dar um pouco de si a esse conjunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certamente dependerá das pessoas e dos partidos, mas é certo que existe claramente o receio de que o resto das pessoas de fora do partido já não os olhem e ouçam da mesma forma, após entrarem nesse mundo facilmente dado a rótulos, estereótipos, “cassetes” ou preconceitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é óbvio que ninguém quer arriscar ficar refém de ideias ou ideais já estabelecidos, imutáveis e que não é fácil compreender bem ou discutir de forma aberta e crítica (seja pela falta de informação, seja pela real oposição com conhecimento). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cabe a cada partido abrir as portas verdadeiramente, apostando com coragem, na crítica construtiva vinda de fora ou de dentro e deixar de lado a mera passagem de vícios e trejeitos de politiquices de geração para geração. Deixar de uma vez por toda de elogiar provincianamente os discursos que nada dizem para não se comprometerem com nada e, com isso, nada fazerem e de nada poderem ser acusados de ter feito… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, mesmo com esta realidade, muita gente fica de fora. Muita gente continua a ter ideias, análises e propostas concretas e abrangentes e continua a não ter um espaço ou grupo para as discutir, melhorar, pôr em prática! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é aqui mesmo que surgem os movimentos sociais de cidadãos! Conjuntos de independentes unidos por causas comuns e não necessariamente com profundidade política. Dentro destes, muita variedade de causas haverá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5785983321982511868?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5785983321982511868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5785983321982511868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5785983321982511868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5785983321982511868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/sim-as-pessoas-podem-3-parte.html' title='SIM, AS PESSOAS PODEM! (3ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4234825558689135235</id><published>2010-06-02T04:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T04:59:35.177-07:00</updated><title type='text'>SIM, AS PESSOAS PODEM! (2ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não deixa de ser algo irónico o facto de apenas em alturas de aperto de curto prazo as pessoas terem tempo e vontade para fazer uma análise global e profunda dos problemas estruturais sobre os quais, há muito, alguns vinham chamando a atenção e propondo mudanças que na altura eram de longo prazo… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, vêem que isto não vai lá com remendos de ocasião. Mas por quê só agora? Antes as pessoas andavam distraídas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há uns tempos atrás as pessoas preferiam os meios de alienação ou distracção (voluntária ou impingida pelos media) como os futebóis, novelas, anedotas de bolso, concursos dos sonhadores de milionários, bandeirinhas nas campanhas eleitorais, “graxas” aos chefes e “sô doutores”, papéis de vítima ou coitadinho, “chico-espertismos”, etc! Bem, se calhar ainda está tudo na mesma… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas mesmas pessoas apontavam a dedo, ao estilo da Inquisição, aqueles que seriam os supostos alarmistas com as suas propostas de longo prazo, sustentáveis, ecológicas e todas essas coisas “chatas” que levam a carregar no botão do comando para mudar de canal na televisão… Fazia lembrar quando queremos ver um jogo de futebol da nossa equipa do coração ou novela preferida e estão ao nosso lado a fazer barulho, não há direito!... E assim nos deixamos iludir e ficamos a ver a banda passar… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem. Embora tarde, parece que agora, finalmente, as pessoas querem discutir abertamente as propostas e pôr mãos à obra em nome de todos e para todos proteger, no que diz respeito aos índices básicos de qualidade de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O problema é que as pessoas se viram agora para os partidos em que maioritariamente votaram (os partidos do centro) e vêem em ambos um deserto de ideias estruturais, recursos humanos com pouca visão estratégica e estruturas com “mãos amarradas” por interesses de lobbies com demasiado poder e influência nos programas eleitorais ou no que se vai fazendo, à parte disso, ao longo das legislaturas… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à intervenção dos partidos políticos centrais do costume, a actual situação dos portugueses faz lembrar quando os passageiros no naufrágio do navio Titanic pediam os coletes e barcos salva-vidas aos membros da tripulação e estes não lhes davam, pois apenas os tinham destinados à elite da 1ª classe!... Por mais que os passageiros pedissem, rastejassem, “engraxassem” ou ameaçassem, os membros da tripulação não queriam ou não podiam ajudá-los, pois estavam completamente dependentes da autoridade desse grupo de interesses e lobbies! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tempos antes, a tripulação tinha tido a oportunidade de levar mais coletes e barcos salva-vidas, mas por uma questão de imagem do navio (ou aparências de grandeza…) preferiu não o fazer.&lt;br /&gt;O que é curioso nesta história é que o navio foi ao fundo, levando consigo a esmagadora maioria dos passageiros, entre os quais muitos até da tal elite de 1ª classe e outros da tripulação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4234825558689135235?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4234825558689135235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4234825558689135235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4234825558689135235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4234825558689135235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/sim-as-pessoas-podem-2-parte.html' title='SIM, AS PESSOAS PODEM! (2ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1483528326916072299</id><published>2010-06-02T04:56:00.001-07:00</published><updated>2010-06-02T04:58:40.733-07:00</updated><title type='text'>SIM, AS PESSOAS PODEM! (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Portugal, em particular, e o mundo, no geral, estão a atravessar uma época de crise que vai muito além da escassez de bens materiais ou recursos financeiros. Chega, aliás, a um nível que estava, desde há uns bons anos, adormecido no debate entre os cidadãos: o dos valores de base. Volta a falar-se finalmente dos alicerces em que fundamos a nossa democracia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é mais importante proteger numa sociedade? O que é vital para existir uma qualidade de vida global? Quais as prioridades para se ter um desenvolvimento sustentável e equilibrado? Que oportunidades e obrigações deve ter qualquer cidadão para desenvolver o seu projecto de vida? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É altura de mudanças, toda a gente o sente. Porém, pergunta-se: de que modo, por que vias, com que procedimentos, com que tipo de pessoas e com que cultura? “Como é que eu posso fazer alguma coisa?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos um resultado imediato é facilmente percepcionado: há mais reflexões, mais questões, mais vontade de contribuir e de fazer algo para melhorar a “nossa” vida. Mais garra para “dar a volta a isto”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É hora do diálogo ser levado a sério, porque assim não se perde tempo, muito pelo contrário, evitam-se futuros atrasos que, no fundo, já eram previstos… Mais gente quer ouvir, expor e enriquecer ideias e projectos concretos e abrangentes e não apenas que se desenvolvam algumas “capelas” dentro da mesma sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais gente quer pensar no global! Mais gente quer lutar contra a presunção de que apenas alguns podem usar da palavra e que os outros são demasiado ignorantes ou ingénuos para o fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As pessoas, mais que nunca, querem fazer parte de algo, pôr mãos à obra em equipa (pois dão-se conta nestes momentos que sozinhos não vão lá). Na minha opinião, é precisamente este “toque” que determina se uma decisão irá ter, no futuro, bons ou maus resultados, em termos de envolvimento social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, há que aproveitar! E para quê? Para fazer coisas pequenas, porque senão a malta não compreende? Não, nem pensar! Um projecto por mais complexo que seja pode ser sempre explicado de forma simples e sincera, quem disser o contrário não quer explicar nada! Sim, mas então aproveitar para quê? Não para projectos financeiramente faraónicos… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproveitar para, a partir das análises profundas sobre as várias matérias já efectuadas e metidas na gaveta (num hábito mesquinho que nos tem custado milhões ao longo da História), tomar decisões estruturais (e não superficiais ou remendadas…) de forma participada e com critérios claros e respeitados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, algo vai mudar, espera-se que mude (para) bem e que as pessoas façam parte das mudanças estruturais e não levem apenas com elas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1483528326916072299?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1483528326916072299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1483528326916072299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1483528326916072299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1483528326916072299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2010/06/sim-as-pessoas-podem-1-parte_02.html' title='SIM, AS PESSOAS PODEM! (1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-9208837225474379409</id><published>2010-06-02T04:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T04:58:40.215-07:00</updated><title type='text'>SIM, AS PESSOAS PODEM! (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Portugal, em particular, e o mundo, no geral, estão a atravessar uma época de crise que vai muito além da escassez de bens materiais ou recursos financeiros. Chega, aliás, a um nível que estava, desde há uns bons anos, adormecido no debate entre os cidadãos: o dos valores de base. Volta a falar-se finalmente dos alicerces em que fundamos a nossa democracia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é mais importante proteger numa sociedade? O que é vital para existir uma qualidade de vida global? Quais as prioridades para se ter um desenvolvimento sustentável e equilibrado? Que oportunidades e obrigações deve ter qualquer cidadão para desenvolver o seu projecto de vida? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É altura de mudanças, toda a gente o sente. Porém, pergunta-se: de que modo, por que vias, com que procedimentos, com que tipo de pessoas e com que cultura? “Como é que eu posso fazer alguma coisa?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos um resultado imediato é facilmente percepcionado: há mais reflexões, mais questões, mais vontade de contribuir e de fazer algo para melhorar a “nossa” vida. 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Na minha opinião, é precisamente este “toque” que determina se uma decisão irá ter, no futuro, bons ou maus resultados, em termos de envolvimento social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, há que aproveitar! E para quê? Para fazer coisas pequenas, porque senão a malta não compreende? Não, nem pensar! Um projecto por mais complexo que seja pode ser sempre explicado de forma simples e sincera, quem disser o contrário não quer explicar nada! Sim, mas então aproveitar para quê? 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(1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-7739329949602075388</id><published>2009-12-14T06:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T06:24:24.622-08:00</updated><title type='text'>OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devido ao rótulo elitista colocado (ou existente realmente) na geração jovem de Cantanhede dos anos 80 e 90 (ou pelo menos numa parte dela), algumas razões históricas concretas e muitas outras justificações baseadas no “diz que disse” serviram para solidificar de geração para geração este desconfiado “olhar de lado” para os meninos e/ou senhores da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo estes pressupostos, as restantes freguesias do concelho não tinham na altura ou, porventura, nunca tiveram no passado grandes afinidades e motivos de simpatia para com Cantanhede, indo um pouco mais longe: para com os tais de quem se dizia “comerem da gaveta”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste particular, algum humor é também necessário, no sentido em que, muitas vezes, perguntava-se a alguém de outra freguesia que dizia não gostar dos “Cantanhedes” o motivo de tal posição e as respostas sempre foram variadas: silêncio, episódios passados de pancadaria, atitudes, bocas ou troca de galhardetes mal resolvidos, encolher de ombros, “não sei, mas não gosto” ou evocação de motivos históricos do tipo “foi por causa disto” sem confirmação de factores anteriores ou paralelos… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos anos, estas barreiras de preconceito, desconfiança e bairrismo invejoso entre “os de Cantanhede e os de fora” foram desaparecendo lentamente em grande parte devido, na minha opinião, a um evento que podemos dizer já marcar a história do nosso concelho: a Expofacic! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Repare-se que, no início desta festa, as pessoas de cada freguesia apenas iam às tasquinhas e stands das suas freguesias, mas ao longo dos anos as coisas foram felizmente mudando… A mistura de gentes começou, laços entre vizinhos (que mudavam de um ano para o outro para não criar zonas rígidas) foram sendo criados, amizades surgiram, trocas de jogadores da bola entre as equipas das terras foram sendo feitas, inclusivamente com… Cantanhede! Entre muitos outros pequenos, mas importantes exemplos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Expofacic teve o condão de criar um sentimento de orgulho dos munícipes pelo concelho de Cantanhede, por fazer-nos deixar de ter vergonha de dizer que somos do concelho de Cantanhede. Ora, consequentemente, foi diminuindo também o preconceito (com ou sem razões efectivas e mesmo justificadas) pelos “Cantanhedes” da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-7739329949602075388?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/7739329949602075388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=7739329949602075388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7739329949602075388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7739329949602075388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/12/os-cantanhedes-da-cidade-parte-3.html' title='OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 3)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8294704365548055508</id><published>2009-12-03T09:19:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T09:21:31.239-08:00</updated><title type='text'>OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Relativamente à infância de toda esta geração dos anos 80 e 90, um factor interessante ocorreu: as saudosas férias desportivas que a Sociedade Columbófila Cantanhedense organizava! Que ninguém tenha dúvidas: esta iniciativa estruturante foi um pilar importantíssimo na formação de toda esta gente (na qual me incluo) que influenciou todos os contributos que esta geração teve (ou poderia ter tido), tem e terá na nossa sociedade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliando educação, desporto, cultura, saúde ao convívio e boa disposição dos monitores, promovia-se uma aprendizagem fácil de valores de trabalho em equipa, espírito de camaradagem e gosto pela cultura geral nas suas várias vertentes e não apenas nas mais popularuchas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É natural que os miúdos dessa época passem pela velha sede e se lembrem do papel fantástico que tiveram dirigentes e monitores tais como: Alberto Abrantes, Casas de Melo, Lurdes Silva, Dora Manso, Francisco Cristovão, João Barreto, Tó Vagos, Celsino, Carmo, Pedro Cardoso, Ferreirinha, irmãos Nogueira, Paulo “francês”, Clara Neves, Ferreirinha, entre muitos outros igualmente importantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, foi a nossa infância na cidade de Cantanhede, mas depois, na passagem para a adolescência, uma brecha surgiu e não continuou esta fabulosa base que nos unia e misturava independentemente das nossas origens, gostos, descendências, moradas, turmas, etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que faltou? Talvez causas mobilizadoras comuns ou uma cultura de participação em qualquer que fosse o evento desde que fosse levado a cabo por uma entidade de referência para todos nós. É certo que muitos andavam no futebol, na natação, entre outras modalidades desportivas ou passatempos, mas o que também é certo é que nada nos unia, não havia nada de transversal, coisa que já não sucedia nem sucede na maioria das restantes freguesias do concelho: quase todas têm uma associação à volta da qual toda a gente das várias gerações se une e participa nas várias actividades, mesmo naquelas de que nem toda a gente gosta! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, em Cantanhede, resquícios de um bairrismo positivo, “à antiga”, no que respeita a existir um forte apoio dentro da sua comunidade e alguma riqueza cultural podia ser encontrado no “Bairro” de São João, mas que foi perdendo este fulgor devido à perda do seu adversário histórico que era o “bairro” localizado mais ao centro da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, faltou isto mesmo à geração de Cantanhede dos anos 80 e 90… Julgo, no entanto, que quem passou a adolescência por estas bandas nos anos 80 foi ainda mais fustigado, pois se virmos bem: quase não ficou cá ninguém dessa geração, quase todos foram embora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8294704365548055508?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8294704365548055508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8294704365548055508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8294704365548055508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8294704365548055508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/12/os-cantanhedes-da-cidade-parte-2.html' title='OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 2)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-667556990301391344</id><published>2009-12-02T06:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T06:07:50.845-08:00</updated><title type='text'>OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A infância e adolescência (ou juventude, como preferirem) são fases na vida de um ser humano muito importantes para o “limar” da sua personalidade, assumindo particular importância os valores da família, dos amigos e da comunidade local. Relativamente a este último pormenor, revela-se interessante analisar o caso da cidade de Cantanhede, mais propriamente das gerações (a que também pertenço) que aqui passaram os seus períodos de infância e adolescência durante os anos 80 e 90. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pela adolescência. Estas gerações em Cantanhede dividiam-se em vários grandes grupos: os “meninos bem”, os “queques”, os “freaks”, a “malta do bairro” (de zonas mais desfavorecidas economicamente). As suas bases de inter-relacionamento pessoal eram estabelecidas em zonas distintas, casas de amigos e/ou cafés/bares onde só se atrevia a entrar pessoal dos grupos dominantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na falta de maiores desafios, o “corte e costura” de gozo e maldizer por demais evidente era (e ainda é?...) a arma de defesa de cada grupo mais frequentemente utilizada. Assim se acentuavam as fronteiras com “os outros” e reforçava essa prática depreciativa como a típica e valorizada maneira de ser de toda a gente do grupo. Mesmo daqueles que com isso não concordavam, mas a quem o tempo acabava por dobrar. “Junta-te aos bons serás um deles, junta-te aos maus serás pior do que eles”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestas guerras de protagonismos de bota-abaixo, o grupo dos “meninos bem” sempre deu as cartas mais altas, exibindo roupas de marca e apregoando as suas ligações familiares ou laborais às cidades de alto nível, enquanto marcas registadas do seu “pedigree” distinto do restante povo jovem de Cantanhede. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, este grupo de pequenos “jet-set” acabou por ser apontado como prova cabal por quem acusava o pessoal de Cantanhede de revelar desprezo relativamente ao resto do concelho. Nesta imagem elitista se baseava o pessoal de fora da cidade para justificar a sua antipatia, não apenas por este grupo, mas por todos os “Cantanhedes” que assim eram colocados no mesmo saco, mesmo aqueles que pertenciam aos restantes grupos que não partilhavam as características do tal grupo das pompas e circunstâncias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, sucedia que toda esta malta dos vários grupos da cidade só se misturava quando abria um café ou bar novo. Aí, nesses momentos sentia-se ou fingia-se existir um espírito de comunidade entre a juventude de Cantanhede. Porém, no fundo, as coisas não passavam de sorrisos de circunstância entre quem fazia que não sabia quem era o outro ou abraços de aparente euforia de quem já não se via há muito tempo (como se não se cruzassem todos os dias na rua ou escola ignorando-se propositadamente ou não)… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo as ressacas do normal dia-a-dia formatado e rotineiro nos tais grupos bem distintos acabavam rapidamente por chegar e tudo o resto pareciam partes soltas de um sonho de uma noite mal dormida… Tudo voltava ao piloto automático de altivez e isolamento chique, sem vontade de construir algo em comum com simplicidade e humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-667556990301391344?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/667556990301391344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=667556990301391344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/667556990301391344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/667556990301391344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/12/os-cantanhedes-da-cidade-parte-1.html' title='OS CANTANHEDES DA CIDADE (parte 1)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5432156815285976484</id><published>2009-11-04T03:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T03:50:12.433-08:00</updated><title type='text'>A ESTATÍSTICA NÃO ENGANA (parte 2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Relativamente às frequentes reviravoltas nas posições defendidas pelos partidos antes e depois de estarem no governo, que comentários costumam surgir entre os cidadãos? Circunstâncias diferentes e compreensíveis dirão uns, incoerência dirão outros, fingimento de oposição em que as propostas dos dois partidos serão, feitas bem as contas, “farinha do mesmo saco” dirão outros ainda… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não admira que as pessoas durante os mandatos digam que as coisas andam mal, que não gostam do governo, mas que não vêem alternativas e depois quando chega o circo das campanhas eleitorais: tudo esquecem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De um certo ponto de vista, é até compreensível que memória se torne curta nos distraídos cidadãos quando são ofuscados com tanta diversão de marketing político contratado ao estrangeiro ou a artistas nacionais pagos a peso de ouro… Os profissionais da “névoa” na cidadania conseguem, mostrando um rebuçado, levar uma criança a cair do berço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meio de tudo isto, distinguir com critérios claros, fazer escolhas ponderadas e tomar decisões com base nas posições claras de cada oferta partidária transforma-se numa tarefa facilmente gozada ou catalogada de teimosa até o cidadão ceder e se deixar ir na corrente, qual “Maria vai com as outras”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até quando surgem escândalos que parecem revelar os podres de quem costuma deter o trono, as coisas já parecem banais, normais, habituais… No fundo, os cidadãos são levados a pensar que se tratam apenas de jogadas (umas mais, outras menos bem disfarçadas) que visam apenas e só proteger interesses financeiros de gente bem colocada juntos dos dois partidos do centro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos cidadãos já parece “educada” neste circo dos “chicos espertos” de pequena ou grande escala, conforme a sua manha para disfarçar ou o seu descaramento para exibir. Nesta efectiva realidade, onde ficam as palavras bonitas: cidadania, liberdade, respeito? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, poderemos chamar a este sistema: democracia? Neste ponto de vista, não será legítimo concluir que, ao longo destas últimas décadas, um só partido tem estado no poder? Pois as directivas e interesses que defendem os dois que se têm revezado parecem ter sido sempre as mesmas… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não será possível chegar à conclusão de que, no fundo, quase sempre desde o 25 de Abril a democracia tem sido uma ilusão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não terão os cidadãos, pensando terem, ao longo de várias eleições, feito mudanças nos vários governos, terem afinal mantido no poder exactamente a mesma camada dirigente tal como acontecia nos tempos do antigamente? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muita gente diz que se outros para lá fossem tudo seria igual, pois todos querem “poleiro”. Ora, por mais louco que pareça, quem o diz acaba por fazer com que exactamente os mesmos que têm estado no poder por lá vão ficando! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, não seria a mesma coisa se nos dessem boletins de voto apenas com uma opção para por a cruzinha, pois acabamos por manter exactamente a mesma gente no poder? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, que diferenças teremos de regimes de partido único que existem noutros países no mundo e que criticamos ao ponto de apoiar invasões, bloqueios ou cortes de relações em nome de uma democracia? Democracia como a nossa? Não serão apenas os nossos espelhos com menos marketing e cordiais falinhas mansas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas calma… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não deveremos precipitarmo-nos a fazer futurologia e a tirar conclusões, mesmo se o passado parecer apontar para aí… Bem, mas vamos esperar pela estatística das alianças nas votações das propostas sobre as várias áreas estratégicas para o país ao longo desse mandato legislativo e depois, aí sim, tirar conclusões pela nossa própria cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos então se a maioria as propostas do agrado dos socialistas será aprovada com o aval do PSD, mesmo do CDS ou se, pelo contrário, este partido de esquerda moderada irá apresentar e/ou deixar passar propostas da concordância dos partidos à sua esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5432156815285976484?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5432156815285976484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5432156815285976484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5432156815285976484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5432156815285976484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/11/estatistica-nao-engana-parte-2.html' title='A ESTATÍSTICA NÃO ENGANA (parte 2)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4388154612580975454</id><published>2009-11-04T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T03:44:51.908-08:00</updated><title type='text'>A ESTATÍSTICA NÃO ENGANA (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Terminado o período de eleições legislativas, com a vitória não absoluta do Partido Socialista, é chegada a hora de este ouvir as outras forças políticas, restando saber quais as suas preferências em termos de opções de base para as áreas mais importantes do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a campanha eleitoral, ao tentar marcar a distância relativamente aos partidos à sua direita e à teoria do possível bloco central com o PSD, os socialistas procuraram com sucesso passar a mensagem de uma esquerda moderada e confiável para governar. Esta foi a sua imagem de marca e terá sido essa a principal razão dos votos dos seus eleitores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, passada essa fase de definições e promessas, eis que chegam os grandes e cruciais momentos da apresentação de provas desta mesma identidade e postura concreta do agora governo eleito. A opinião pública aguarda para ver como serão então abordadas e defendidas algumas posições relativamente às áreas estratégicas que dominam os destinos do nosso país (educação, saúde, economia, cultura, segurança, finanças, etc). E como poderão os cidadãos verificar a forma concreta como as orientações de esquerda moderada são seguidas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma solução poderá passar simplesmente pelo uso de um pouco de matemática, mais propriamente a estatística! Bastará ver no final do mandato com que forças políticas mais frequentemente se aliou o PS para fazer passar propostas na Assembleia da República: PSD, BE, CDU ou CDS. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma hipótese que se pode colocar é se se irá manter o costume que tem existido nas maiorias relativas quer de PS, quer de PSD: a esmagadora maioria das leis aprovadas terem o acordo decisivo destes dois partidos para poderem “passar”. Diz-se que tem sido por uma questão de responsabilidade… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que um destes partidos do centro está no poder com maioria relativa, quando chega a altura de decidir sobre os tais assuntos-chave há sempre um denominado de “consenso de Estado” ou “pacto de regime” e o acordo entre estes supostos arqui-rivais surge de forma tão “milagrosa” quanto frequente. Afinal de contas, parecem ter em atenção as mesmas prioridades e os (seus) interesses comuns…para o país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto nos governos de maioria relativa… Pois, nos governos de maioria absoluta de um partido ou de coligação, o colega do centro que fica de fora mostra supostamente as suas “garras”… Senão vejamos: é curioso verificar que quando um destes partidos (PS ou PSD) está numa maioria absoluta sozinho ou em coligação recebe uma maior percentagem de votos contra do outro partido do “centrão” que está em princípio fora do poder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Note-se, por exemplo, que, quando PSD e CDS formaram Governo, o PS votou, muitas vezes, contra propostas da coligação de direita, sabendo, claro, que os seus votos eram “inofensivos”, no sentido em que não evitariam a aprovação das propostas, situação que não sucede quando existe um governo sem maioria absoluta… Já depois quando os socialistas passaram da oposição para o governo, o que aconteceu? Pois é… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembremos apenas um exemplo entre muitos outros que poderíamos ter escolhido. O caso da aprovação do novo Código do Trabalho que tinha sido apresentada pela maioria absoluta de PSD / CDS e que recebeu um (aparentemente) indignado voto contra do PS. Porém, mais tarde, com a mudança de governo que se seguiu, esta visão do mundo do trabalho foi (surpreendentemente?) ainda mais reforçada com o aval do PS que agora tinha maioria absoluta!&lt;br /&gt;Outro caso curioso foi o do TGV com o PSD a apresentar o projecto e depois, já na oposição, passar a ser do contra… Agora apenas podemos imaginar o que aconteceria se tivessem ganho as eleições…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4388154612580975454?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4388154612580975454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4388154612580975454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4388154612580975454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4388154612580975454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/11/estatistica-nao-engana-parte-1.html' title='A ESTATÍSTICA NÃO ENGANA (parte 1)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1772304499402547512</id><published>2009-09-07T06:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T06:40:18.371-07:00</updated><title type='text'>A VERDADEIRA DEMOCRACIA DE IDEIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na sua essência, a democracia consiste em que as pessoas livremente possam votar nas ideias ou posições que defendem. Ou será antes nas pessoas? Ou, aliás, nas pessoas cuja imagem nos atrai e que, por isso, julgamos conhecer e poder confiar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se acreditamos na segunda opção, então, sem conhecer as propostas dos programas políticos, como se a política fosse como o futebol em que cada um torce pelo seu desde pequenino, apostar-se-á apenas no candidato com o aspecto físico mais “confiável” (de entre os dois em geral apresentados pelos dois únicos partidos que normalmente ganham as eleições)? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto é, sem sabermos concretamente se concordamos com as suas futuras propostas de lei, passamos um “cheque em branco” a todo um programa político apenas pelos “bonitos olhos” de um mero actor político? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fundo, carimbamos o passaporte por supostamente não haver alternativas (às propostas de modelo único que a comunicação social nos apresenta…) e, mais provavelmente, por que o marketing da imagem dos candidatos alternativos não ser tão “plasticamente” bem feito?...&lt;br /&gt;Será isto votar em democracia?... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, talvez um pouco utópica, a verdadeira democracia só se pode fazer se o cidadão puder votar, não em pessoas, mas sim nas ideias com as quais concorda. Ou seja, para mim cada partido deveria ter que apresentar uma lista de posições muito claras sobre várias matérias, sendo todas estas colocadas no boletim de voto e seria o cidadão a votar nas ideias que pretendia, independentemente de onde elas viessem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cidadão votaria nas ideias ou, se quiserem, nas propostas concretas e não nos partidos ou caras mais ou menos maquilhadas… Uma espécie de cardápio ou menu ao estilo do que consultamos quando vamos a um restaurante e de entre as várias ofertas escolhemos um prato principal, uma sobremesa e uma bebida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até porque um cidadão pode apreciar certas propostas de um partido, mas também outras de um movimento diverso ou outras ainda de autores diferentes! Mas esse conjunto é que é o seu voto e não apenas a cruz num partido! Desta forma, seria, assim, defendida a opinião real do cidadão na sua variedade de pareceres sobre várias matérias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que existiria sempre o perigo do uso da demagogia e do populismo nas discussões para ganhar votos “robot” criando, para cada grande matéria, rótulos fáceis de decorar e de “meter” na cabeça dos eleitores com menos paciência para comparar argumentos sobre as várias opções. Mas estes truques de retórica feirante já são utilizados actualmente… E só com o debate aprofundado e sério sobre os temas essas tácticas são desmascaradas, sendo que, numa democracia de ideias, essa discussão seria inevitável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que, adoptando uma postura mais paternalmente realista, é fácil pensarmos que as pessoas não estão preparadas para isto e que não querem saber de discussões a sério sobre as várias matérias. Neste ponto de vista, bastaria olhar para o actual sistema de votação com os seus altos níveis de abstenção e poderíamos pensar que, numa democracia de ideias, com listagens de propostas no lugar da mera lista de partidos para pôr a cruzinha, a coisa seria ainda pior… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, lembremo-nos que também antes do 25 de Abril a democracia era acusada de ser perda de tempo, pois teríamos um conjunto de sábios, com cultura superior ao comum povo, que governava o país… Por outro lado, é necessário ver as causas da elevada abstenção, algo a que as trocas de bocas, amuos e desvios de conversa nos debates políticos não são alheios… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é que isto implicaria? Que as campanhas eleitorais se focassem no debate dessas mesmas posições sobre essas matérias, verdadeiros esclarecimentos muito claros e acessíveis à maioria dos cidadãos (independentemente da idade, formação ou cultura, pois cada voto é um voto), ao jeito do programa televisivo “Prós e Contras”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Implicaria cidadãos forçosamente mais informados ou pelo menos a tentarem informar-se. Imaginem o que seriam umas eleições em que os cidadãos estão tão esclarecidos e seguros da sua opinião como, actualmente, estão sobre as novelas da moda, futebol, revistas cor-de-rosa, crimes e dramas de “faca e alguidar”! Se assim fosse concerteza não estaríamos na cauda da Europa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como seria tudo isto possível? Apenas com uma forte aposta na educação de qualidade, pública e gratuita, ou seja, de grande nível e para todos, gerando igualdade de oportunidades e liberdade efectiva, deixando depois ao cuidado de cada cidadão o rumo da sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para este sonho poder ser concretizado num projecto de longo prazo concreto, seria imprescindível valorizar e proteger as figuras que, juntamente com o resto dos funcionários públicos, mais denegridas e fragilizadas têm sido: os professores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, todo este conceito é sim a democracia (de debate de ideias e não de marketing de caras). Utopia dirão muitos com um sorriso no rosto… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1772304499402547512?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1772304499402547512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1772304499402547512&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1772304499402547512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1772304499402547512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/09/verdadeira-democracia-de-ideias.html' title='A VERDADEIRA DEMOCRACIA DE IDEIAS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-947055287411764785</id><published>2009-07-24T06:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T06:47:42.266-07:00</updated><title type='text'>PARA MOTIVAR NO DIA-A-DIA DE TRABALHO BASTA O DINHEIRO?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes, no mundo do trabalho, ouvimos, nos corredores de uma qualquer organização, debates “entre-dentes”, pouco aprofundados e até, porventura e infelizmente, mal informados e/ou esclarecidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestas conversas da hora do cafezinho são decretadas verdadeiras sentenças, com aparente validade fundamentada, que ultrapassam em força informal e popular qualquer discussão ou reunião concreta ou oficial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em grande medida, neste tipo de ambiente quem está há mais tempo na casa tem mais tempo de antena e as suas conclusões (mesmo as mais descabidas) raramente são refutadas, pois “já andam aqui há muitos anos”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os temas de tertúlia se centram nas telenovelas, notícias cor-de-rosa ou futebol surgem sorrisos compreensivos e comentários que só algum fervor clubista pode aquecer… Porém, quando alguém passa a algum tema daqueles mais a “sério”, o ambiente torna-se mais tenso. Aqui, enquanto alguns opinam com volume proporcional ao seu autoritarismo, outros sorriem com lábios que teimam em tremer, enquanto outros ainda preferem fingir não ouvir, até que alguém se atreve a refutar… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, por mais assertivo, civilizado ou respeitador que se seja, o populismo acaba por arrastar parte do público e os argumentos trocados teimam em fugir ao cerne dos temas “sérios”. Daqui ao maldizer no corredor ao lado sobre o “atrevidote” que era do contra é um passinho… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, um dos tais assuntos “sérios”, que é assim sentenciado e que, por isso mesmo, talvez tenha levado o povo português a perder a sua capacidade de mobilização esclarecida e construtiva, é, sem dúvida, a falta de motivação na Função Pública. Ouve-se dizer que “faltam prémios de produtividade” para ser possível motivar, que não há outra forma… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para fazer um “bolo” de funcionários super-motivados, numa qualquer organização pública, teríamos que usar como “ingrediente essencial” a criação de prémios de produtividade chorudos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas se a “fórmula mágica” fosse assim tão básica por que é que nem todas as organizações privadas do nosso país, que aplicam esta receita, são um sucesso inquestionável? Aliás, haverá concerteza quem diga que a maioria delas funciona mais a nível da exploração do que da motivação… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sejamos generosos e acrescentemos ainda ao “bolo” um “ingrediente surpresa”: a facilidade de despedimento de funcionários (“ingrediente” tão apregoado por tanta gente para o sector público). Porém, um sabor amargo surgiria com o facto de estar comprovado que fica mais caro despedir um trabalhador, ir buscar outro e esperar que este comece a render (normalmente leva um par de meses) do que motivar quem já lá está e conhece a casa… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, é óbvio que isto não basta. Aliás, reduzir a motivação apenas ao factor económico serve frequentemente para “tirar a água do capote” a muita gente. Vou tentar explicar o meu raciocínio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, permite que as chefias fujam às suas responsabilidades ao nível da gestão e motivação individual e colectiva. Estes argumentos dão-lhes jeito, mais que isso, constituem um “álibi”, pois assim não se lhes pode exigir nada (“não temos condições”) e podem continuar a “gerir” mal pessoas como se fossem a isso “obrigados”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os restantes funcionários também ganham um “álibi” para poder cruzar os braços e ficar de consciência tranquila. Assim, podem justificar o seu desinteresse, “deixa andar” ou mesmo boicotar o trabalho bem feito, em jeito de suposta manifestação silenciosa contra as opções de gestão ou governamentais (talvez estes mesmos que acabam depois por votar no exactamente no mesmo Governo…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, apregoar apenas como fonte de motivação o prémio de produtividade não beneficia a produtividade! Ora, no uso desta desculpa socialmente popular, tanto é culpado, por este “deixa andar”, quem lidera (porque não vê) como quem é liderado (porque não diz ao líder para ver). Eu sei que me dirão, com razão, que há líderes que, mesmo que lhes digam, não querem ver… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção, nada de dramas ou apontares de dedo. Qualquer pessoa já ficou mais preguiçosa, molengona, acomodada, passiva ou ferrugenta no trabalho. Sejamos sinceros: já aconteceu a todos nós! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O problema é quando acontece muitas vezes e durante muito tempo até se tornar um hábito! Até perderrmos confiança nas nossas capacidades. Depois torna-se mais difícil reagir a mudanças e aí ou nos tornamos agressivos/destrutivos ou deprimimos ou… com ajuda humilde e genuína dos colegas, com gosto pelos novos desafios do trabalho que produzimos e pela noção sua importância para quem servimos… tentamos voltar ao início! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que também ajudará uma política e estratégia clara e aberta de inovação com aposta na “prata da casa” como acontece em pequenas ilhas de desenvolvimento, embora não deixem de ser apenas ilhas.…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-947055287411764785?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/947055287411764785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=947055287411764785&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/947055287411764785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/947055287411764785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/07/para-motivar-no-dia-dia-de-trabalho.html' title='PARA MOTIVAR NO DIA-A-DIA DE TRABALHO BASTA O DINHEIRO?'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8387338989524742683</id><published>2009-06-26T07:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T07:29:47.370-07:00</updated><title type='text'>EM DEMOCRACIA, QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ IDEIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos dias de hoje, às vezes, ouvimos dizer “não voto nesse político, porque não vou com a cara dele”. E, quando perguntamos sobre o que se pensa acerca das ideias desse político, ouvimos “não sei de nada”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguindo esta lógica, poderemos facilmente considerar como fabulosos candidatos a futuros primeiros-ministros qualquer top-model pouco dada a conversas “demais para a sua cabeça” ou galã de televisão que só sabe o que está escrito no tele-ponto… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes, ouvimos “continuo a votar nestes, senão vêm outros e fazem ainda pior”. Nesta lógica, quem vivia na miséria ou era perseguido por algum regime ditatorial continuaria a querer que as coisas ficassem na mesma, antes que ficasse ainda pior… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente, ouvimos as pessoas dizer que este Governo é terrível, mas que não vêem solução, porque “os da oposição não têm alternativas, aliás, são a mesma coisa e mal por mal…” Mas a que oposição se referem? A simplesmente outras caras para exactamente as mesmas decisões e prioridades? Ou de outras propostas sobre matérias sobre as quais se tenham manifestado? Se sim, que matérias? E terão mesmo conhecimento das várias propostas? Ou será que tomam as posições do Governo como as únicas que se ouve falar (na comunicação social…) e “ou essas ou nada”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E não deveria a comunicação social prestar estas informações aos cidadãos (recusando debates apenas a dois e acomodar-se à não existência de verdadeiros debates…), assim como dá destaque às medidas do governo, como se fosse os grandes anúncios de “ou essas ou nada”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que é que quem está contra uma proposta do Governo, explica porquê e apresenta uma proposta concreta alternativa apenas é “transmitido” e apresentado à população, pela comunicação social, com uma frase só, dizendo que está contra? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, aparecem vagos e dispersos os artigos que se fazem nos jornais sensacionalistas ou nos noticiários televisivos! Na televisão, por exemplo, usa-se e abusa-se das notas de rodapé para dar notícias, sem explicação, entrevista e contextualização que só uma reportagem permite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, para os meios de comunicação social, que se regem pelas audiências e lucros publicitários, as reportagens só valem a pena para os “casos da vida” especialmente dramáticos (onde se prefere esmifrar a miséria do que esclarecer para as causas estruturais de todo o conjunto) ou quando há “cusquice”, “peixeirada” ou “escândalo” sem nunca ir às raízes dos problemas (torcendo até para que mais casos apareçam para aumentar o “share”). É por estas e por outras, que, hoje em dia, se generalizou o mito de que “quando há problema não ligue à polícia, mas sim à TVI”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, poderíamos achar um exagero a ligação entre o decréscimo de rigor, abrangência e qualidade da comunicação social, especialmente jornais e televisões de canal aberto com mais público, e a falta de debate e de envolvimento dos cidadãos na discussão das diversas propostas (não só as do Governo) para várias matérias essenciais para o país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, depois vemos o que apenas um bom programa de televisão (“Prós e Contras”) tem feito pelo esclarecimento a sério sobre muitos assuntos, apresentando claramente as visões distintas (alguém acredita que os rumos que levaram processos como o novo aeroporto, aborto, encerramento dos serviços de urgências, entre outros seriam os mesmos sem o “Prós e Contras”?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é apenas um programa de serviço público no meio de tanto “fast food televisivo”… É preciso fazer mais pela discussão continuada, nos meios de comunicação social mais influentes, sobre as várias alternativas, acerca das matérias sobre as quais as pessoas “resmungam de braços caídos”, apresentadas pelos vários partidos ou outros movimentos de cidadãos (pois não é necessário pertencer a um partido para ter propostas concretas para a sociedade)! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não seria uma boa ideia organizar, nas campanhas eleitorais, debates públicos nas praças de cada freguesia, com apresentação oral e visual (com apresentações simples em power point com limite de tempo), sonorizados de forma a que muita gente possa assistir e efectuar perguntas? Não será isto mais útil, barato e esclarecedor do que cartazes com slogans que não permitem desenvolver as ideias propostas (quando as há)? Aqui a comunicação social teria a responsabilidade de organizar e quem se recusasse a vir deixaria a cadeira vazia à frente de toda a gente… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto nos leva ao enigma principal: será por acaso, que este mesmo Governo, que defende muitas políticas com as quais, aparentemente, a maioria não concorda, segundo as sondagens, se prepara para vencer as próximas eleições novamente com maioria absoluta?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, quer dizer que a maioria das pessoas que dará a vitória ao Governo irá votar a favor precisamente das ideias contra as quais todos os dias se têm manifestado (seja em conversas de café, na rua ou “entre-dentes” enquanto vêem um “Telejornal”)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8387338989524742683?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8387338989524742683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8387338989524742683&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8387338989524742683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8387338989524742683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/06/em-democracia-quem-ve-caras-nao-ve.html' title='EM DEMOCRACIA, QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ IDEIAS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-2168962029080859765</id><published>2009-05-20T08:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T08:06:03.271-07:00</updated><title type='text'>CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (3ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A falta de debate interno em Portugal sobre temas estruturais (culpa da camada dirigente e dos próprios cidadãos que não “batem o pé”) vai passando de geração em geração. Nada se esclarece, nada se decide, nada se evolui verdadeiramente. Os que tomam as decisões continuam a ser os mesmos e influenciados pelos mesmos e diz-se que não há alternativas… Uns dizem mesmo Jamais! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como é possível? Quando os esclarecimentos, discussões abertas e soluções para problemas estruturais sempre estiveram disponíveis no nosso país! E nem todas vêm sequer de partidos políticos, há também movimentos de cidadãos e associações com propostas credíveis! Não é preciso ter um cartão partidário para se ter ideias sustentadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Basta ver o programa de televisão “Prós e Contras”! Porém, essas propostas alternativas foram e são olhadas por quem manipula o poder com desconfiança, preconceito, rótulo, gozo e tom de ridículo… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, isto não é novidade nenhuma, qualquer cidadão comum comenta entre-dentes este ciclo vicioso em que nos metemos, mas a reacção que se tem até ao momento é o encolher os ombros, dizer que se calhar tem de ser assim ou que até podia ser pior… E por aqui vamos ficando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga e há cada vez mais reacções violentas e, para os mais distraídos, sem causa aparente. Em jeito de retrato psicológico, parece que vamos guardando as frustrações cada vez mais para dentro, até explodir com um mínimo arranhão e assim se cometem muitas asneiras trágicas que se poderiam evitar, principalmente nos chamados bairros sociais… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É que cada vez mais os portugueses não têm tempo nem paciência para más e dispendiosas decisões ou não-decisões, recusas em ouvir outras opiniões e soluções, aparências, “novo riquismo”, “chico espertismo”, fecho de olhos legais, compadrios à descarada, etc. Está tudo farto disto! E continua-se a dizer “nim” aos tais assuntos sociais, económicos e culturais “complicados”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É como se estivesse um cruzeiro a afundar e a tripulação estivesse cobrar dinheiro aos passageiros para melhorar a pintura dos candeeiros da sala de chá, não querendo ouvir nada sobre fazer algo para evitar o naufrágio e garantir a sobrevivência de todos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caso da União Europeia, esta causa foi, é e será o que for negociado entre os estados. Resta ver quem tem vindo a representar Portugal nestas mesas (se tem ouvido a sociedade verdadeiramente para chegar a posições consensuais) e a quem teremos de pedir contas quando a torneira dos fundos se fechar e ficarmos por nossa conta…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Basta lembrarmo-nos da obsessão com as estatísticas quantitativas relativamente ao pessoal com o 9º e 12º ano de escolaridade e não com a sua real qualidade e exigência, das opções tomadas quanto aos fundos europeus e os seus desvios, dos lucros da política do betão e do estado anti-educação, dos benefícios fiscais a grandes grupos e empresas estrangeiras que depois fugiram para países com mão de obra mais barata para explorar, das subidas vertiginosas do custo de vida com o Euro, das privatizações de saldo para grupos portugueses e depois estrangeiros (entre uns e outros…), da crescente degradação das condições laborais (menos direitos e mais horas de trabalho), da constante submissão ao que mandam os países mais fortes, da aposta nos grandes grupos de monopólios em detrimento das pequenas e médias empresas mais próximas dos cidadãos, etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que a maioria dos cidadãos da Turquia não quer a adesão do seu país a este labirinto europeu que estrangula os pequenos e, consequentemente, lhes retira soberania nas suas tomadas de decisão. E sabem que exemplo tem sido dado pelos turcos para não se meterem nesta aventura ou seja neste tipo único de Europa que nos é dado a engolir? Precisamente Portugal!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-2168962029080859765?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/2168962029080859765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=2168962029080859765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2168962029080859765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2168962029080859765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/05/consequencias-de-longo-prazo-do-nim-3.html' title='CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (3ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6523901362351589530</id><published>2009-05-08T01:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T08:06:48.175-07:00</updated><title type='text'>CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (2ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos tempos que correm em que supostamente os cidadãos deverão andar a reflectir sobre as questões europeias, tem sido comum reduzir-se tudo a uma de duas posições: ou se é a favor ou contra a União Europeia. Ora, pondo as coisas apenas dessa forma, se alguém disser que é contra, será imediatamente acusado de ser mal agradecido pelos generosos fundos europeus que nos têm “safado” (embora se vá depois dizendo, com voz mais baixinha, que muitos se têm perdido, devolvido ou sido mal aplicados, mas até fica aquela sensação de que falamos de ninharias…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E pronto o debate fica por aqui, aliás sempre ficou por aqui, desde a entrada portuguesa neste grande grupo. Então mas se é só mesmo isto, para quê eleições europeias, deputados europeus, políticas europeias e todas essas supostas perdas de tempo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, a discussão deverá sim ser que tipo de Europa queremos e quais as condições e papéis de cada membro, incluindo o nosso. Perguntemos ao comum cidadão a sua opinião, depois de se puxar o assunto toda a gente tem uma com “pés e cabeça”, mas é preciso que se lhe pergunte alguma coisa concretamente, se lhe dê ouvidos e já agora real poder de decisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, sobre estes e muitos outros assuntos de importância estrutural, dentro da nata dirigente nacional, que dirige o país desde há algumas décadas, com posições-chave sempre de acordo, há alguns que dizem que já toda a gente à partida estava e continua a estar esclarecida e de acordo… Ainda dentro deste grupo, outros dizem que são assuntos de tamanha importância e complexidade que o comum cidadão não poderá compreender e que a decisão deve ser “assumida” politicamente (desconfio que seja o sonho secreto de muitos supostos democratas com apetite pelo Antigamente…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há um exemplo que encaixa nas duas opções: falemos de Portugal na União Europeia. Reportando-nos às condições da nossa entrada, passando pela sua evolução e finalizando no seu futuro, a questão que devemos colocar é: alguém nos explicou e perguntou alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas atenção, a culpa também é dos próprios cidadãos, nos quais me incluo! Nós, portugueses, habituamo-nos a pensar na Europa apenas pelos fundos económicos e que o melhor é estarmos caladinhos antes que a torneira feche. O debate a sério também não existe, por causa deste mesmo jogo duplo. Enfim, nós habituámo-nos a olhar a produção nacional como fora de moda e embarcamos, mais uma vez na nossa História, no estrangeirismo sem critério (porque com critério é positivo). Sim, a culpa é também de nós próprios! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que debater os tais temas de fundo com visão abrangente, plural e com conclusões corajosas e consensuais para aplicar na prática não é fácil (embora já saibamos ser possível – relembremos o volte face sobre o novo aeroporto). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, fechar subtilmente a porta a este debate desde início, dizendo o politicamente correcto “nim”, tem consequências de longo prazo que levam ao país em que estamos hoje em que parece impossível chegar a caminhos consensuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com o “barco a afundar”, nesta elite de “manda-chuvas” ninguém quer tocar nas potenciais soluções para os problemas estruturais, pois não sabe mobilizar a sociedade para o debate, dado nunca lhe ter dado ouvidos, sendo que, com as eleições aí à porta, o melhor é isto andar calminho… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não o fazem por que não sabem e também por que não querem! E porquê? Pois há investimentos de “grupos ou empresas amigas” a proteger (atente-se à nova lei de financiamento dos partidos e aos “financiamentos” que permite…) e há que garantir também os votos dos mais conservadores, menos esclarecidos ou de mais difícil esclarecimento… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quais as consequências de longo prazos destes “nins” ao debate com a sociedade? Fica tudo na mesma ou pior ainda…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6523901362351589530?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6523901362351589530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6523901362351589530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6523901362351589530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6523901362351589530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/05/consequencias-de-longo-prazo-do-nim-2.html' title='CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (2ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4161013539220118691</id><published>2009-05-08T01:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T01:53:55.708-07:00</updated><title type='text'>CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há assuntos sociais, económicos e culturais mais “complicados” que os líderes e camadas dirigentes no geral no nosso país não conseguem retirar do “nim”, justificando que, para estes casos, é preciso um amplo e profundo debate na sociedade e conveniente consciencialização das massas. Mas o que é certo é que depois fecham desde início a porta a esse mesmo debate! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter presente que a consciência social, que resiste à demagogia e populismo, leva o seu tempo para conquistar uma esmagadora maioria da população. No entanto, se os líderes vestirem a camisola neste esclarecimento e derem a cara para o fazer (afinal de contas, isso é a essência da política e da cidadania) as coisas revelam-se mais fáceis e mais rápidas. É que as coisas não se mudam por milagre, é preciso trabalhar para isso! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, no nosso sistema político, onde dois partidos têm partilhado todas as linhas de base de decisões nas últimas décadas, mesmo com o “barco a afundar”, ninguém quer tocar nas potenciais soluções para os problemas estruturais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta nata (com honrosas, mas impotentes excepções) quase ninguém quer “dar o corpo às balas” no que respeita a debater estes temas de fundo com visão abrangente, plural e com conclusões corajosas e consensuais para aplicar na prática. E porquê? Pois há investimentos de “grupos ou empresas amigas” a proteger, há eleições a ganhar e, para este remoinho continuar, há que garantir também os votos dos mais conservadores, menos esclarecidos ou de mais difícil esclarecimento… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, isto não é novidade nenhuma, todo o cidadão comum comenta entre-dentes sobre este ciclo vicioso em que nos metermos, mas a reacção que se tem até ao momento é de encolher os ombros, dizer que se calhar tem de ser assim ou que até podia ser pior… E por aqui vamos ficando. Mas quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga e há cada vez mais reacções violentas e aparentemente sem causa no momento muito forte: parece que vamos guardando as frustrações para dentro, para dentro, até explodir com um mínimo arranhão! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É que cada vez mais os portugueses não têm tempo nem paciência para más e dispendiosas decisões ou não-decisões, recusas em ouvir outras opiniões e soluções, aparências, “novo riquismo”, “chico espertismo”, fecho de olhos legais, compadrios à descarada, etc. Está tudo farto disto! E continua-se a dizer “nim” aos tais assuntos sociais, económicos e culturais “complicados”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É como se estivesse um cruzeiro a afundar e a tripulação estivesse cobrar dinheiro aos passageiros para melhorar a pintura dos candeeiros da sala de chá, não querendo ouvir nada sobre fazer algo para evitar o naufrágio e garantir a sobrevivência de todos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estas questões vão passando de geração em geração, nada se esclarece, nada se decide, nada se evolui verdadeiramente, sendo os que tomam as decisões continuam a ser os mesmos e influenciados pelos mesmos e diz-se que não há alternativas… Como é possível? Quando os esclarecimentos, discussões abertas e soluções para problemas estruturais sempre estiveram disponíveis no nosso país! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não nos digam que não há soluções e alternativas! Jamais! E nem todas vêm sequer de partidos políticos, há também movimentos de cidadãos e associações com propostas credíveis! Basta ver o programa de televisão “Prós e Contras”! Porém, essas propostas alternativas foram e são olhadas por quem manipula o poder com desconfiança, preconceito, rótulo, gozo e tom de ridículo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4161013539220118691?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4161013539220118691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4161013539220118691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4161013539220118691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4161013539220118691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/05/consequencias-de-longo-prazo-do-nim-1.html' title='CONSEQUÊNCIAS DE LONGO PRAZO DO “NIM” (1ª parte)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3904461319569250103</id><published>2009-04-09T06:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T06:46:05.446-07:00</updated><title type='text'>CÁ SE VAI ANDANDO…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que, neste ano de 2009, se vislumbram, no horizonte três eleições, vale a pena reflectir à distância sobre o que já nos acostumamos a ver nestes momentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que assistimos, desde há um bons anos a esta parte, quando chega à altura das eleições, é um desfile de slogans pomposos, fotografias de estado, outdoors de milhares de centímetros/euros, bandeirinhas coloridas de cores sempre renovadas, autocarros recheados de gente ansiosa pela jantarada e concerto de música pimba para animar a malta antes da seca do discurso do político… É certo que nem sempre é assim, mas quanto mais se aproxima a data de ir visitar as urnas, infelizmente, mais comum se torna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chamar a tudo isto campanha eleitoral num sistema democrático chega a parecer anedótico… Mas o que é certo é que na hora H funciona! A população entra num estado de alienação, extremismo “clubístico-partidário” exaltado (com direito a claques dos jotas) e esquecimento pela dura realidade do dia-a-dia, só comparável a quando o país pára para ver um derby da bola.&lt;br /&gt;Tudo parece acontecer! Tudo? Não, o debate de propostas concretas cada vez fica mais fora de moda… Quando algum líder político se atreve genuinamente a lançar estas questões, logo surge algum director profissional de campanha que lhe diz baixinho que, assim, afasta potenciais consumidores, perdão, eleitores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Discutir planos de longo prazo, medidas de base para problemas estruturais e opiniões sobre assuntos mais “complicados” não rendem brilhantes destaques de Telejornal e podem custar descidas nas sondagens. O que é preciso é que o marketing da imagem dos candidatos seja “plasticamente” bem feito. E como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, o político de intenções genuínas lá acaba por ceder ai director profissional de campanha… De repente, já se acha tudo natural, é assim, tem que ser e por aí fora. Enfim, pensa-se cada vez mais que “essas coisas do que é para fazer ficam para depois das eleições”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o que acontece quando acaba a festança, perdão, a campanha das eleições? Volta-se à rotina… As pessoas queixam-se, lamentam-se, gritam… “Despejam o saco” no vizinho que os tem que ouvir (ou aturar…) e vão para casa mais aliviadas por supostamente mostrarem a sua coragem e indignação. “A mim ninguém me cala”, embora só a muito custo consigam vislumbrar propostas alternativas concretas… Alias, muitas vezes, a conversa não tem sequer final construtivo… Porém, quando chegam as eleições, ninguém os ouve … Ou, por vezes, em incoerência-mor, até se ouvem, mas sim a elogiar, empunhando uma bandeirinha ou envergando um crachá, aqueles que apresentaram propostas contra as quais resmungam todos os dias… Pena sim de quem os tem que aturar depois no normal dia-a-dia… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outros tentam fazer-se ouvir, manifestam-se e apresentam propostas alternativas. Propostas estas que são, sem serem analisadas, à partida ignoradas ou desacreditadas e por quem? Precisamente pelos que apenas se queixam, lamentam, gritam, resmungam sem final construtivo… E estimulados por quem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em boa parte, pela tal comunicação social que só aborda os temas “ao de leve”, preferindo o sensacionalismo do caso a caso, transmitindo a sensação de que não há propostas alternativas aos problemas que o país atravessa. Empurra, para um cantinho escondido de destaque, as soluções apresentadas por outros partidos ou movimentos de cidadãos (pois não é necessário pertencer a um partido para ter propostas concretas para a sociedade)... Porquê? Por que não trazem polémica por si só, espectáculo, audiências, contratos publicitários, lucros… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E a quem é que este ciclo de “não faz, nem deixa fazer” dá jeito?... Talvez às elites económicas dos grandes bancos, especuladores, seguros, imobiliárias, construtoras, companhias energéticas, entre outros que nunca estiveram, estão e estarão interessadas em ouvir e perder o seu poder e, acima de tudo, os seus lucros, quer haja crise, quer não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que, hoje em dia, temos liberdade, mas sem igualdade de oportunidades esta valerá, só por si, assim tanto? Sem a garantia de que se é pelo menos ouvido, de que serve falar, queixar, lamentar, gritar, resmungar ou mesmo manifestar construtivamente? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se, como vimos, a nossa actual democracia é o que é e a nossa actual liberdade vale o que vale, em que é que estamos, afinal, assim tão diferentes de outros regimes com imagem mais rígida? Enfim, como dizia uma célebre canção de Sérgio Godinho, cá se vai andando com a cabeça nas orelhas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3904461319569250103?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3904461319569250103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3904461319569250103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3904461319569250103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3904461319569250103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/04/ca-se-vai-andando.html' title='CÁ SE VAI ANDANDO…'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4933933084620380826</id><published>2009-03-16T04:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T05:08:30.393-07:00</updated><title type='text'>COMUNICAÇÃO SOCIAL SENSACIONALISTA: FORMA OU (DES)INFORMA?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para os que viveram as realidades do antigamente e para os que, hoje em dia, assistem a um qualquer documentário sobre História, parece ou parecia mais fácil ver o que naqueles tempos era um ditadura ou uma democracia, onde estava a censura ou a liberdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, é tudo mais “nublado”. O poder da comunicação social e do marketing, tornou-se na nova e sofisticada máquina de propaganda. Dominada por grupos económicos, que apenas lutam pela sua sobrevivência e lucro e não o serviço público ou cidadania (porventura, assim iriam perder clientes), esta máquina adormeceu a opinião crítica e construtiva das pessoas. Mistura-se jornalismo, cidadania e educação com lucros, famosos e audiências… coisa boa não pode dar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só quando uma grave crise económica nos bate à porta e ao bolso é que as pessoas despertam, sem, infelizmente, procurarem as causas, as opções e os interesses que contribuíram para tudo isto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não será no mínimo estranho andarem bancos, companhias de seguros, especuladores e companhia limitada, desde há uns bons anos, a terem lucros estratosféricos (os seus administradores que o digam…) e agora, de repente, toda a gente fala da crise financeira como se fosse uma inesperada peste negra?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, diz-se que simplesmente aconteceu, como poderia ter acontecido a queda de um meteorito… Foi um azar, dizem… Dizem, quem? Ah! A comunicação social… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tal máquina que tem como simples propósito, consciente ou inconsciente (por vezes, os seus funcionários não têm noção do papel que realmente estão a desempenhar…), apoiar quem lhe dá lucros. Um famoso ditador disse um dia: quanto maior for a mentira, mais gente acreditará nela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta máquina de propaganda facilmente se apoia na demagogia populista e paternalista para com o “zé povinho”, na dependência do sensacionalismo das notícias que só nos fazem abrir a boca de espanto e não reflectir numa opinião informada, na mesquinha “cusquice” pelos vazios assuntos da bola e das revistas cor-de-rosa, na imposição de somente as ideias, serviços ou produtos economicamente rentáveis para algumas gigantescas corporações multi-nacionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para um cidadão se informar, conhecer e poder desenvolver uma opinião própria rica e sustentada numa análise longa quer do passado, quer do futuro, é necessário ir mais além do que as normais fontes de informação. Ou, pelo menos, é necessário receber com espírito crítico e questionador qualquer registo que nos seja apresentado num qualquer noticiário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qualquer “Telejornal” deve ser visto apenas como um ponto de partida para debates e trocas de opiniões, até ao ponto de estarmos seguros de poder, aí sim, ter a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4933933084620380826?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4933933084620380826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4933933084620380826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4933933084620380826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4933933084620380826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/03/comunicacao-social-sensacionalista.html' title='COMUNICAÇÃO SOCIAL SENSACIONALISTA: FORMA OU (DES)INFORMA?'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4555366090154576401</id><published>2009-02-26T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T03:46:12.598-08:00</updated><title type='text'>A PARTE DIFÍCIL PARA SE SER SINCERO E JUSTO E PARA O SEREM PARA CONNOSCO…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já aconteceu a qualquer pessoa: ter que comunicar a alguém uma falha, um defeito, um erro ou simplesmente algo de que não gostamos ou que foi mal feito por um amigo, um colega de trabalho ou mesmo um estranho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, surge a situação de quem tem de apontar o erro e contar a quem o fez da sua existência. Existe sempre algum desconforto e receio de ferir sentimentos. Afinal somos pessoas e não robots sem emoções. Acontecem hesitações, mesmo com a melhor das intenções, de provocar ressentimentos, pelo risco de se virarem contra quem sinaliza o erro. Ninguém quer ser apontado como “fiscal”, “bufo” ou “queixinhas”, mesmo no caso de se falar com a pessoa visada em primeira-mão e não soltar a informação pelos corredores dos boatos… Concerteza já qualquer pessoa teve que lidar com este dilema: como dizer aquela pessoa que errou? E se que esta leva a mal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, talvez seja útil colocarmo-nos no papel da outra pessoa. Quando nos reportam um erro que cometemos, essa verdade é dura, mas está lá. Não lhe podemos fugir eternamente e teremos que a enfrentar mais dia, menos dia, de uma forma ou de outra.... Porém, não gostamos, com razão, que essa descoberta seja publicitada como grande conquista por quem a sinalizou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos, sem dúvida, preferir que sejamos nós mesmos a dar conta dos nossos erros, de forma a, de imediato, os podermos emendar ou remendar, porém somos humanos e, por mais perspicácia, valor, técnica ou poder de análise que tenha uma pessoa, é humanamente impossível estar preparado para detectar todos os erros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que, no fundo e no limite, todo o ser humano procura a verdade. Assim sendo, a solução poderá passar por pensar em como gostaríamos que nos comunicassem um erro que fizemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o que pode fazer quem é acusado para aliviar o desconforto da situação? Preparar-se para enfrentar a sinalização de um erro cometido por si. Independentemente do erro, a reacção pode dar-se de várias formas: negar até à exaustão, acusar a outra pessoa de má fé, colocar o foco das culpas para outro lado, reconhecer, gerar soluções, etc. Cabe ao próprio escolher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma equipa de trabalho de sucesso geralmente possui facilidade de diálogo, franqueza e abertura à mudança e à melhoria. Aqui é fundamental que cada elemento que receba a sinalização de um erro cometido por si, consiga ouvir, debater argumentos e reconhecer os pontos em que não tem razão (existem sempre, assim como os inversos). Para além de procurar conselhos sobre sugestões de melhoria e pensar conjuntamente em formas de o erro não se repetir no futuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fundo, é imprescindível garantir que se constrói algo ali, que se ganhou qualquer coisa com aquele debate, que algo depois se passou a fazer de maneira diferente do que se fazia (relativamente ao erro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestas situações é certinho que alguma coisa muda. Assim, o desafio é que mude de forma construtiva e para melhor! Para isso é vital que os líderes, gestores ou moderadores se agarrem construtivamente, com “unhas e dentes“, a factos e a conteúdos fundamentados. Se isso não suceder as pessoas fecham-se, confundem sinalização de erros com acusações e, assim sendo, passam a não querer “acusar” (se não forem acusados), nem admitem ser “acusados” (visto que não acusaram antes).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem não arrisca, pode errar menos vezes, porém os erros que cometer serão constante e inevitavelmente sempre os mesmos erros… Se é humanamente impossível nunca cometer um erro, já podemos esperar não cometer sempre os mesmos, sendo sinal de evolução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem arrisca, quem inova, também cometerá erros, mas estes advirão de desafios e da procura permanente de resolução de problemas. Assim se aprendem coisas novas, se evoluem em mais campos e nos tornarmos mais completos e maduros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se dois erros não fazem um acerto… também é certo que quem não arrisca, não petisca… e quem não tem medo de errar, muito mais que outros aprenderá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4555366090154576401?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4555366090154576401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4555366090154576401&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4555366090154576401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4555366090154576401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/02/parte-dificil-para-se-ser-sincero-e.html' title='A PARTE DIFÍCIL PARA SE SER SINCERO E JUSTO E PARA O SEREM PARA CONNOSCO…'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3307471748995661686</id><published>2009-01-12T06:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T06:29:30.354-08:00</updated><title type='text'>QUAL A LEGITIMIDADE DA DISCIPLINA DE VOTO PARTIDÁRIA? (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nas eleições legislativas, nós, cidadãos, votamos em deputados individualmente para nos representarem. Embora estejam, naturalmente, comprometidos com o programa eleitoral consensual do partido a que pertencem, tudo o resto cabe ao seu juízo de consciência. Ou seja, aqui entram os valores que cada um defende para a sociedade enquanto cidadão eleito para pensar pela sua cabeça!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, seria, portanto, óbvio, legítimo e legal que qualquer deputado exercesse o seu direito de voto na Assembleia da República segundo as suas opiniões sobre cada tema. No entanto, surge o choque com a realidade: disciplina de voto implementada pela direcção de uma banca que impede os seus deputados de votar consoante as suas reais convicções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adoptando uma postura um pouco mais compreensiva, poderíamos até respeitar as posições consensuais dos partidos, se estes as debatessem real e abertamente nos seus congressos, coisa que não acontece, servindo apenas para agitar bandeiras quando dão as 20 horas de horário nobre de televisão...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Correndo o risco de ser algo redutor: faz algum sentido, num país com um sistema supostamente democrático, que um deputado seja obrigado a votar “não” quando a sua opinião é “sim”? Gostaria de saber se os deputados socialistas (assim como de qualquer outro partido) que deliberada e conscientemente ignoraram a ordem de disciplina partidária vão ou podem vir a ser punidos… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como é possível um político manter-se íntegro e sincero nos valores em que acredita quando é assim manipulado com um simples fantoche? Quem é que aguenta? Se calhar ninguém!... Assim se afastam cidadãos que poderiam trazer verdade e transparência à política. Já os que aguentam e ficam tornam-se iguais ou mesmo piores dos que os manipulam: elevando os patamares da arte da hipocrisia, demagogia e politiquice cor-de-rosa. É que só assim conseguem sobreviver nesta selva de interesses descarados…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, certamente que nós, cidadãos, não votamos para que o deputado que nos representa a nossa zona geográfica seja um “Maria vai com as outras” que levanta o braço como um robot, se os colegas o acordarem da sesta; que lê o jornal desportivo na “seca” dos debates, murmurando que “o que era bom eram uns seis mesitos sem democracia”; que, quando um seu colega fala ao microfone, repete com ar sério até à exaustão, qual canção de infância, “Muito bem, muito bem!”; que “pica o ponto do dia” e vai à sua vida pré-eleitoral, baldando-se a comissões e inquéritos; que à sexta-feira vai mais cedo de fim-de-semana algaraviado logo a seguir a aprovar decisões para o resto da população apertar o cinto e trabalhar “como deve ser” (semana das 65 horas, congelamento de salários, facilitismo na obtenção anos de escolaridade, ordenados chorudos de grandes cargos de confiança política, salvação de bancos de multimilionários em risco, etc). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, mete dó reparar nas excursões escolares de crianças que vão à Assembleia da República ver estes tristes exemplos, para quando os miúdos forem grandes… serem iguais a eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3307471748995661686?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3307471748995661686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3307471748995661686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3307471748995661686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3307471748995661686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/01/qual-legitimidade-da-disciplina-de-voto_12.html' title='QUAL A LEGITIMIDADE DA DISCIPLINA DE VOTO PARTIDÁRIA? (II)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6665226594313593302</id><published>2009-01-12T06:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T06:27:57.054-08:00</updated><title type='text'>QUAL A LEGITIMIDADE DA DISCIPLINA DE VOTO PARTIDÁRIA? (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente foi apresentada, para votação na Assembleia da República, uma proposta que defendia a legalização dos casamentos entre casais homossexuais, suscitando a questão da legitimidade da chamada disciplina de voto dentro dos partidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta proposta foi chumbada com votos contra da maioria das bancadas parlamentares do PS, PSD e CDS/PP. Houve, no entanto, votos favoráveis apresentados por alguns deputados das primeiras duas bancadas, sendo que, no caso do PSD, a liberdade de voto foi decidida. Já no caso da bancada socialista imperou a então chamada disciplina de voto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este último ponto constitui-se num episódio caricato e, a meu ver, grave. Segundo consta, pelo destaque que foi dado por alguma comunicação social, dentro da bancada do Partido Socialista, existiu acesa discussão, visto vários deputados terem opiniões distintas sobre a matéria a ser votada na Assembleia da República.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi decidido pela direcção daquela bancada que existiria disciplina de voto, reprovando a proposta apresentada e apoiada pelos partidos à esquerda do PS. Esta posição impediu, consequentemente, qualquer deputado de ter uma votação diferente, mesmo que a sua opinião não fosse aquela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi definida apenas uma excepção, sustentada em critérios mal explicados, para o presidente de Juventude Socialista (organização que defende esta matéria há alguns anos, como inclusivamente chegou a constar no programa político de uma das legislaturas do então primeiro-ministro socialista Eng.º António Guterres). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, acontece que, nas eleições legislativas, cada eleitor vota, não para eleger um primeiro-ministro, não para eleger uma bancada partidária, mas sim para escolher o deputado que entende melhor poder representar a sua região (no nosso caso Coimbra) na Assembleia da República, constituindo, desta forma, uma amostra representativa da população portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando votamos nesse deputado temos (ou teríamos…) de ter em conta as suas opiniões próprias e não a sua mera subjugação à vontade da direcção do partido a que pertence (embora eu duvide que muita gente, na qual me incluo, saiba o nome dos deputados eleitos que representam a nossa região).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se assim não fosse assim, bastaria estar na Assembleia da República um deputado por cada partido, possuindo uma ponderação de voto diferenciada, conforme as percentagens obtidas nas eleições, em vez de todo o grupo representativo de cada uma das regiões portuguesas! Ora, isto não é obviamente o que está previsto no nosso sistema democrático…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6665226594313593302?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6665226594313593302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6665226594313593302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6665226594313593302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6665226594313593302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2009/01/qual-legitimidade-da-disciplina-de-voto.html' title='QUAL A LEGITIMIDADE DA DISCIPLINA DE VOTO PARTIDÁRIA? (I)'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-644510241902985414</id><published>2008-12-16T07:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T07:59:12.868-08:00</updated><title type='text'>ESCLARECER PELO DIREITO A SEREM FELIZES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É curioso quando ouvirmos dizer, em tom de verdade absoluta e fatalista, que as pessoas não querem ou não conseguem digerir mudanças de mentalidades (quando o assunto é demagogicamente “complicado”), adoptando quem assim o entende uma postura paternalista do povo, infantilizando as pessoas e legitimando a “preguiça” no seu esclarecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Consequência desta atitude simultaneamente atemorizadora e medrosa, há assuntos que são apresentados à opinião pública de uma forma quase já previamente assustadora, refugiando-se depois o tema, por enquanto, numa questão técnica ou seja ainda não digna de debate aberto e popular ao comum dos mortais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assuntos como casamento entre casais homossexuais, aborto, eutanásia, nacionalizações na década de 70, entre outros foram ou são recebidos pela classe política do centro com um imediato torcer de nariz por não se entender ou por não se querer entender ou por receio que a maioria das pessoas não entenda e se vire contra quem quis esclarecer e falar abertamente. Enfim, tem-se medo de perder votos das camadas mais conservadoras e/ou mal esclarecidas nas próximas eleições… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E vai-se dizendo “nim” ou seja que é preciso um amplo e profundo debate na sociedade e conveniente consciencialização das massas (devo dizer que um eficaz meio para fazer este debate tem sido representado pelo brilhante programa de televisão de serviço público “Prós e Contras”).&lt;br /&gt;Ora, é natural que as camadas abaladas nos seus privilégios ou crenças gritem de forma indignada o suposto ritmo acelerado das mudanças, acima de tudo, de mentalidades. E este facto aliados ao “nim” de muita gente influente e que se apresenta como “moderada” resulta no “fica tudo na mesma”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sucede então que a vontade dos chamados “moderados” é certamente contra a vontade de muitos deles, aproveitada e explorada com êxito por quem quer apenas obstruir no direito pela igualdade de tratamento e oportunidades. As consequências disso mesmo estão à vista hoje em dia, sobretudo para as camadas mais desfavorecidas da população e para o progresso social do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente o atraso da consciência social não nos deveria “congelar”, numa altura em que estas temáticas já há algum tempo foram abordadas e decididas noutros países que podemos considerar como mais desenvolvidos, como a vizinha Espanha. Não devíamos considerar esse atraso de um modo estático, paralisante, fatal, mas antes levar-nos a intensificar as tentativas de consciencialização e esclarecimento da sociedade portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo: a diferença está na forma como é encarado o atraso da consciência social. Os “moderados” consideram-no quase fatalisticamente como obstáculo às transformações pelos direitos humanos e pela igualdade de tratamento e de oportunidades para qualquer cidadão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outros querem declaradamente reforçar esses atrasos e desconhecimentos atemorizados e/ou conservadores (entre estes estão concerteza muitos supostos “moderados”). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem veja o atraso da consciência social como um desafio à nossa capacidade mobilizadora e esclarecedora sobre estes e muitos outros assuntos. Também no caso do casamento entre casais homossexuais, há que esclarecer pelo direito a serem felizes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-644510241902985414?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/644510241902985414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=644510241902985414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/644510241902985414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/644510241902985414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/12/esclarecer-pelo-direito-serem-felizes.html' title='ESCLARECER PELO DIREITO A SEREM FELIZES'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1865316524746817067</id><published>2008-11-26T09:04:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T09:05:56.529-08:00</updated><title type='text'>RECUPERAR A RÁDIO DE CANTANHEDE!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como podemos facilmente constatar ao sintonizar na frequência 103.0 Mghz num qualquer aparelho de rádio, a Rádio de Cantanhede já não existe. Bem, não o seu nome, pois aí podemos ouvir a Rádio Best Rock FM ou outra, com sede em Lisboa e emitida a partir de Coimbra, onde por vezes o locutor anuncia 103.0 Cantanhede! Depois ouvindo melhor o seu conteúdo confirmamos que já não é mesmo a Rádio de Cantanhede, pois na sua programação não há quase nada sobre o nosso concelho! Trata-se apenas de mais uma rádio de música rock e pop como uma qualquer RFM ou Comercial, ou seja apenas mais uma. Mas então como foi que isto aconteceu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo consta, há uns anos atrás a Rádio de Cantanhede foi vendida (isto é, o seu sinal 103.0 Mghz) ao grupo Media Capital (dono da Rádio Best Rock FM), porém a produção regional de conteúdos para a rádio teoricamente ficava protegida pela lei ao abrigo da Alta Autoridade para a Comunicação Social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Lei que protege (ou deveria proteger) as Rádios Locais, num processo em que uma Rádio Nacional adquire a uma Rádio Local, os direitos sobre o usufruto da frequência (certos comprimentos de onda que sintonizamos no nosso aparelho de rádio para apanharmos o sinal 103.0 Mghz) implicam que 8 horas diárias de emissão sejam obrigatoriamente criadas e difundidas a partir da região da rádio local com programação criada, proposta e ligada a essa região. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em termos legislativos, parece fazer todo o sentido, pois desta forma poderia garantir-se o espaço para o aproveitamento da potencialidade e riqueza regional na rádio e nos seus contributos (pois não é só em Lisboa que existe criatividade e qualidade...). A Lei obriga também à divulgação desta oferta através de anúncios na imprensa, que promovam a abertura e recepção de propostas por parte de qualquer cidadão, especialmente os pertencentes à comunidade onde estava sediada a rádio local, cujo sinal foi adquirido. Ora, isto é o que a lei diz...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o que acontece hoje em dia realmente? Preparem-se! Sucede que, muitas vezes, as rádios nacionais compram o sinal das pequenas rádios locais e ludibriam a questão das 8 horas diárias prevista na lei. Criam uma programação já a partir da sede central da rádio nacional (no “nosso” caso Lisboa) e depois distribuem essas gravações para todas as pequenas rádios (entre as quais a “nossa”) que compraram. Estas gravações são passadas durante as supostas 8 horas de produção de rádio criadas a partir da rádio local! Assim, todos os sinais das pequenas rádios compradas, nestas tais 8 horas diárias, transmitem exactamente a mesma programação, isto é, exactamente as mesmas músicas, exactamente na mesma ordem, exactamente com a mesma publicidade e sinais horários tudo exactamente ao mesmo tempo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, estas 8 horas acabam por ter uma linha quase exactamente igual à restante programação das restantes 16 horas diárias dessa rádio nacional, nem há diferença nenhuma! Ou seja trata-se apenas de uma rádio nacional, não de várias rádios locais. Estas foram reduzidas ao papel de meros retransmissores de sinal passando 24 horas por dia toda a programação desta rádio nacional! Esta é, infelizmente, a actual situação da “nossa” Rádio de Cantanhede!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um outro pormenor curioso é o facto de a rádio nacional ter de publicar anúncios na imprensa (porque a lei obriga) a divulgar a abertura a propostas de programas, conteúdos e intérpretes (o que já o fez inclusivamente através deste jornal). Porém, quando surgem interessados as respostas são vagas e evasivas, os adiamentos de entrevista frequentes, fica a sensação de que, no fundo, se está a “engonhar” para não se dizer directamente que não se quer ouvir nem aceitar propostas para ocupar as tais 8 horas de programação local, que já estão ocupadas! E que eles pretendem que assim continuem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que unir as gentes da nossa terra, dar um murro na mesa e dizer que se trata de uma enorme farsa que não podemos aceitar! Pois, o que ouvimos em 103.0 Mghz não é programação feita pela e para a região, mas sim programação criada em Lisboa ou Coimbra, apenas retransmitida em Cantanhede sem ligação efectiva com o nosso concelho! Atenção, não interessa aqui tanto encontrar culpados ou bodes expiatório, mas sim tentar trazer de volta a nossa Rádio de Cantanhede! Por que não constituirmos um movimento de cidadãos amigos de uma real Rádio de Cantanhede e tentarmos meter mãos à obra? Se todos puxarmos para o mesmo lado e surgirem ideias talvez seja possível fazer alguma coisa. Deixo o meu contacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1865316524746817067?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1865316524746817067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1865316524746817067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1865316524746817067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1865316524746817067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/11/recuperar-rdio-de-cantanhede.html' title='RECUPERAR A RÁDIO DE CANTANHEDE!'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-2797352878588528472</id><published>2008-11-26T09:00:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T09:04:36.686-08:00</updated><title type='text'>MOVIMENTO DE CIDADÃOS AMIGOS DA RÁDIO DE CANTANHEDE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como podemos facilmente constatar ao sintonizar na frequência 103.0 Mhz num qualquer aparelho de rádio, a real Rádio de Cantanhede infelizmente já não existe…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Rádio de Cantanhede tem um passado rico e saudoso. Quem não se lembra dos emotivos relatos de futebol, dos aguardados debates políticos, das enriquecedoras entrevistas às gentes da terra, dos programas de autor, das interessantes presenças das escolas, associações ou clubes em estúdio, da publicidade aos negócios locais ou mesmo dos divertidos discos pedidos com dedicatórias? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em toda esta oferta, com algum amadorismo e amor à camisola, com coisas a correrem melhor e outras nem tanto, coisas que valeram a pena e outras que nem por isso, o que é certo é que se fez alguma coisa! Acima de tudo, pôde ser feito! As pessoas sabiam que se quisessem podiam fazer ou propor qualquer coisa à rádio. Tinham essa opção, o que não acontece agora, pois estamos (até agora...) de mãos atadas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que poderemos fazer? Cantanhede precisa de uma rádio presente que aproveite as potencialidades do nosso concelho, que as promova, divulgue e que reuna contributos de várias gerações para dar a conhecer, consciencializar, instruir, criar, inovar, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser um bilhete de identidade regional, uma enorme ponte entre gerações de gente de todas as idades, formações, experiências que poderiam ter um espaço também. Para além da divulgação e explicação “terra a terra” inovações tecnológicas (por exemplo com o Biocant).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que ter em atenção que as potencialidades do nosso concelho são uma autêntica mina de ouro cultural e de envolvimento que podem ser aproveitadas numa rádio local. A rádio de tudo isto pode usufruir e estimular, constituindo um motor de envolvimento ao nível do que sentimos na Expofacic! Com a vantagem de que a rádio estaria presente durante todo o ano e não só durante dez dias que dura a feira! E já agora: não é realmente uma pena que a rádio regional oficial da Expofacic não seja de Cantanhede?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perguntarão alguns se seria um projecto auto-sustentável dados os dificuldades financeiras que esta nossa pequena rádio teve no passado… Porém basta pensarmos na actual situação do nosso concelho ao nível de envolvimento das associações, freguesias, diversidade de empresas, publicidade, organização e promoção de eventos, versatilidade dos percursos escolares, ofertas culturais, preservação de tradições, grupos musicais, desportos praticados, etc para compreendermos que a Rádio de Cantanhede teria muito mais sucesso agora do que teve há 10 ou 15 anos atrás! O concelho simplesmente mudou, cresceu, uniu-se e ainda bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E que tal metermos mãos à obra? Este é o momento certo, há que o conquistar, há que recuperar a nossa rádio de Cantanhede! A criação de um movimento de cidadãos amigos da Rádio de Cantanhede seria o primeiro passo para todos puxarmos para o mesmo lado e surgirem ideias. Com muita vontade, talvez seja possível fazer alguma coisa. Deixo o meu contacto para todos os interessados em contribuir, apoiar, pesquisar, propor ou simplesmente estar a par do que poderemos fazer para o conseguir. Vamos lá tentar trazer de volta a nossa Rádio de Cantanhede!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-2797352878588528472?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/2797352878588528472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=2797352878588528472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2797352878588528472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2797352878588528472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/11/movimento-de-cidados-amigos-da-rdio-de.html' title='MOVIMENTO DE CIDADÃOS AMIGOS DA RÁDIO DE CANTANHEDE'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8816683085000801905</id><published>2008-10-25T19:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-25T19:20:25.336-07:00</updated><title type='text'>DO ERRO À OPORTUNIDADE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No universo do trabalho, a detecção de um erro é um momento fulcral. Em primeiro lugar, na medida em que é naturalmente comum, pois errar é humano também nas organizações de qualquer parte do mundo, não só no nosso Portugal. Em segundo lugar, respostas a questões como “quem”, “o quê”, “como”, “o que levou a que ocorresse” ou “o que fazer no futuro” revelam-se decisivas para bem ou mal gerir um erro. Afinal como poderemos saber fazer as coisas como deve ser? Uma pequena pista poderá passar por distinguir quais as questões realmente importantes a abordar quando surge um erro…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Soluções? Despedir pessoas é aparentemente solução óbvia para qualquer “patrão-capataz”, que só aparece para “apontar dedos” quando há “asneira”. Seguindo esta via, é fácil culpar um trabalhador, num meio recheado de sábios chefes, que “lavam as suas mãos “ das responsabilidades das falências: “foi um azar”, “tínhamos muitos impostos”, “os salários deviam ser mais baixos, é só direitos e há por aí mão-de-obra mais barata”, “foi culpa concorrência com os países mais desenvolvidos que têm mais subsídios”, “os trabalhadores deviam era trabalhar mais horas” e por aí adiante…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No entanto, o sucesso e a sobrevivência das organizações tem sido feita, nalguns países de sucesso, onde se trabalha menos horas, mas com mais rentabilidade (onde não se trabalha mais - horas -, mas sim melhor), onde os salários são mais altos, assim como as medidas de protecção laboral e social, onde a carga fiscal é maior, mas rigorosa e de aplicação transparente, etc. Razões são várias, mas uma é fundamental: outra aposta na abordagem ao erro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vejamos, esta outra maneira de “reciclar” os erros assenta no incentivo que os gestores dão, no dia-a-dia de trabalho, aos trabalhadores para que estes, de forma interessada, responsabilizadora e até autónoma, imediatamente iniciem o processo de rever “à lupa” procedimentos que estiveram na origem de um qualquer erro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em soma: abertura e nada de dramas! Os líderes com esta visão perceberam as vantagens de uma cultura “anti - diz que disse”, já que aqui não há lugar para apanhar bodes expiatórios, nem para louvar peritos em “tirar a água do capote”… Estabelecendo e defendo estes valores, retira-se o palco às vazias actuações teatrais e ao seu peso em avaliações do desempenho ou “palmadinhas nas costas”...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E porque o fazem? Por serem líderes (de empresas, associações, clubes, partidos, governos, etc) mais bonzinhos? Ou por terem muito dinheiro e que não se importarem de o perder? Muito pelo contrário! Na actual sociedade capitalista, para o bem e para o mal, todos querem ganhar dinheiro. De uma forma muito simples: fazem-no sim simplesmente por que perceberam que a partir da análise do erro, muitas vezes, surge a inovação e com esta a melhoria dos resultados! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A diferença é notória: o “patrão-capataz” acha que a sua missão é “caçar” os erros ou melhor quem os comete, enquanto que o gestor do século XXI vê os erros (aproveitando a sua análise pelos seus colegas de equipa) como oportunidade para dar um “salto” inovador, que lhe permita ficar à frente de outros concorrentes: uma verdadeira “reciclagem” construtiva e sem dramas! Assim, também se conquista o “amor à camisola” dos elementos da sua equipa e não apenas o amor ao salário no final do mês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tendo em conta o peso do horário laboral, insegurança de vínculos e pressões transportadas para a vida pessoal e familiar existentes na sociedade de hoje em dia, acreditem que as pessoas sentem falta de se poderem identificar com algo, de agarrar qualquer coisa com unhas e dentes, confiar e lutar por um líder, entregar-se a uma equipa se… sentirem que são protegidas enquanto pessoas sinceras, humanas e com vida para além do trabalho, não escravos modernos…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Visto isto, se pensarem qualquer coisa do género “isso é muito bonito, mas isto está complicado”, pensem no que me disse há tempos um bom e sábio amigo, “é preciso transformar as dificuldades em oportunidades”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8816683085000801905?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8816683085000801905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8816683085000801905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8816683085000801905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8816683085000801905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/10/do-erro-oportunidade.html' title='DO ERRO À OPORTUNIDADE'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8516346314420819540</id><published>2008-09-26T01:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T01:57:31.661-07:00</updated><title type='text'>A DOUTORICE, SEGUNDO ESTE ADMIRADOR DE EÇA DE QUEIRÓS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para ler com sorriso descontraído e relativo de quem sabe e demais não quer ralar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, o nosso país está recheado de grandes contradições económicas, sociais e culturais: aparências com “telhados de vidro” misturadas com muitas manias de grandeza... Em jeito de caricatura à moda de Eça de Queirós, vale a pena dar uma vista de olhos em alguns exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há gente que soa a sofisticada e competente, com ar responsável e maduro, sabe de cor os currículos da gente importante a quem não dispensa as mais respeitosas mordomias de Exmo., Exma., Excelentíssimo, Digníssimo, Senhor Doutor ou Caro Engenheiro, entre outras palavras com ouro adornadas. Exímios na arte de estender a passadeira vermelha, não permitirão jamais que nenhuma bota de alta patente fique sem o devido lustro brilhante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há gente que se mascara de humilde, mas que, com conversa matreira, faz sentir um aperto de desconfiança (parece que algo não bate certo) a quem por ali está. Gostam de lembrar, a quem está ao lado, as desgraças do mundo, os coitadinhos e outras conversas fiadas que, contadas à sua maneira, levam a que aparentemente a sua canonização peque por tardia e a que verdadeiramente a sua “auréola” lhes dê passe-livre para se aproveitarem dos menos atentos à sua santa hipocrisia…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há gente formada que se esconde atrás de “paleio” técnico que atemoriza qualquer pessoa, como que exigindo a devida vénia. Verdadeiros especialistas que envergam fato e gravata com pompa ou vestido de executiva com classe, fazendo questão de manter o seu órgão olfactivo direccionado geometricamente para o local onde apenas os sábios merecem estar: o céu… Sempre que podem, expressam, de forma piedosa, pena por não se poderem permitir gozar os simples costumes da simpatia, dado encontrarem-se num patamar de sabedoria “mitológico”, que exige rigor no alinhamento dos papéis, pastas e canetas Parker… Convictos da sua condição de iluminados, basta-lhes “estar ali” e dar a honra de ter uma ou outra conversa paternal com o povo, cujo óbvio e único dever constitui prestar-lhes vassalagem. São refinados apreciadores de um digno tratamento recheado de Exmo., Exma., Excelentíssimo, digníssimo, Senhor Doutor ou Caro Engenheiro... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há ainda gente que se perde em atitudes subservientes de auto-rebaixamento e humilhação perante chefes ou patrões (como se isso fosse essencial para “amansar a fera”, que continua a humilhar diariamente por que “cheira” esse medo à distância). Revelando um gosto secreto por prestar continência militar pelo raiar da manhã, são os primeiros a denunciar os boatos ao “manda-chuva”, os típicos “queixinhas” da escola primária, que preferem não enfrentar quem os explora, auto-convencendo-se de que “muita sorte temos nós, pois até podia ser bem pior”…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém e felizmente, há também gente diferente… Pessoas que têm a coragem para olhar de frente, com um sorriso distanciado, para as manias de grandeza (que sem público ficam perdidas). Que dão um “murro na mesa” nos momentos-chave em que os representantes das aparências com “telhados de vidro” tentam semear dúvidas, gerar intrigas e continuar a manipular nos corredores da desconfiança… São normalmente os responsáveis pelos nossos saltos qualitativos de desenvolvimento económico, social ou cultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, as maneiras de ser de cada um não são, de forma alguma, uma “marca de nascença” impossível de mudar. Cabe a quem lidera, dirige ou governa definir em que características pretende apostar e apontar como exemplo para ser seguido por todos os outros e abertamente porquê. Os costumes, as tradições e/ou as mentalidades não nascem, continuam ou mudam ao acaso, dependem sim precisamente destas decisões… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se estas decisões se tomam com base na demagogia, no medo de desagradar aos “poderosos”, na intenção de “distribuir o mal pelas aldeias”, no “agradar a toda a gente” (especialmente aqueles “complicados”), na garantia de uma suposta estabilidade que apenas aumenta o poder de quem influencia pela chantagem e pelo “bluff”… chegamos ao Portugal do passado e do presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E se estas decisões forem tomadas de outra maneira?... Será que o Portugal de futuro pode existir sem esta mudança de base na forma como as nossas lideranças tomam decisões? Assim se poderá fazer a diferença ou não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8516346314420819540?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8516346314420819540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8516346314420819540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8516346314420819540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8516346314420819540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/09/doutorice-segundo-este-admirador-de-ea.html' title='A DOUTORICE, SEGUNDO ESTE ADMIRADOR DE EÇA DE QUEIRÓS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-7369610376713635783</id><published>2008-07-25T14:31:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T02:45:02.862-07:00</updated><title type='text'>A MULTA E O EXEMPLO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como sabemos, o nosso país está recheado de grandes contradições económicas, sociais, culturais e de aparências com “telhados de vidro”!... Senão vejamos alguns exemplos deste último aspecto.&lt;br /&gt;O Presidente da República surgiu, recentemente, preocupado com o desinteresse e aparente falta de vontade de participação, por parte da juventude, em aspectos como a cidadania e política. Esqueceu-se, ou assim o pareceu, que as portas, que poderiam dar realmente influência, só estão abertas para juventudes partidárias dos maiores partidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestas “juventudes”, muitas vezes (claro que há sempre excepções milimétricas), o modelo para “chegar alto” não é o ter e debater de ideias, mas sim aprender as manhas e o saber estar dos bastidores da politiquice com os mais velhos, para, no futuro, serem exactamente iguais a eles e garantir a sucessão “estável”, que, consequentemente, afasta a política e a cidadania da real juventude!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O actual Presidente da República, que já esteve uma década como Primeiro-Ministro, tinha como famoso lema, na altura: nunca se enganar e raramente ter dúvidas. Não é propriamente uma atitude que dê as boas vindas a uma juventude que se quer próxima da política e da cidadania…&lt;br /&gt;Por outro lado ou talvez pelo mesmíssimo lado, o actual Primeiro-Ministro parece também ele seguir este lema, quem sabe devido inclusivamente à mesma formação de juventude partidária… Elogiado pela sua determinação e sentido de rumo, paradoxalmente ou não, conta no seu currículo profissional com vários sinais “indeterminados” ou pelo menos com rumo duvidoso…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos relembrar a história do súbito deputado engenheiro que ficou muito mal contada ou mesmo aquela em que, enquanto engenheiro-técnico, assinava projectos de construção para concelhos vizinhos, feitos verdadeiramente por técnicos “amigos” que trabalhavam nesse próprio concelho e que por lei não poderiam ter tais “biscates”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas há um caso recente que faz derreter toda a aparente elevação (valor tão apregoado como argumento contra a apresentação de críticas da oposição sobre o não cumprimento das suas promessas eleitorais) defendida pelo Primeiro-Ministro…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sucede que o Governo e, consequentemente, o Primeiro-Ministro assinaram e aprovaram uma lei “anti-tabaco”, transposta de directivas da União Europeia, com o propósito de proteger os cidadãos não fumadores (e não apenas para proibir que se fume em locais fechados, como às vezes se ouve dizer). Ora, sucede que, passados uns meses, é este mesmo Primeiro-Ministro apanhado em não cumprimento. Seria fácil vestir a pele de juiz e censurar o caso por si só, no entanto, há que reconhecer que todos somos humanos (mesmo o Primeiro-Ministro) e qualquer cidadão pode, intencionalmente ou não, deixar nalgumas situações de cumprir uma lei, sabendo claro que estará sujeito a justas punições… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como tal, diz o senso comum que, mesmo com uma boa educação para a cidadania, uma lei, que não tenha previsto punições a aplicar aquando do seu não cumprimento, não serve para nada, pois corre o sério risco de não ser respeitada por ninguém… E se estão previstas punições, nos casos detectados, há que as aplicar, seja a quem for… A todos? Parece que não, o último exemplo descarado é mediático e vem de cima… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensou então o Primeiro-Ministro que bastaria um simples pedido de desculpas via comunicação social, com o habitual desdém pela polémica gerada (como se fossem meros boatos de imprensa cor de rosa), para ficar tudo em “águas de bacalhau”… Pergunto eu: então e o pagamento da multa? Não é um cidadão como os outros? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Imaginem se a partir de agora todos os que infringissem a lei, por exemplo de trânsito, também pensassem que bastaria chamar o jornal da terra para pedir desculpas e dizer que não voltam a fazê-lo (que vão deixar de conduzir ou de fumar…)!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Primeiro-Ministro poderia ter assumido o erro, pago a multa e dado o exemplo para todos os portugueses (só lucraria com isso em todos os aspectos, pois inclusivamente a sua imagem de arrogância seria atenuada e a sua demonstração de humildade iria faze-lo subir nas sondagens com eleições à porta…). Mas não resistiu… Simplesmente a sua arrogância foi mais forte e ele próprio bem mais fraco, no que respeita a manter a “sua” elevação…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam o artigo que saiu no Diário de Notícias sobre este facto: &lt;a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=975555"&gt;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=975555&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação VocacionalLeia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-7369610376713635783?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/7369610376713635783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=7369610376713635783&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7369610376713635783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7369610376713635783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/07/multa-e-o-exemplo.html' title='A MULTA E O EXEMPLO'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6868108139244784099</id><published>2008-06-20T14:06:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T14:08:27.704-07:00</updated><title type='text'>O DESAFIO DO DIA-A-DIA: IDEIAS E INOVAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que o conceito de inovação parece estar na moda no nosso país, (ou pelo menos apela-se para que esteja) revela-se pertinente pensar um pouco sobre os possíveis obstáculos para atitude de inovar no dia-a-dia, na tal perspectiva de melhoria contínua. Afinal o que faz parar as nossas ideias? O que nos puxa para trás? O que faz com que um projecto inovador não vá para a frente? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que esclarecer um ponto: qualquer pessoa pode inovar! Não há aqui limites de idade (auto) impostos ou habilitações mínimas necessárias. Em muitos aspectos quem tem mais experiência, tem até mais capacidade de inovação! A experiência que se traduz em conhecimento acumulado é preponderante para se saber como inovar pelo caminho menos complicado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se não podermos ou quisermos usar uma tal capacidade ela de pouco nos serve… Há que a aplicar mesmo. Não o fazer é transformar essa experiência em frustração para si e pode até criar muros de amargura que impedem a inovação levada a cabo por outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, não basta ter uma ideia. Para inovar é preciso ter esperança sustentada de que a ideia terá boas probabilidades de ser compreendida, pelo menos, e possivelmente aceite. E aqui entram precisamente os decisores: a gestão de topo e intermédia. Muitas vezes, a recusa em analisar propostas, por parte dos decisores, ou o adiar de decisões durante meses ou anos, devido a grupos de pressão contrários, são factores que estimulam a resignação desiludida, que se revela “entre-dentes” em maus ambientes de trabalho e em maus resultados nas organizações. Este” dominó” pode levar ao fim ou, pelo menos, ao não desenvolvimento de organizações inteiras (coisa que não agrada a ninguém, especialmente gestão de topo e intermédia). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A recusa de análise de uma ideia, por parte de um líder, ou o seu permanente adiamento surge, muitas vezes, na forma de suposta ponderação (como se quem inovasse não pudesse também ser ponderado). Ora, sejamos francos, o que se passa é que nalguns casos a decisão de “deixar cair” já há muito está tomada e não se quer assumir “cara-a-cara” ou publicamente. Noutros casos, os decisores não estão dentro do assunto e não o querem admitir, julgando que isso seria revelar fraqueza ou ignorância. Nada mais errado… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tal suposta ponderação, capa utilizada por gestores (que de líderes pouco têm), constitui-se, na verdade, como simples resistência consciente ou inconsciente à mudança. Nesta linha, as influências dos gestores, que adoptam este tipo de atitudes, são transmitidas de uma forma supostamente “rigorosa”, ponderada e sábia, baseada num estatuto que se solidificou ao longo dos anos nos corredores do “diz que disse” e não no diálogo franco, como defende um dos maiores líderes de sucesso no mundo das organizações, o norte-americano Jack Welch no seu livro “Vencer”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestas condições, a competência fria do parecer sobrepõe-se à competência real do ser e isto, no contexto das organizações, abre espaço à tomada de decisões com base em critérios irrealistas, injustos e pouco claros que, caso após caso, podem criar “efeitos bola de neve” que comportam custos elevadíssimos! É que, neste campo, um caso nunca é apenas um caso: é um critério assumido, um precedente… Para não abrir “caixas de Pandora”, a receita para um bom líder é só uma: ter visão global, de longo prazo e corajosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através da postura austera e imagem “profissional” (que não resulta em efectivo bom desempenho, sublinhe-se), os gestores ou simples trabalhadores, que optam pelos métodos mais redutores, infelizmente, ganham, não raras vezes, pontos em relação a todos os potenciais inovadores (de qualquer idade sublinhe-se) que têm, de facto, ideias, opiniões próprias e construtivas que passam a ser ridicularizados e apontados como meros entusiastas, precipitados e mesmo ingénuos!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que aqui esclarecer uma coisa: admitir, sem complexos, que não se entende uma ideia ou um assunto e procurar ouvir de um subordinado ou colega uma explicação sobre a matéria é um grande passo para uma tomada de decisão respeitada e de qualidade, mesmo que a resposta final até seja não! Desta forma se transmitem até valores e bons exemplos que depois descem na hierarquia, tais como a humildade e a lógica de que o “saber não ocupa lugar”. Estas características estão presentes nos bons líderes, produzindo grandes resultados no dia-a-dia de inovação e reforçando a sua própria liderança carismática na visão dos seus colaboradores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo: a verdadeira ponderação e experiência adquirida deverá servir para ajudar, limar, contribuir e não somente para reprimir, abafar, destruir... É certo que há boas e más ideias, mas há também decisões bem ou mal fundamentadas e são necessários factos, não apenas receios, dados sem contextualização global ou suposições. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6868108139244784099?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6868108139244784099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6868108139244784099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6868108139244784099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6868108139244784099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/06/o-desafio-do-dia-dia-ideias-e-inovao.html' title='O DESAFIO DO DIA-A-DIA: IDEIAS E INOVAÇÃO'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1957117446113559707</id><published>2008-04-29T04:08:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T03:45:09.434-07:00</updated><title type='text'>E QUANDO, NO TRABALHO, ALGUÉM ERRA?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando erramos, todos nos sentimos um pouco como Joseph K., personagem criado por Franz Kafka para o seu livro “O Processo”. O desconforto instala-se, a nossa auto-estima é espremida, assaltam-nos culpas, olhamos para o lado rezando para que talvez não se note, desesperamos pelos dias mais calmos e invejamos quem parece ter sempre tudo sob controlo… E assim nos surgem as duas dúvidas: agora o que é que eu faço e quem me pode ajudar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há receitas, embora haja princípios, que dependem dos valores de cada um, que solidificam personalidades e caracterizam normalmente os trabalhadores com mais sucesso. Vamos a propostas… Por mais humilhante e/ou injusto que, por vezes, possa parecer, é preferível assumir o erro, com humildade e sem complexos, nem dramas. Depois procurar sozinho e com um grupo (uma coisa nunca exclui a outra) as causas para, de seguida, elaborar um plano para que não se voltem a repetir os mesmos erros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto é importante que se esclareça para que não se construam obsessões ou medos para o futuro: inevitavelmente vão aparecer outros erros, é humano e ainda bem que assim é. Concluindo com sublinhado: assumir com humildade e procurar resolução para evitar que se repita (uma coisa sem a outra provoca mais tarde ou mais cedo incoerências e “telhados de vidro”).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderão dizer-me que se trata de uma abordagem demasiado simplista e mesmo ingénua… Pois, é certo que se pode aprender muito com um erro, inclusivamente aprender a esconder os erros! É verdade… Porém, ao faze-lo acabamos por tornar mais provável que, no futuro, cometamos mais erros ainda, especialmente os mesmos, e, mais tarde ou mais cedo, alguém vai reparar no nosso disfarce…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos num grupo de trabalho, a exigência e apoio andam de mãos dadas, para o bem e para o mal. Ora, a “digestão” dos erros dos seus elementos são momentos que um líder pode (deve) aproveitar para tirar uma radiografia à coesão da sua rapaziada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num grupo em que existe desconfiança, busca e acusação gratuita dos erros alheios, ou seja dos restantes colegas, saltam à vista, desta forma, conflitos futuros, que se murmuravam “baixinho”. Nestes ambientes de “caça às bruxas”, conceitos como objectivos partilhados tornam-se artificiais, restritos ao que está no papel, enfim, uma farsa. Paradoxalmente ou não, pode revelar-se como solução de médio/longo prazo para esta “epidemia” que pode afectar qualquer equipa… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao curto prazo, sabe-se que é, muitas vezes, nos momentos de assumir erros que se constroem coesões de grupo, cumplicidades, legitimam lideranças francas e verdadeiras. Por vezes, é preciso aproveitar um “abanão” forte para que problemas escondidos possam ser assumidos “olhos nos olhos” e se possam tomar decisões corajosas, de forma consensual e responsabilizadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando se lidera um grupo e alguém erra, há que ver o que falhou e não quem falhou, pois quem falhou sabe e isso basta-lhe. Não é preciso que lhe atirem isso constantemente “à cara”, de forma destrutiva. Os ácidos “apontar de dedo” apenas constroem ressentimentos, planos de vingança e promessas de retribuição dos “elogios” aos “juízes”… Até porque, inevitavelmente, toda a gente algum dia, nalguma hora, em qualquer tarefa irá acabar por errar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um erro bem apoiado construtivamente pelo grupo, com vista à sua prevenção futura, sem “apontar de dedos”, nem o denegrir do trabalho ou profissionalismo do visado, vale concerteza mais do que mil elogios!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É muito importante também que não se faça um drama de toda a situação e que as coisas, dentro do possível, se resolvam dentro do grupo de trabalho. Não é por acaso que no mundo do desporto se diz que tudo o que se passa no balneário, fica no balneário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1957117446113559707?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1957117446113559707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1957117446113559707&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1957117446113559707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1957117446113559707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/04/e-quando-no-trabalho-algum-erra.html' title='E QUANDO, NO TRABALHO, ALGUÉM ERRA?'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6515329295696830061</id><published>2008-02-21T16:13:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T16:14:30.275-08:00</updated><title type='text'>DECIDIR SOBRE A GENTE COM A GENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos tempos que correm, em que se desespera por migalhas milagrosas, que nos guiem pelos escuros caminhos da saída labiríntica da crise económica e social, a antiga palavra invenção, bem castiça e portuguesa, ganha uma ponta de pompa sofisticada e iluminada, que constitui um novo conceito definitivamente na moda: a inovação nas organizações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É altura de mudanças, toda a gente o sente. Porém, pergunta-se: de que modo, por que vias, com que procedimentos, com que tipo de pessoas e com que cultura? Pelo menos um resultado imediato é facilmente percepcionado: há mais reflexões, mais questões, mais vontade de contribuir e de fazer algo para melhorar a “nossa” vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais gente usa e ouve as palavras e ideias com “garra”, independentemente do contexto da nossa sociedade ou das regras de imposição que se queiram “decidir à partida”, tentando abafar uma qualquer discussão por se “catalogar” as pessoas como demasiado ignorantes ou ingénuas para terem uma palavra útil a dizer… Sem dúvida, algo vai mudar, espera-se que mude (para) bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas graves privações que a população portuguesa tem (e terá ainda?) que passar, vale a pena, por momentos, desfrutar desta energia mobilizadora que constitui a vontade fazer alguma coisa para “dar a volta a isto”. Pois esta é a atitude-chave que faz render o diálogo, que o torna sério e levado a sério. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As pessoas dão mais genuinamente de si e param para pensar (sem perder tempo) e põem mãos à obra em equipa (pois dão-se conta nestes momentos que sozinhos não vão lá). As reuniões passam, nestes breves momentos quase épicos, a ser guiadas pela utopia construtiva da procura da melhoria sustentada do bem-estar comum. Na minha opinião, é precisamente este “toque” que determina se uma decisão irá ter, no futuro, bons ou maus resultados, em termos de envolvimento social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São fases em que todos os elementos de uma sociedade ou organização pensam a sua realidade, voltam a questionar-se abertamente e com isso fazem o mais difícil: geram decisões estruturais de forma participada. Decidir sobre a gente com a gente. Depois disto todos estamos no mesmo “barco”, para aguentar quando as coisas correm bem e quando correm mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando os dirigentes da nossa sociedade e das nossas organizações públicas e privadas tiverem visão e souberem ouvir esta corrente, verão que o seu trabalho será facilitado… Já se continuarem a julgar que apenas eles são capazes de pensar… Os resultados e os factos da nossa História falam por si. Não se pode inovar no século XXI com métodos de gestão do século XIX… Mas a julgar pelos “humildes” ordenados, indemnizações, ajudas de custos e pensões de muitos dos administradores das “nossas” empresas públicas e privadas, devemos ter uma super-gestão!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6515329295696830061?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6515329295696830061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6515329295696830061&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6515329295696830061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6515329295696830061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2008/02/decidir-sobre-gente-com-gente.html' title='DECIDIR SOBRE A GENTE COM A GENTE'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8902427061021371214</id><published>2007-12-01T11:40:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T11:42:00.541-08:00</updated><title type='text'>O QUE SE FAZ AGORA NÃO SE FARÁ DEPOIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como me disse um amigo recentemente o que se faz agora não se fará depois e, dadas as actuais contingências sócias, económicas e laborais portuguesas, parece ter chegado o momento de aproveitar uma oportunidade: das organizações portuguesas (públicas e privadas) darem o “salto” na sua cultura organizacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deverão abandonar-se os antigos métodos do “patrão” único sabedor passando para uma nova fase de partilha de responsabilidades, objectivos e resultados. Espera-se que se abra espaço para que a abordagem de ideias, de onde quer que estas venham, independentemente da sua formação, hierarquia ou popularidade, e não apenas de supostos “iluminados de fato e gravata” que exploram mão de obra barata, impondo competentes silêncios como modus operandi da suposta seriedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, todo o povo sabe que várias cabeças pensam mais do que uma. Mas há que ir mais além… Ora, mesmo respeitando as componentes técnicas de cada um, urge, hoje em dia, promover, sem demagogias ou defesa de lobbies, a abertura da inovação de qualquer lado para qualquer lado. Isto é, por mais que um mecânico conheça a sua realidade é possível que uma boa inovação e ajuda ao seu trabalho possa surgir de um colega sapateiro ou de outra profissão, de um cliente antigo ou até de um recente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há mal nenhum em inspirar a forma de inovar no nosso trabalho na forma de trabalhar de colegas de outras funções mesmo que nada similares. Será caso para dizer que várias cabeças pensam mais do que uma e quanto mais diferentes foram essas cabeças melhor. Enfim, a tal transversalidade de saberes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez não seja por acaso que a metáfora que se utiliza, hoje em dia, no mundo da gestão de recursos humanos nas organizações, não seja já a da visão da ermpresa-orquestra conduzida por um maestro e com secções instrumentos bem definidas e ultra-respeitadoras das suas pautas, como parecia fazer sentido há uns anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A visão mais recente apresenta-nos a metáfora dos grupos de improvisação de jazz, cujo líder dá liberdade aos seus músicos para improvisarem, entrarem em sintonia com os seus colegas, sentindo, nos temas musicas que tocam, os “momentos certos” para solarem. Enfim, para inovarem em conjunto a partir dos pedaços de inovação espontâneos de cada um!....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8902427061021371214?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8902427061021371214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8902427061021371214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8902427061021371214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8902427061021371214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/12/o-que-se-faz-agora-no-se-far-depois.html' title='O QUE SE FAZ AGORA NÃO SE FARÁ DEPOIS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6265545875693909267</id><published>2007-11-10T07:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T07:19:30.147-08:00</updated><title type='text'>PLANETA VERDE VERSUS PLANETA VERDE ACINZENTADO:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos poderão dizer que se está a exagerar ou meramente a especular quando se aponta um futuro global catastrófico. Devido às gritantes desigualdades económicas e sociais, bem como ao “barril de pólvora” ecológico (cujas mudanças este ano se começaram a fazer sentir aos olhos de toda a gente), tanto no nosso país como no mundo em geral algo parece estar a acontecer.... Quanto a reacções: uns ficam surpreendidos, outros cepticamente comprometidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Arrisco até a dizer que entre alguns destes últimos estarão, porventura, os mesmos (uma pequena elite) que atacavam, desde há muitas décadas, a protecção do Ambiente em nome do progresso (houve até quem exigisse a extinção deste ministério). Estes agora trazem a bandeira verde, apenas porque a cor está na moda (quem não quer ser o Al Gore português?) e com isso poderão garantir mais uns votos ou favores a empresas “amigas” do ambiente dos seus bolsos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É triste, mas parece que, no fundo, só quando estes mesmos dirigirem os negócios dos produtos ou energias eco-sustentáveis é que provavelmente se abandonará a exploração do petróleo, pois a amizade com o verde, para os mesmos, só vem quando se traz outro amigo também: o lucro e lucro é poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se é nossa “sina” da suposta livre concorrência (dado os cidadãos não conseguirem mobilizar-se e exigir) que sejam os mesmos a lucrar, pelo menos que estes lucrem com produtos ou energias que não levem à exploração de mão-de-obra barata (porventura a maior batalha perdida a nível mundial) e, acima de tudo, que não danifiquem o planeta (embora alguns produtos ou energias, supostamente verdes por não poluírem, tenham lados negros, como por exemplo a ultra-exploração dos solos, esgotamento do sais minerais, destruição de ecossistemas, clima, etc). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas será esta guerra possível de vencer?... Talvez não, quando temos no papel de árbitro, não movimentos de cidadãos ou organizações internacionais de protecção ambiental, mas sim organismos como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial ou o G-7 a ditar as regras para os mesmos amigos… Acresce-se que acaba por nos causar justificada angústia sabermos que foram precisamente estes mesmos os responsáveis pela possível morte lenta que terá a nossa casa: o Planeta Terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, enche-nos de esperança verificar que os cidadãos em geral estão a ganhar uma cada vez mais uma forte consciência ecológica, que se bem dirigida poderá (ou poderia) levar a uma poupança monetária nos bolsos dos consumidores, numa lógica de que o produtor ou energia verde é melhor (para o ambiente), mas também mais barata (para o consumidor). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este caminho é possível, mas exige uma mobilização e exigência aos cidadãos de outro nível, que não só o da separação do lixo (em que os portugueses se estão a tornar um exemplo a elogiar), nem o da observação e preferência pelos rótulos verdes num qualquer supermercado quando se anda às comprar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É preciso mais e melhor em termos globais, porque só assim conseguimos arrumar a nossa casa Planeta Terra (não podemos limpar apenas a sala ou um quarto…). E para isso há que chegar a quem pode influenciar a nível nacional e internacional: precisamente os mesmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6265545875693909267?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6265545875693909267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6265545875693909267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6265545875693909267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6265545875693909267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/11/planeta-verde-versus-planeta-verde.html' title='PLANETA VERDE VERSUS PLANETA VERDE ACINZENTADO:'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-893477283810879790</id><published>2007-10-07T11:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-07T11:54:07.987-07:00</updated><title type='text'>DESEQUILÍBRIOS ECONÓMICOS E CULTURAIS: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria partilhar convosco uma análise referente a um país que conheci um pouco: o Brasil. Neste país-continente, genericamente falando, cerca de 20% da população é rica e 80% pobre. Poderíamos, nesta conjuntura, pensar que, no interesse das suas empresas privadas, os preços seriam equilibrados, de modo a possibilitar que o maior número possível de pessoas pudesse aceder aos seus produtos ou serviços: mais clientes, talvez mais lucros… Nesta lógica, as empresas teriam de lutar entre si para oferecer os melhores preços (baixos), levando à letra o conceito de concorrência no mercado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém isto não acontece. Porquê? Bem, parece que ter muitos clientes requer ter mais recursos e, consequentemente, mais despesas. Surpreendentemente ou não, as grandes empresas instaladas no Brasil preferem colocar preços altos apenas acessíveis aos 20% ricos! As empresas perceberam que têm mais lucros se tiverem menos clientes, desde que estes sejam ricos (e daí os preços altos), em detrimento da opção por muitos clientes, mas pobres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este fenómeno também só é possível com a permissão de monopólios, concentração de poderes e acordos de lucros base entre grandes empresas (decididos nos bastidores da corrupção) que constituem uma palavra proibida no capitalismo teórico: cartel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma conclusão que se pode retirar é que na lei (da selva) do mercado (seja este regional, nacional ou global) chega-se sempre ao ponto em que deixa de haver concorrência e acaba por compensar ter poucos clientes (desde que ricos) mesmo que o resto da população não possa pagar esses serviços. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A isto chama-se ditadura de mercado. Ora, enquanto esta se reportar apenas a produtos ou serviços de utilidade relativa (como telemóveis, leitores de DVD, artigos de decoração ou outros utensílios) menos mal…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, quando este fenómeno afecta, de forma grave e potencialmente irreversível, sectores vitais para a sobrevivência humana como Educação, Saúde, Electricidade, Água, Cultura, Apoio Social, etc… É que depois para voltar atrás é preciso contrariar leis, lutar nos eternos tribunais, mobilizar e esclarecer a opinião pública, não bastando já as manifestações de rua…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, com as devidas distâncias (embora cada vez mais curtas), parece que estamos, já no nosso cantinho lusitano, infelizmente, a caminhar nesse sentido. Torna-se até possível prever, neste ponto, duas futuras consequências para o nosso país: aumento de emigração (que, comparativamente com a que ocorreu há umas décadas atrás, será altamente qualificada) e aumento do revolta social, insegurança e criminalidade (resultantes da mistura de ingredientes explosivos tais como: falta de princípios éticos e de justiça, vindos de cima, e luta pela sobrevivência). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, uma bomba relógio, que não é só nacional, tem uma abrangência global (veja-se as semelhanças de causa-efeito entre os motins ocorridos em França, o dia-a-dia dos gangs nos Estados Unidos ou a actual guerra civil no Iraque). É, no entanto, para nós um futuro cada vez menos distante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas por que poderá tudo isto suceder? Resposta complicada, mas podemos apontar algumas causas óbvias: os desequilíbrios escandalosos na distribuição de riqueza económica e os “muros” dos preconceitos inter-culturais criados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o que fazer? No que diz respeito ao factor económico um trabalho enorme e corajoso está por realizar (será mesmo possível com os actuais líderes internacionais?). Quanto à segunda causa as coisas podem ser, em certas condições, surpreendentemente mais simples, embora também muito exigentes, sobretudo na abertura mental. E neste ponto será mais cego o que não vê ou o que não quer ver? Talvez o que não quer ver, porque não lhe interessa ver…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma aparente dificuldade, mas que poucos vêm como oportunidade, consiste no aproveitamento das, actualmente, inevitáveis vagas de e/imigração. Aqui poderá apostar-se na integração e compreensão cultural mútua através da troca de conhecimentos, tradições e valores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejamos claros, não cabe aos países que acolhem apenas dar trabalho, nem a quem chega a esses países somente procurar trabalho. É fundamental e não acessório que haja mais do que isso! Passando da teoria à prática local, verificamos que na Região Centro, com Cantanhede incluída, há já bons exemplos de avanços inovadores e corajosos nestas áreas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-893477283810879790?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/893477283810879790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=893477283810879790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/893477283810879790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/893477283810879790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/10/desequilbrios-econmicos-e-culturais.html' title='DESEQUILÍBRIOS ECONÓMICOS E CULTURAIS: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8133476952427787845</id><published>2007-09-16T14:25:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:27:41.597-07:00</updated><title type='text'>CIDADANIA VERSUS DEMAGOGIA: A HISTÓRIA DOS MESMOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos poderão dizer que se está a exagerar ou meramente a especular quando se aponta um futuro social catastrófico. Devido às gritantes desigualdades económicas e sociais, bem como ao “barril de pólvora” ecológico (cujas mudanças este ano se começaram a fazer sentir aos olhos de toda a gente), tanto no nosso país como no mundo em geral algo parece estar a acontecer.... Quanto a reacções: uns ficam surpreendidos, outros cepticamente comprometidos. Arrisco até a dizer que entre alguns destes últimos estarão, porventura, uma pequena elite: os mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que segregam, para um canto clandestino do nosso país, imigrantes que apenas parecem interessar pelos seus baixos ou inexistentes salários (esquecendo a sua cultura, família e novas gerações) e agora se revoltam indignados e “surpreendidos” com a criminalidade e falta de formação desta “gente”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que apregoam a inovação e empreendorismo para as nossas empresas e depois que sussurram com orgulho, “lá fora”, a atractividade portuguesa pela sua mão-de-obra barata para as empresas estrangeiras (especialmente pertinente em visitas a países que dão “lições” nesta matéria como a China). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que enaltecem as graciosidade e transparência do capitalismo concorrencial e depois tentam impor o projecto de localização do novo aeroporto na Ota como única solução possível (por várias razões que apenas poderemos imaginar…), embora seja a via mais cara (ainda sem contar com as derrapagens), mais rapidamente obsoleta (não suportará o aumento de tráfego durante mais de treze anos) e, em termos de funcionamento operacional diário, a mais complicada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que elegeram como símbolos do despesismo todos os serviços e quase todos os funcionários públicos, cito quase pelo facto de se deixar de fora administradores e afins que continuam tranquilamente a auferir salários, comissões, isenções chorudas e futuras reformas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que juraram mudar as regras relativas a carreiras e aposentação apenas para os novos funcionários públicos e acabaram meses depois por dar o dito por não dito e mudá-las para todos. Ou os mesmos que vêm a terreiro defender e promover os valores da família e, de seguida, sorrateiramente reduzem para metade os apoios após os nascimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que declaravam que todos tinham que contribuir a nível fiscal e depois fecham os olhos a contribuições gigantescas em falta relativas a grandes bancos, seguradoras, construtoras, lucros bolsistas, fortunas milionárias, entre outros, de forma mais ou menos legal, com pressão (ou será mesmo autorização?) de lobbies à mistura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos que destroem o serviço nacional de saúde como direito, em nome da procura do aumento da qualidade de serviço para os utentes (“esquecendo” que não se pode melhorar aquilo que se fecha), abrindo espaço para esta qualidade apenas disponível no privado, cada vez mais somente para alguns: provavelmente entre estes estarão precisamente esses mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos sejam estes de esquerda, direita ou centro, dado que os interesses apenas têm uma cor: a do dinheiro e do poder. Mas será inevitável? Talvez sim… Poderemos pensar que talvez seja inevitavelmente humano ceder aos interesses, mas logo nos lembramos que noutros países as coisas não se passam bem assim ou, pelo menos, não sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então poderemos pensar que talvez seja uma questão cultural, porém mesmo no nosso país há exemplos de cedência e também de resistência a pressões de lobbies., sendo nuns casos esporádicos, noutros constantes resultando de critérios coerentes assumidos. Mas mesmo estes que são assumidos e cumpridos não constituem garante de que se tomem decisões sempre desta forma… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez sejam demasiados dilemas ingénuos ou desconfiados e nos reste somente uma solução: estar permanentemente atentos, informados e esclarecidos para poder elogiar ou criticar decisões passadas, presentes e futuras, de forma autónoma, para ter a possibilidade de lutar, apoiar e fazer a diferença. Enfim, cidadania é o que se pede e com o que se pode contar contra a demagogia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8133476952427787845?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8133476952427787845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8133476952427787845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8133476952427787845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8133476952427787845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/09/cidadania-versus-demagogia-histria-dos.html' title='CIDADANIA VERSUS DEMAGOGIA: A HISTÓRIA DOS MESMOS'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1883088506475557997</id><published>2007-08-31T12:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T12:28:20.633-07:00</updated><title type='text'>Equívocos sobre Psicologia e Religiões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Psicologia é uma ciência humana relativamente recente. O seu “nascimento” científico data de 1879, quando o alemão Wundt criou, em Leipzig, o primeiro laboratório de Psicologia Experimental. Desde aí, até aos nossos dias, esta ciência desenvolveu-se, “amadureceu” em termos práticos com vários contributos e expandiu-se em várias áreas e correntes. O prestígio social da Psicologia cresceu imenso na últimas décadas, mas, como “não há bela sem senão”, surgiram também algumas ideias (in)fundadas que se foram enraizando no senso comum...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, existe um preconceito que se tem vindo a generalizar socialmente: o de que um psicólogo tem forçosamente de apelar à calma e compreender (ou concordar) sempre com tudo o que um cliente diz. Grande equívoco este! Acontece sim que, muitas vezes, até a postura do psicólogo é (com estudos científicos a suportá-lo) desafiante! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto interessante tem a ver com o mito de que o psicólogo está sempre a interpretar tudo! Uma boa resposta a esta “teoria da conspiração” pode surgir apenas com uma questão, citando um exemplo de outro profissional: conhecem algum contabilista que em todos os minutos e segundos do dia e da noite apenas faça contas?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adoptando outro ângulo de análise, podemos ver que, actualmente, há quem erradamente coloque a psicologia no mesmo patamar de doutrinas religiosas de abordagem da vida. Quem o pensa e/ou diz não tem em conta que, apesar de algumas ramificações comuns, um psicólogo nunca será um sacerdote “sofisticado”, nem nas suas teorias, nem, definitivamente, nas suas práticas. São papéis bem distintos, nalgumas matérias até, sob um certo ponto de vista, complementares, mas certamente que não em todas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desviando um pouco o foco de reflexão, damo-nos conta que também as diversas religiões sofrem uma onda de equívocos e (des)informação. Julgo ser rigoroso afirmar que, hoje em dia, uma grande fatia da opinião pública sente uma certa desilusão, descrença ou mesmo algum receio para com as diversas religiões. A este facto não é certamente alheio o surgimento e divulgação, pela comunicação social, de fenómenos extremistas (muitas vezes apenas com motivações económicas ou políticas...) que acabam por inspirar nas pessoas o medo de comprometimento com opções erradas e as religiões passam frequentemente por precipitadas avaliações de “8 ou 80”! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que reconhecer, no entanto, um facto que urge discutir numa auto-análise a realizar pelas várias religiões: a escassez de bons intérpretes (embora estejam a aumentar) que consigam fazer a ponte entre as doutrinas escritas e os exemplos práticos, respostas a problemas e desafios do dia-a-dia  actual. E neste ponto específico da facilidade de comunicação, julgo que algumas “seitas” (onde o conceito de ética é muitas vezes “atropelado” pelo dinheiro fácil...) têm vindo a ganhar espaço...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, ao contrário do que muitos, com ares de modernidade, facilmente dirão, as várias doutrinas religiosas não me parecem desactualizadas. São na sua globalidade ensinamentos muito válidos, ricos e interessantes. No entanto, é necessário explicar bem os seus conceitos com aplicações, reais, concretas e responsáveis no dia-a-dia na relação connosco e com os outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A moral dogmática ou a apresentação do sobrenatural como argumento da razão ou, melhor, da “obrigação” (pelo receio da punição) facilmente leva a atitudes artificiais, ansiedades sem razão aparente e aplicações erradas, que provocam desigualdades com consequências para os mais fracos (precisamente quem se quer proteger).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há razões para optimismo, pois existem, nas várias religiões, cada vez mais, bons intérpretes que conseguem demonstrar que os ensinamentos não são estáticos, são sempre relativos e passíveis de contextualização. Uma conversa é sempre melhor que um juízo. E é exactamente esta abordagem que faz a diferença na vida das pessoas!  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1883088506475557997?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1883088506475557997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1883088506475557997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1883088506475557997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1883088506475557997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/08/equvocos-sobre-psicologia-e-religies.html' title='Equívocos sobre Psicologia e Religiões'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5520037969651441824</id><published>2007-07-19T15:26:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T15:28:43.624-07:00</updated><title type='text'>Inovação: não começar a casa pelo telhado, nem copiar a casa do vizinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que o conceito de inovação parece estar na moda no nosso país, (ou pelo menos apela-se para que esteja) revela-se pertinente pensar um pouco sobre como “nasce” a atitude de inovar. Há quem considere que inovar, no sentido de arriscar, inventar ou criar seja uma característica inata, que a “mãe natureza” a uns dá e a outros não, por mais que a procurem. Outros, porém, defendem que esta característica geral se pode aprender, cultivar, reforçar e aqui se aponta a educação e cultura, na sua abrangência, como ponto essencial para enraizar a estratégia de que o risco da inovação compensa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que países como Noruega, Suécia, Finlândia ou Dinamarca têm, nos últimos anos, desenvolvido as melhores ideias em termos de mercado. Vejamos as suas abordagens e práticas concretas ao nível da educação e cultura, que não são vistas como despesas (tão fáceis de cortar num orçamento de Estado de “vistas curtas”), mas sim como investimentos que têm, de facto, retorno para a sociedade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com um leve tom de profecia, bastar estarmos atentos às ideias que irão surgir nas empresas dos países de leste europeu nos próximos anos e o salto de desenvolvimento que terão... Nestes casos, uma Educação forte (gratuita, pública, com qualidade e igualdade de oportunidades) traz uma Inovação forte (com aplicações quer no público, quer no privado), não começando a casa pelo telhado…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, parece haver uma maior probabilidade de “criarmos” pessoas inovadoras, porém existirão sempre umas pessoas mais inovadoras do que outras e os portugueses até têm alguns bons exemplos de inventores! Infelizmente, na sua maioria, os nossos inovadores são desvalorizados ou ridicularizados, sendo que este sim parece ser o nosso fado ao longo dos tempos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejamos francos, na sociedade portuguesa do passado e ainda presente, tão bem descrita por Eça de Queiroz, muito mais facilmente é implementada uma ideia copiada do estrangeiro do que uma ideia germinada pela “prata da casa”!... Os nossos anos de atraso devem-se exactamente a isto: estamos à espera das ideias vindas de fora, quando até já as tivemos cá dentro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desafio dos nossos dias é precisamente esse: a busca de ideias! Quanto mais espaço dermos para essa busca, maior será a nossa vantagem competitiva, a qualidade dos nossos serviços, a recuperação da nossa economia e da auto-estima nacional. Só assim poderemos estar um passo à frente na inovação do dia-a-dia e, consequentemente, no mercado global, pois a inovação não se pode aplicar apenas às grandes empresas, também as pequenas e médias, quer públicas, quer privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5520037969651441824?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5520037969651441824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5520037969651441824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5520037969651441824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5520037969651441824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/07/inovao-no-comear-casa-pelo-telhado-nem.html' title='Inovação: não começar a casa pelo telhado, nem copiar a casa do vizinho'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5784735032303375658</id><published>2007-07-07T04:51:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T04:55:42.705-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O NEGÓCIO DAS URGÊNCIAS (PRIVADAS)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão do encerramento de diversos serviços de urgências em Portugal, supostamente devido ao número insuficiente de utilizadores nalguns pontos, continua na ordem do dia. A argumentação usada tem tanto de incrível como de teimosa, dado ter sido repetidamente utilizada pelo ministro da Saúde até se tornar banal e aceite como natural, óbvia e mesmo necessária pela maioria da população. Passando, na opinião pública, a discutir-se não este argumento sem lógica alguma, mas sim meramente quem é que vai fechar e quem é que se safa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma armadilha demagógica cozinhada na frieza das estatísticas que com jeito provam o que se quiser. Como é possível metermos no mesmo saco um utente de uma urgência (esporádico) e um cliente assíduo de um centro comercial? Ir ao centro comercial às compras pode ser um hábito regular Já ir às urgências é uma necessidade, uma excepção nos hábitos regulares das pessoas. Importa, sem dúvida, se a urgência está a 20 km ou a 50 km; se a urgência está aberta 5, 12 ou 24 horas por dia; se tem técnicos que possam prestar os primeiros cuidados, de forma a, pelo menos, estabilizar uma situação de saúde!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que há pessoas que podem ir às urgências por motivos que não o justifiquem, mas, por essas excepções, pagaram todos os outros? Acrescentemos que, se a questão for apenas esta, há que apostar na informação, prevenção e sensibilização para estas situações (que não têm contado com os apoios suficientes, sobrevivendo apenas da boa consciência dos técnicos envolvidos). De forma a que, paradoxalmente ou não, haja menos situações nas urgências, mas que estas não deixem de lá estar, porque, mais dia menos dia ou mais noite menos noite, alguém vai precisar de lá ir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Importa também, sem dúvida, se o apoio é gratuito ou se vamos pagar 5, 15 ou 50 euros! Parece que, contrariando a Constituição Portuguesa, que nos diz que o direito à saúde deve ser tendencialmente gratuito, as taxas moderadoras e outras criações económicas estão na forja para o serviço nacional de saúde. Se este cenário já é mau, outro pior se avizinha: para substituir as urgências públicas que se fecharem por suposta falta de utentes, surgirão urgências privadas, com os custos certamente no “menu”… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com este precedente encara-se o custo de um apoio de urgência na área da saúde com o mesmo “olho para o negócio” que o custo de um produto do centro comercial: que poderá subir ou baixar ao sabor do mercado e da (não) concorrência. Sejamos pragmáticos, relativamente aos custos da saúde, no privado a constituição transforma-se apenas em “caixa registadora” e deixa de haver discussão sobre taxas moderadoras, porque quem pode paga, quem não pode…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A luta pela melhoria das urgências e dos seus serviços deveria ser o foco da discussão e não a sua manutenção, mas o “carimbo” da crise serve para cortar em tudo, excepto para buscar os rendimentos fiscais que resolveriam de forma massiva a situação no Estado... É claro que há problemas, acima de tudo, de má gestão, pois é sabido que há serviços que funcionam mal e que gerem mal os recursos disponíveis. Mas a solução é acabar com os serviços ou procurar melhorá-los? Afinal de contas, pretende-se julgar somente ou ajudar a evoluir? Se a intenção é apenas a primeira, a quem interessam os veredictos desse julgamento redutor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece cada vez mais claro que, actualmente, a política do Estado não é melhorar os serviços, é simplesmente denegrir a sua imagem (muitas vezes alimentando preconceitos sobre os serviços públicos que são generalizados sem factos) para cortar em recursos muitas vezes essenciais às populações. Depois coloca-se em causa a qualidade do serviço e apontar-se como solução mágica a sua transferência para o sector privado! Uma receita já conhecida…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devo referir que não vejo o privado como diabo, nem o publico como santo. Há obviamente pontos fortes, pontos fracos e potenciais sugestões de melhoria para todos os sectores. Julgo, porém, que existem áreas que deveriam ser o pilar seguro de uma sociedade como: Educação, Saúde, Luz, Água, Cultura, Apoio Social, entre outras que deverão estar sempre no domínio público. Outras áreas menos vitais poderão ficar para a concorrência (assegurando que esta acontece de facto, evitando os monopólios) dos privados. Assim, funcionam os países com maior qualidade de vida do mundo: Suécia, Noruega e a tão falada Finlândia!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:vascoespinhalotero@hotmail.com"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5784735032303375658?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5784735032303375658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5784735032303375658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5784735032303375658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5784735032303375658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/07/o-negcio-das-urgncias-privadas-questo.html' title=''/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4411740815513967722</id><published>2007-06-03T09:07:00.001-07:00</published><updated>2007-06-19T12:30:01.993-07:00</updated><title type='text'>Tipo Gil Vicente e tal...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há muito que um programa de televisão do principal canal público não causava tanto falatório. Não por motivos de pura polémica ou escândalo vazio e “comercialóide”, nem pelo sensacionalismo ou cultura do banal, mas sim simplesmente pelo seu rico e interessante conteúdo e forma: “Isto é uma espécie de magazine”! O novo programa dos “Gato Fedorento” é a mais recente prova de que é possível a máxima “faça você mesmo”. É que sabe mesmo bem observar como pequenos pormenores que já todos vimos, ouvimos ou sentimos, no dia-a-dia da nossa sociedade, são apresentados, de forma descontraída, em rábulas inteligentes, criadas com uma subtil “piscadela de olho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que os domingos à noite não eram tão ansiados (será que ninguém se lembra que o dia seguinte é segunda-feira de manhã?), existindo muitas vezes a expectativa sobre o que é que eles vão fazer desta vez. E a verdade é que este humor é mesmo “sério”! No sentido em que as caricaturas apresentadas retratam com precisão milimétrica estereótipos sociais, económicos, culturais e mesmo religiosos, numa análise nacional e também internacional. Tudo isto com um doce ingrediente de aula de cidadania actualizada e espírito crítico atento e, sobretudo, construtivo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes parece que podemos imaginar os próprios visados das divertidas críticas a rirem e a aplaudirem, sendo que alguns destinatários concerteza perceberão o “presente envenenado”, enquanto que outros julgarão que a “carapuça” servirá a alguém que não eles ou que foi apenas uma piada como outra qualquer... O estilo destes brilhantes rapazes, cada vez mais mordaz e certeiro, faz lembrar em conteúdo e, algumas vezes, também na forma, as obras de Gil Vicente e mesmo de Eça de Queiroz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu humor não agrada a todos, é certo. Entre os cépticos encontramos pessoas que preferem o estilo mais “terra a terra” de Fernando Mendes, Camilo de Oliveira, Marina Mota, entre outros representantes do humor da revista “à portuguesa“, carregada de tradição e carinho no nosso coração. No entanto, também este público começa a apreciar, por vezes, algumas “tiradas”, sendo que noutras ocasiões optam por abanar a cabeça em sinal de desaprovação moral (embora apreciem bastante os trocadilhos “marotos” do humor mais popular presente nos “Batanetes” ou “Malucos do Riso”). No fundo, esta caracterização poderia simbolizar o possível choque de valores entre gerações no nosso país, porém a coexistência dos diversos “humores” a que assistimos, hoje em dia, é prova dada de que este é um exemplo de integração democrática e tolerante, digno de ser mencionado como modelo a adaptar para outras áreas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova vaga humorística em Portugal não surge vinda do nada. Muito se deve à fase de reinvenção mediática do humor que nos foi trazida pela moda do “stand-up comedy”. Mesmo aqui se conseguem discernir diferenças entre o estilo de anedota de que é particular especialista Fernando Rocha e o estilo mais corrosivo, cínico e sedutor de Bruno Nogueira, Rui Unas, entre outros). Ora, numa altura de aparente decadência do “pai” do humor moderno português, Herman José, que à semelhança de Jô Soares, tem vindo ao longo da última década, a preferir o conforto dos sofás nos “talk-shows” do que a criatividade e agitação dos programas regulares de humor, o humor português trilha um caminho sorridente na companhia de novos valores, vindos de uma geração que cresceu a ver séries “Tal Canal”, “Duarte e Companhia”, “Herman Enciclopédia” e o não tão valorizado quanto merecia: “Contra-Informação”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço conquistado a pulso, com mérito, de projectos como “Portugalmente”, “Cabaret da Coxa” ou “Revolta dos Pasteis de Nata”, para além do já referido “Gato Fedorento”, provam que a inovação portuguesa não é brejeira, nem precisa de importar ao “kilo” séries estrangeiras de qualidade duvidosa (embora as séries de qualidade escolhidas “a dedo” sejam sempre bem-vindas). Sublinhe-se, para que equívocos não se gerem, que os “craques” desta área recusam a defesa “miserabilista” do seu trabalho, bem como a ideia do “orgulhosamente sós”, pelo contrário, assumem referências nacionais, que já abordei, mas também de outros projectos e personalidades internacionais. Há que reconhecer que ao nível dos centros de decisão desta área, neste caso os produtores do mercado televisivo, parece que se está finalmente a perder a vergonha de apostar nos jovens valores nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não fazer o mesmo com outras jovens ideias inovadoras em diversas áreas do nosso país? Diz que é uma espécie de desafio…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4411740815513967722?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4411740815513967722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4411740815513967722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4411740815513967722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4411740815513967722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/06/tipo-gil-vicente-e-tal.html' title='Tipo Gil Vicente e tal...'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-267239414498964105</id><published>2007-05-13T15:23:00.000-07:00</published><updated>2007-06-19T12:30:53.175-07:00</updated><title type='text'>Psicologia sempre existiu: nos provérbios que quisermos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os provérbios ou ditados populares sempre foram tidos como sinónimo de sabedoria, sendo muitas vezes utilizados para melhor explicar ou justificar a aplicação de uma ideia ou processo. Geralmente quem os utiliza lucra, pois todos lhe dão ouvidos e razão, como se quem os citasse estivesse a ler partes da Constituição! Porém, estas informais leis gerais tidas pela maioria de nós como universais, dependem, na verdade, muito do seu contexto e, acima de tudo, de cada cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, sucede que a moral presente nos provérbios e ditados populares é muito diferente de cultura para cultura, de sociedade para sociedade, mesmo de país para país, variando até ao longo do tempo e espaço da História! Basta comparar os ditados portugueses e espanhóis por exemplo. Por exemplo, os provérbios e ditados portugueses são, na sua globalidade, muito conformistas e resignados (“quem tudo quer, tudo perde”). Já os provérbios e ditados espanhóis são sempre empreendedores e orgulhosos (“mais vale ser a cauda do leão do que o nariz do rato”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto interessante diz respeito à tão famosa mitologia grega que, no fundo, não era mais do que um conjunto de lendas (histórias que se contavam sem garantia de veracidade dos factos) que criavam a moral do povo: as leis informais por que se deveria reger uma sociedade e a conduta dos seus elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucede que todo o anterior conjunto de dados e conselhos faz pensar numa determinada ciência... a Psicologia! Trata-se de uma ciência humana relativamente recente. O seu “nascimento” científico data de 1879, quando o alemão Wundt criou, em Leipzig, o primeiro laboratório de Psicologia Experimental. Desde aí, até aos nossos dias, esta ciência desenvolveu-se, “amadureceu” com vários contributos e expandiu-se em várias áreas e correntes. A Psicologia está presente, de forma cultural e contextualizada, na moral desde sempre.&lt;br /&gt;A base da Psicologia poderá ser encontrada nos provérbios e ditados populares, mas não ousemos duvidar da superior riqueza e abrangência destes. Provavelmente, somos obrigados a incluir no “pote” científico, para além da Psicologia, também a Antropologia e a Sociologia, pois há grandes diferenças de cultura para cultura, de sociedade para sociedade, mesmo de país para país, com variações ao longo do tempo e espaço da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, tudo poderá fazer parte de uma grande ciência que sempre existiu e apenas se passou a documentar e reproduzir, via ensino: o conhecimento acumulado, o senso comum, enfim, a experiência da(s) vida(s)! Outras expressões, palavras ou termos mais ou menos técnicos poderiam caracterizar estas “coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, segundo este ponto de vista, no que à Psicologia e à sua fatia de conhecimento diz respeito, poderíamos afirmar que esta, afinal, sempre existiu, apenas se racionalizou e modernizou, provavelmente, no último século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, dado que a moral (expressa nos provérbios e ditados populares) varia de cultura para cultura, ao basearmo-nos apenas nestes registos e tradições, teríamos meramente pequenas psicologias culturais, de diferentes nacionalidades espartilhadas e dispersas, provavelmente passando ao lado dos pontos transversais do Ser Humano... Enfim, a Psicologia não é só conhecimento de vida adquirido e acumulado também nos provérbios, ditados ou saberes populares: é também algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;br /&gt;Leia todos os artigos na Internet em: &lt;a href="http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/"&gt;http://www.dosonhoaoprojecto.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-267239414498964105?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/267239414498964105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=267239414498964105&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/267239414498964105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/267239414498964105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/05/psicologia-sempre-existiu-nos-provrbios.html' title='Psicologia sempre existiu: nos provérbios que quisermos'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-2947143421913977726</id><published>2007-01-02T07:51:00.002-08:00</published><updated>2007-01-02T07:52:44.736-08:00</updated><title type='text'>Mudar ou mudar "devagarinho"?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, ouvimos o nosso Ministro das Finanças afirmar, com confiança, acreditar que dentro de pouco tempo será concluída uma mudança cultural, já em evolução, no nosso país, no que diz respeito aos cumprimentos fiscais: o abandono do “chico espertismo” da fuga aos impostos para passar ao cumprimento geral da população com discriminação forte a quem não o faz!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com medidas cada vez mais rigorosas (talvez na opinião de alguns falte o levantamento do sigilo bancário), este facto poderá mesmo em breve ser uma realidade, sendo que actualmente já conseguimos ver que algo está mesmo a alterar-se neste ponto vital do desenvolvimento nacional e as pessoas começam a acreditar que é mesmo possível! Atenção que com isto não quero comentar a actuação do Governo, mas sim citar apenas este exemplo em particular!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, há bem pouco tempo atrás, este fabuloso exemplo seria tido como culturalmente impossível numa qualquer conversa de café. O que pensavam as pessoas na altura? Basicamente dividam-se em dois grupos. As mais resignadas diziam “neste país sempre foi assim, não dá para mudar”, confidenciando, com um sorriso nos lábios, que só se “abrissem a cabeça às pessoas”! Outras, supostamente pessoas mais interventivas, alegavam que as “mentalidades” tinham que mudar e que só se poderia fazer isso “devagarinho”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, se o primeiro conjunto de pessoas assumidamente nada fazia, o segundo conjunto confiava numa mudança gradual “milagrosa”, nada fazendo porém, esperando que viesse tudo do “céu aos trambolhões”! Ouviam-se risadas cúmplices e amargas de uns e viam-se olhares cabisbaixos e apreensivos de outros. Mas a conclusão nos dois grupos era a mesma: não é possível mudar, portanto, caso encerrado e tudo ficava na mesma!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, neste caso, por exemplo, as coisas estão mesmo a mudar, embora não devamos “por a carroça à frente dos bois”. Resumindo, esta era uma mudança consensualmente pedida, impossível para alguns, que supostamente necessitaria de alterações “milagrosas” de longo prazo de “mentalidades”, mas o que é certo é que aconteceu e mais rapidamente do que se estaria à espera! Mas como é que se conseguiu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sucedeu que um terceiro grupo de pessoas assumiu a necessidade imediata de mudança (que já era reclamada pela maioria das pessoas na sociedade portuguesa, se bem que de formas diferentes...), recolheu opiniões e sugestões de métodos e critérios consensuais e simplesmente actuou com confiança e legitimidade. Ou seja assumiu-se que era mesmo para mudar e não para se ir supostamente mudando “devagarinho” por causa das “mentalidades” (no fundo será mais receio das resistências...). Este é apenas um exemplo de como se pode mudar a sério, com sucesso e a curto prazo: com “garra”! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção, não parecerá esta “garra” para mudar uma imposição ditatorial? Não, existe uma enorme diferença relativamente à mudança autoritária que se constitui na possibilidade de participação, de dar voz a quem quiser sugerir (e não só destruir), de recolher opiniões construtivas para criar consensos de forma organizada e regular. Enfim, ouvir e responsabilizar na mudança que é sugerida consensualmente. E isto basta? Não. Depois há que agir com confiança, mudar sem receio, pois a razão aí já está do nosso lado, o apoio das pessoas também e nesta fase não as podemos defraudar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito ao envolvimento das pessoas há que ter em conta um pilar de base: existe a “maioria silenciosa” (que não participa, nem sugere ou se responsabiliza) e a “maioria silenciada” (que pretende ser parte activa da mudança e que encontra um, muitas vezes “burocrático” e “pouco ruidoso”, não!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando se volta atrás num processo de mudança participado? A pessoas que participaram não voltam a participar juntando-se à “maioria silenciosa”. As pessoas que não participaram ficam orgulhosas de não o ter feito e ganham “estatuto” para dar o seu exemplo à “maioria silenciada”. Os lideres e suas equipas que propuseram e trabalharam na mudança tornam-se “reféns” de uma nova autoridade agora criada: a “maioria orgulhosamente silenciosa”! Esta nova maioria impedirá para sempre e com muito mais facilidade qualquer tentativa de mudança consensual e tudo ficará para sempre na mesma para desgosto da esmagadora maioria das pessoas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que resistências a qualquer mudança surgem sempre e são humanamente inevitáveis, até mesmo em pessoas que concordaram com ela. Mas podem até ser positivas se servirem de exemplo, sabendo lidar-se com elas (quer os casos negativos, quer os positivos). E como lidar com as resistências à mudança? Primeiro, nunca alterando decisões consensuais tomadas em função de casos individuais. Segundo, com uma postura aberta e humilde, dando exemplos positivos do que se vai conseguir no futuro, lembrando exemplos negativos do que não se conseguia no passado, explicar, ouvir, oferecer ajuda nesta fase de passagem, etc. Enfim, compreender a dificuldade e resistência, mas sem voltar atrás ou deixar tudo como estava!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da nossa História, as mudanças respeitadas sempre se deram com este terceiro grupo a “puxar”, a arriscar, a explicar, a inovar com humildade para ouvir e garra para avançar! Basta pensarmos num bom exemplo de envolvimento e “mãos à obra” colectiva portuguesa. A população portuguesa foi, a nível europeu, das que mais rapidamente se habitou à mudança de moeda escudo – euro! Este facto só por si motivo de orgulho, leva-nos aos pícaros do nosso ego se recordarmos que infelizmente estamos na cauda da europa a nível de alfabetismo, índices de escolaridade e formação! Uma gigantesca mudanças de “mentalidades” que não precisou de ser feita supostamente “devagarinho”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-2947143421913977726?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/2947143421913977726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=2947143421913977726&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2947143421913977726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/2947143421913977726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/mudar-ou-mudar-devagarinho.html' title='Mudar ou mudar &quot;devagarinho&quot;?'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-9207544049363491802</id><published>2007-01-02T07:51:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:51:45.660-08:00</updated><title type='text'>Motivação custa pouco dinheiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, ouvi alguém dizer que as organizações de sucesso a nível regional, nacional ou internacional só “acontecem” com quem faça as coisas acontecer: pessoas talentosas nas suas áreas, dedicadas, capazes de resolver problemas e com capacidade de criar soluções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os produtos podem ser imitados, a tecnologia pode ser comprada, até o dinheiro pode ser emprestado... Ora, cada vez mais, a “diferença” no mundo das organizações faz-se com ideias e projectos de qualidade criados por…pessoas motivadas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece simples e óbvio. Porém, muitos logo dirão, num juízo muito popular, que a motivação vem do salário e mais nada, tudo o resto é perda de dinheiro precioso para a organização. Outros acrescentarão que a motivação é uma obrigação, pois, se estes não servem há mais quem queira, na lei da selva do mercado liberal... Nada mais errado ou, pelo menos, mal informado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quando uma organização perde um trabalhador eficiente perde tudo o que nele foi investido até então (formação, benefícios, apoios, etc). A perda é duplicada quando há necessidade de dar formação às pessoas que vieram substituir as que saíram e quanto mais alta for a posição hierárquica mais altos os custos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se analisarmos bem, concluiremos com realismo que as pessoas trabalham, entre outras coisas, também e muitas vezes, acima de tudo, por dinheiro, mas motivam-se e dedicam-se de “corpo e alma” a metas enaltecidas de valores, missão e o seu contributo para o todo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos um exemplo quando as coisas correm bem. Quando, no dia-a-dia de trabalho, o trabalhador persegue o cumprimento ou superação de objectivos (anteriormente negociados em consenso com a sua chefia), não abandona situações/casos pendentes com clientes internos ou externos e apresenta propostas de melhoria / inovações (não apenas para um caso, mas para aspectos transversais) que julga terem boa probabilidade serem ouvidas e aprovadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E como surgem as condições para que os bons exemplos floresçam? Os bons ambientes de trabalho seja em equipa de trabalho, seja em toda uma organização não surgem do acaso. São, sim, criados de forma fundamentada e preparada seja em meio público ou privado. Deixem de lado factores como sorte, dinheiro, crise ou o clássico “muito trabalho a fazer que não se tem tempo para essas coisas” para justificar os maus ambientes de trabalho... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que sublinhar claramente que satisfação no trabalho não é sinónimo de boas práticas por decreto, requer atitudes partilhadas e discutidas em equipa, acções concretas e compromissos assumidos / cumpridos, sobretudo por parte das lideranças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, organizacionalmente, a motivação não pode ser vista como despesa, pois, na verdade dos factos e dos números, é investimento e na esmagadora maioria das vezes custa pouco dinheiro. Precisa, sim, de visão estratégica de longo prazo e podem crer que tem retorno, muito retorno.Devo esclarecer que a minha opinião é baseada em literatura científica da área e na aplicação no terreno de práticas de motivação em organizações públicas e noutras privadas, algumas líderes de mercado e nestas últimas pensa-se em tudo, excepto em perder dinheiro!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-9207544049363491802?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/9207544049363491802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=9207544049363491802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/9207544049363491802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/9207544049363491802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/motivao-custa-pouco-dinheiro.html' title='Motivação custa pouco dinheiro'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8069516842234361693</id><published>2007-01-02T07:50:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:50:59.595-08:00</updated><title type='text'>O rigor sem rigor nenhum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa fase de sol, praia e relax pós euforia futebolística, as últimas intenções governamentais, relativamente a cortes nos abatimentos fiscais em matérias essenciais e legítimas (Educação, Saúde, Habitação, entre outras) começam a surgir à tona de água. Por enquanto, ainda só nas notas de roda pé num qualquer Telejornal... Estratégias de marketing político para uns, propaganda calculista para outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suspeita-se facilmente sobre qual a argumentação que sustentará tal medida fiscal. O Estado gasta o que considera ser demasiado com estas áreas e quer deitar mão a expedientes que limitem abusos – no preço de consultas, medicamentos, livros técnicos, rendas exorbitantes, etc – que depois terá de pagar à parte. E, de caminho, aumentando a arrecadação do IRS. Porém, o que sucede previsivelmente de seguida? Os produtos ou serviços continuam nos seus altos preços e os seus ainda mais altos lucros. Tal como poderá suceder com o preço da gasolina, mesmo baixando o imposto... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando a dizer o que já muitos alertaram: quem vai acabar inevitavelmente (se nada se fizer...) por pagar a conta e ser o crucificado nesta aparente cruzada em prol da “justiça fiscal”? Será que é acabando com esses supostos “ricos” que ficaremos todos iguais? Talvez haja sempre alguns mais iguais do que outros... Afinal, o que é feito da máxima, utilizada tanto pela direita como pela esquerda, da igualdade de oportunidades?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que se apela à unidade nacional, a pactos de regime, a consensos de Estado é revoltante darmo-nos conta de como estes desígnios são usados para tentar que se passe um cheque em branco a políticas baseadas em critérios tão desiguais! No fundo, seria como se fosse nosso dever patriótico, em nome da estabilidade do nosso país, convidarmos e agradecermos a quem nos “rouba” a casa, porque não se consegue impedir as obras de ampliação do luxuoso palácio do vizinho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O rumo traçado parece cópia das lendárias directrizes do xerife de Nottingham: cortar nas “migalhas” do povo (vulgo classe baixa e média) para continuar a deixar fugir as grandes fatias do bolo para os nobres (classe alta). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É fácil distinguirmos a classe alta como as grandes e chorudas instituições que detêm as grandes fatias do Produto Interno Bruto do nosso país: bancos (pagam 1 por cento de impostos!...), seguradoras, fortunas milionárias, farmacêuticas, construtoras, lucros bolsistas (para já não falar do jet-set português...). Muitos destes continuam a viver desafogadamente com um sorriso fiscal nos lábios... E na maior parte das vezes com a lei a protegê-los! Uma realidade à parte da “crise”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Haverá sempre quem ache que são sacrifícios (para apenas alguns...) que se terão de fazer pelo desenvolvimento do país, mas se é de números que falamos, pois apontem-se algumas estatísticas esclarecedoras. Sabia que a diferença de rendimento entre os mais ricos e os mais pobres, no mundo, era de 30 para 1 em 1960 e subiu para 74 versus 1 em 2001? Sabia que 20 por cento dos mais ricos controlam 86 por cento da PIB mundial e 20 por cento dos mais pobres controlam 1 por cento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E como é que se chegou a estes números? Como se deixou chegar a situação mundial (e nacional por arrasto) a este estado? E como será daqui a mais uns anos? Chegou-se a este ponto por decisões tomadas e por outras que não se conseguem tomar!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8069516842234361693?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8069516842234361693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8069516842234361693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8069516842234361693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8069516842234361693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-rigor-sem-rigor-nenhum.html' title='O rigor sem rigor nenhum'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1986677182204946877</id><published>2007-01-02T07:49:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:50:12.895-08:00</updated><title type='text'>Já que se fala em união nacional...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que o nosso país parece estar numa fase decisiva de explosão ou implosão de desenvolvimento, em plena onda nacional de euforia via Mundial de Futebol, com a atenção distraída para o fenómeno desportivo, anunciam-se, como que assobiadas pelo vento, algumas vontades governamentais. Subitamente, acordamos do sonho futebolístico no qual todos estávamos no mesmo “barco”: o da união nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As últimas intenções, relativamente a cortes nos abatimentos fiscais para matérias essenciais e legítimas (Educação, Saúde, Habitação, entre outras), por enquanto, ainda só passam em nota de roda pé num qualquer Telejornal... Decisões como estas não são mais do que brechas no “barco” da união nacional onde todos sonhamos, por momentos, estar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, parece que, para nosso pesadelo, só quando toca a futebol é que aparecem algumas figuras importantes no papel de adeptos e até (pasme-se!) de comentadores desportivos, com alma patriótica e cachecol aos ombros, pedindo uma “ingénua” boleia no tal “barco”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem mais demoras e achegas, falemos, então, do assunto “esquecido” da actualidade: impostos. Em primeiro lugar, convém enaltecer o trabalho que tem sido desenvolvido, a um certo nível cultural, no que diz respeito aos cumprimentos fiscais: o progressivo abandono do “chico espertismo” da fuga aos impostos para passar ao cumprimento geral da população com discriminação forte a quem não o faz! Mas, será que se está a apontar para todos aqueles que não cumprem legal ou ilegalmente?... Um velho paradoxo na sociedade portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sejamos francos na análise, sem cairmos em generalizações irresponsáveis. É fácil listarmos as grandes e chorudas instituições que detêm as grandes fatias do Produto Interno Bruto português: bancos (pagam 1 por cento de impostos...), seguradoras, fortunas milionárias, farmacêuticas, construtoras, lucros bolsistas (para já não falar do jet-set português...). Muitos destes continuam a viver desafogadamente com um sorriso fiscal nos lábios... E, na maior parte das vezes, com a lei a “protegê-los”! Uma realidade à parte da “crise”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria, sem dúvida, termos no nosso país uma cultura de responsabilização, de transparência, de levantamento total do sigilo fiscal e do sigilo bancário, porém como a tradição portuguesa, infelizmente, vai muito mais no sentido da denúncia e do “apontar o dedo ao vizinho”, o Governo optou por esta via, à primeira vista, mais segura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segura no sentido de facilmente detectável com a cultura da espionagem. Basta pensarmos na justificada revolta que provoca conhecer “vizinhos” descarados que, declarando salário mínimo, possuem com um orgulhoso piscar de olho potentes carros e luxuosas moradias... Porém, se nos reportarmos ao grande crime económico, não descarado, mais sofisticado e disfarçado, as coisas tornam-se mais complicadas de sinalizar e investigar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também é certo que, com a (actualmente utópica?) transparência total, os grandes grupos financeiros facilmente encontrariam um simpático e silencioso off-shore ou optariam pela mudança para outro país de mão de obra mais barata e governo mais “amigo”... Enfim, a lei da selva do mercado “livre” global...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já que se fala em união nacional em torno da selecção portuguesa de futebol com tão bons resultados, porque usar a mesma táctica para esta e outras questões?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1986677182204946877?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1986677182204946877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1986677182204946877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1986677182204946877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1986677182204946877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/j-que-se-fala-em-unio-nacional.html' title='Já que se fala em união nacional...'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5823506767007395770</id><published>2007-01-02T07:48:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:49:15.940-08:00</updated><title type='text'>Assumir que filho de peixe.. sabe inovar!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, a profissão era, muitas vezes, herdada por tradição familiar, numa suposta continuidade de características genéticas relativas a interesses e capacidades transmitidas de geração em geração. Tinha-se como certo que “filho de peixe sabe nadar”. No entanto, com o avançar da História as tradições foram caindo, para o bem e para o mal, e os “filhos deixaram mesmo de saber nadar” ou talvez nunca tivessem mesmo gostado de “nadar”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, as novas gerações ganharam mais espaço para apresentar aos antecessores os seus interesses e capacidades, não apenas aquelas que os seus pais gostariam que tivessem. Os “filhos de peixe” passaram a poder assumir que preferiam, por vezes, correr, saltar, estudar ou trabalhar noutro ofício. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta nova liberdade gerou mudanças repentinas que, nalguns casos, criaram vergonha nos “novos” em assumir os labores familiares dos “velhos”. Pela sua parte, os pais, embora desgostosos, acabaram por aceitar as novas opções dos filhos, muitas vezes, quando lhes era explicado que as saídas profissionais ou salário eram mais risonhos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, se seguir, sem escolha alternativa, a profissão dos pais, hoje em dia, já é pouco aceitável, também o será o menosprezar destas “velhas profissões” por não estarem na moda ou não constituírem estatuto de doutor, engenheiro, enfim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mesmo erro é cometido relativamente às tradições e “compreensões” culturais, que passando durante décadas de geração em geração, “emperraram” nestas últimas (das quais também faço parte). Ora, este “corar de vergonha”, relativo ao passado profissional e cultural de muitas gerações em Portugal, criou um “buraco” de partilha de experiências e de valorização profissional, cultural e, porque não, de orgulho nacional (que não se mede apenas pelos gritos das claques da selecção nacional de futebol...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Julgo, porém, que felizmente começamos a recuperar deste bloqueio. Já podemos ver, por exemplo, gente nova com profissões simples e manuais. Nestes casos específicos, o papel dos cursos profissionais, técnicos e os novos currículos escolares foi e continuará a ser fundamental para combater o insucesso escolar e a acumulação de mão de obra pouco qualificada e desempregada... Já ouvimos dizer com orgulho ou naturalidade sem complexos “sou mecânico”, “sou pintor”, “sou jardineiro”, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, vemos de igual modo, hoje em dia, frequentemente, pessoas bastante qualificadas terem como hobbies actividades mais simples e “humildes”. No fundo, talvez sempre tenham sido a sua verdadeira vocação, mas que, por diversos motivos (financeiros, saídas profissionais, proximidade de casa ou estatuto socio-profissional), foram postas de lado. É, pois, possível conciliar o que se faz e o que se gosta no mesmo trabalho ou na conjugação trabalho/hobbie. Não deixo de pensar que o assumir, na idade adulta, destes sonhos ainda possíveis de realizar é um acto de comunhão com o passado pessoal, mas também com a herança geracional, no sentido em que aprendemos a respeitar outras profissões, outros tempos e realidades, outros projectos de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E depois há questão salarial... Atentemos para o facto de que, actualmente, um bom mecânico poderá ganhar mais dinheiro do que um mau” engenheiro”, pelo menos assim faria sentido... Acho que não serei utópico, mas sim realista se esperar que um dia as pessoas ganhem mais ou menos, em grande parte, pelo seu desempenho pró-activo e não pelas “medalhas” que trazem ao peito ou anéis nos dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sonho até que a “doutourice” ou “engenheirice”, ou seja, a reverência e subserviência das pessoas relativamente aos detentores de títulos profissionais sonantes (que de tanta mordomia mais parecem de tempos passados) terá inevitavelmente os dias contados. Se quisermos apostar no desenvolvimento sustentado e não na exploração do “zé povinho” remetido ao suposto seu estatuto de trabalhador “não –pensador”. Creio ser inevitável seguirmos por este caminho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Temos exemplos concretos desta pesada corrente cultural que se manifesta também no século XXI : os estrangeirismos que usamos na nossa língua para dar um “ar moderno”, os termos técnicos com que nos vangloriamos sem conseguir “trocar por miúdos”, a pomposidade do fato e gravata que nos retira naturalidade de movimentos e pensamento, a hiper-preocupação ou obsessão em dar uma boa imagem (esquecendo quem o faz que se trata apenas disso, não mais do que uma “casca” que não chega para mostrar recheio...). Devo dizer até que, a título pessoal, não me convencem sobre a manutenção de termos “estrangeiros” na língua portuguesa, supostamente, por não haver tradução possível para português... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por mais paradoxal que possa parecer, penso que, para os portugueses vencerem o desafio da inovação, a recuperação deste conhecimento e orgulho do passado profissional e cultural das anteriores gerações nacionais é essencial. Sucede que isso pode ser transformado em confiança para criar, propor, arriscar, na medida em que sabemos o “chão que pisamos”, a História que herdamos e o futuro que podemos fazer crescer. Conhecer o nosso passado permite-nos olhar em frente, pois sabemos que representamos uma “equipa de várias gerações“.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderão dizer-me que estou a ser demasiado drástico ou abusivamente generalista (é claro que há excepções), mas a História, neste caso, suporta o meu juízo. Basta pensar na quase eterna submissão portuguesa ao império inglês e, em contraponto, ao empreendorismo dos Descobrimentos em que avançamos, arriscamos e inventamos sozinhos, mas juntos e esclarecidos sem “falinhas mansas”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@gmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5823506767007395770?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5823506767007395770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5823506767007395770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5823506767007395770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5823506767007395770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/assumir-que-filho-de-peixe-sabe-inovar.html' title='Assumir que filho de peixe.. sabe inovar!'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8774672549941087195</id><published>2007-01-02T07:47:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:48:21.779-08:00</updated><title type='text'>A Perda de uma Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As chamadas intervenções em crise têm sido mais faladas em termos mediáticos por altura do Verão, aquando das tragédias humanas causadas pelos incêndios ou noutras calamidades públicas que envolvam perdas materiais e, sobretudo, humanas. O apoio psicológico nestas situações de perda inesperada é muito importante (pois cada pessoa que sentiu a perda está tão abalado por esta que apenas consegue preocupar-se, numa primeira fase, em reagir individualmente), mas também o poderá ser nas situações de perda já esperada, tudo depende de muitos factores... E como saber se precisamos de ajuda ou não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos de perda não se tratam daquelas situações que pensamos só acontecer aos outros e depois até nos podem acontecer a nós, são sim acontecimentos inevitáveis na vida! A questão aqui é como reagir da melhor forma possível e evitar que uma má “digestão” deste processo nos marque negativamente para o resto da vida. Sim, porque existe o perigo, não pelo acontecimento negativo em si ter ocorrido, mas sim pela forma como o “encaixamos”. É óbvio que cada pessoa tem a sua forma específica de ser e, consequentemente, de reagir. É bom esclarecer que a boa gestão psicológica da situação não é sempre a mesma, ou seja não existe uma “receita única que se dê às pessoas para que não fiquem traumatizadas com a perda que sofreram”!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa “trabalha” a questão de maneira diferente, trilha caminhos próprios, mas existem parecenças gerais e “sinais vermelhos em várias dessas estradas” que não se podem passar e às vezes sozinhos não os conseguimos distinguir. Agora o que se pode fazer autonomamente, em grupo/família e/ou com apoio psicológico profissional é prevenir, no momento a seguir à perda (horas, dias, meses), que não se reaja de formas específicas bem descritas que já sabemos poder ter consequências danosas no futuro para pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas situações de perda é importante realizar o luto sob dois grandes pilares: as atribuições do acontecimento (“porque perdemos esta pessoa?”; “porquê agora?”; “existe um responsável por esta perda?”; “agora fiquei sozinho?”; “sofro mais ou menos que os outros?”; “o que é que poderia ter feito para impedir isto?”, etc) e as recordações da pessoa que perdemos (ex: a forma como descascava uma laranja, como andava de bicicleta, a sua preguiça em trabalhar, as brincadeiras com os netos, a barba que picava quando lhe tocavam, as suas intermináveis histórias à refeição, etc).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao primeiro pilar, aqui mais que tudo é necessário que uma ou mais pessoas ao lado ajudem quem faz o luto a elaborar respostas verdadeiras e adequadas, não fugindo aos factos, evitando dúvidas e principalmente atribuições extremas e perigosas que possam gerar revolta, agressividade, vingança (ex: “isto foi tudo culpa de Deus”; “vou vingar-me”; “agoira não confio em ninguém”; “as pessoas são todas más no mundo”, etc). Atenção que isto não implica que se uma pessoa quiser gritar, chorar desalmadamente não o possa fazer! Apenas o conteúdo das suas explosões é que deve ser apoiado e explicado convenientemente. Como? Com espaço, esperando pelo silêncio da pessoa para então falar de forma a que ela oiça realmente! E não de “rajada racional”, “calando a pessoa”, reprimindo-a até mesmo involuntariamente, não deixando espaço à pessoa para libertar as emoções! Só depois desta libertação poderá mais facilmente compreender a análise racional dos factos que lhe é proposta por quem está a apoiar (amigos, família ou profissional). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, os ataques de choro são momentos de catarse importantíssimos que normalmente surgem em presença de pessoas que nos são queridas e que conhecem bem o nosso interior, representam o quebrar das nossas barreiras racionais e o abrir de portas à emoções que depois ajudam a equilibrar a nossa personalidade e vivências futuras. Em suma, são inevitavelmente necessários e estruturantes para a nossa vida! O perigo surge quando a pessoa não chora, mantém-se com “compostura”, supostamente está bem, mas há uma série das tais questões que referi atrás que ficaram mal esclarecidas, cria-se a uma calma aparente que mais tarde se mostra na forma de depressão, ataques de fúria, em atitudes frias e calculistas, enfim, psicopatologia ou mesmo psicopatia!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao segundo pilar chamo a atenção para o facto de se ter referido, como exemplos, pormenores característicos de uma pessoa, bons ou maus, não fazendo dela um “santo” nem um “diabo”! Estas duas tentações tornam-se perigosas no sentido em que poderão muito facilmente levar a pessoa que faz o luto a dizer “esta era uma pessoa totalmente perfeita, a vida vai ser terrível sem ela” ou “esta pessoa era totalmente terrível, ainda bem que partiu, se calhar até foi bom”. Ora, tanto uma posição extrema como a outra levam a que nos recusemos a reconhecer o legado de conjunto que a pessoa nos deixou e que “escavemos um buraco” nas recordações da nossa vida (sucede que mais tarde idolatramos a pessoa de forma doentia e só falamos dela ou, no outro extremo, já não nos lembramos sequer dela e temos vergonha que tenha existido por completo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para evitar estas situações é bom que falemos com pessoas que nos são próximas ou genuinamente interessadas em ouvir-nos sobre as características da pessoa que partiu, na fase que se segue à perda (não deixemos isso para depois, isso será uma fuga que depois nos dará um “nó na barriga” de angústia do que ficou por dizer!). Por um lado, não nos devemos “fechar” pelo suposto receio de demonstrar fraquezas ou de ser “lamechas”. Por outro lado, também não deveremos andar por aí a falar com “toda a gente que nos aparece à frente”, pois não podemos ter a atitude carente ou fria de “publicitar” uma perda que sofremos para obter ganhos e favores futuros: uma perda não pode ser nunca um instrumento!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como há tempos um amigo me disse: as pessoas não têm defeitos nem qualidades, têm características e todas elas são únicas! Já pensaram que não há ninguém no mundo que caminhe da mesma forma, que sorria da mesma forma, que pegue numa caneta da mesma forma, que diga bom dia ou boa tarde da mesma forma, entre outros milhares de coisas únicas? É precisamente isto que devemos recordar e partilhar com pessoas que nos são próximas sobre a que partiu, pois estas são as suas marcas. Essa é a melhor forma de agradecermos a presença da pessoa que perdemos na nossa vida, de dizermos obrigado por tudo o que fizemos juntos. E eu digo obrigado avô.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:Vvascoespinhalotero@hotmail.com"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8774672549941087195?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8774672549941087195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8774672549941087195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8774672549941087195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8774672549941087195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/perda-de-uma-pessoa.html' title='A Perda de uma Pessoa'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-529214492522355465</id><published>2007-01-02T07:46:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:47:26.840-08:00</updated><title type='text'>Desporto para todos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, numa conversa informal, alguém referiu a existência de uma grande lacuna no desporto português: a falta de formação de qualidade para crianças e adolescentes. Seria aí a prioridade de intervenção, de criação de infra-estruturas, formação técnica, investimento de fundos, etc. Ainda segundo esta opinião, o investimento em adultos seria desperdício, pois “burro velho não aprende línguas” e um grande desportista não se faz de um dia para o outro e tem que começar cedo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concordei, mas só no que se refere ao desporto de alta competição. Na minha opinião, relativamente ao desporto de lazer ou manutenção é igualmente importante o investimento no desporto para adultos e idosos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, no desporto em geral existe a alta competição, que inevitavelmente abrange uma percentagem baixa da população, e existe o desporto de lazer ou de manutenção, este sim, capaz de absorver a grande maioria da população (pois nem todos podem ser “Figo, Rosa Mota, Carlos Lisboa ou Nuno Delgado”, mas quase toda a gente poderá ou poderia praticar futebol, atletismo, basquetebol, judo ou qualquer outra modalidade). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se é certo que as fronteiras entre o desporto de competição e o desporto de lazer são bem definidas, também é certo que estes podem funcionar num contínuo em que proporcionando à população a opção do “experimentar” uma modalidade, se acaba por descobrir talentos, podendo aproveitá-los, quanto mais cedo melhor, para a competição. Ou seja, do geral para o particular, uma coisa beneficia a outra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com alguma atenção e auto-análise, damo-nos conta que em Portugal se confunde com incrível ligeireza desporto com desporto de competição! Sejamos realistas, num país com alguns “craques” do desporto, a maioria da nossa população é extremamente sedentária, sendo que a prática desportiva regular mais intensa para muita gente é estar no sofá a ver futebol no papel de “treinador de bancada”! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente alguns dirão que, de vez em quando, dão uma “perninha” no futebol de 5. Ora, apesar de serem, na globalidade, poucos os que o fazem, há que reconhecer que a prática do futebol de 5 por adultos é, no nosso país, mais aceitável. Porém, também através deste facto, podemos apresentar outro dado: falta de alternativas ao futebol de 5, no quer diz respeito à prática desportiva por adultos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Proponho-vos um desafio: se forem adultos, tentem lembrar-se de uma única vez (que não no vosso percurso escolar) em que praticaram basquetebol, voleibol, andebol, hóquei em patins, remo, ciclismo, ginástica ou mesmo um qualquer tipo de dança, só para citar alguns exemplos? Pensem nas alturas em que algum colega adulto vos diz “temos que fazer algum desporto” e logo surge apenas o futebol de 5 como se fosse a única alternativa possível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que há gente que pratica, de quando em vez, ténis, natação, atletismo, hipismo ou ginásios para manutenção. No entanto, são, infelizmente, minorias, sendo que nalgumas modalidades o afastamento do público potencialmente interessado se deve mais ao “rótulo social” de desporto elitista do que a puro desinteresse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, em Portugal, existe, sem dúvida, uma falta de prática desportiva regular em desportos variados principalmente entre os adultos (relativamente a crianças e adolescentes já não é bem assim). Seja por falta de interesse cultural enraizado, relativamente a algumas modalidades, com pouca tradição no nosso país, seja por falta de oferta de infra-estruturas e formação técnica, o que é certo é que a partir sensivelmente dos 30 anos pouca gente faz desporto e quem o faz na esmagadora maioria é um jogo de futebol de 5 quando calha... Será que o desporto não vale a pena?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-529214492522355465?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/529214492522355465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=529214492522355465&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/529214492522355465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/529214492522355465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/desporto-para-todos.html' title='Desporto para todos'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1274561298657967332</id><published>2007-01-02T07:45:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:46:38.959-08:00</updated><title type='text'>O fenómeno do Folk no concelho de Cantanhede</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste ano de 2006, em que o concelho mais uma vez se galvanizou ao ritmo de grandes eventos, que, cada vez mais, fazem “crescer” Cantanhede e projectar o dinamismo concelhio a nível regional e nacional, assume destaque, como evento revelação, o Folk 2006 organizado pelo Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deixando o comentário sobre a grande qualidade cultural e organizativa para mais à frente, importa desde já referir também o ponto relativo aos baixos custos do evento, que demonstram que é possível, com colaboração entre entidades na troca de serviços e partilha de materiais para bem comum, fazer muito com pouco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi impressionante ver como funcionaram associações, autarquia, freguesias, voluntários, famílias anónimas, enfim, toda a massa humana solidária e desinteressada do concelho num evento que não mostra apenas cultura, mas procura também formar, transmitir e fazer participar públicos de várias faixas etárias. Foi muito bom ver o número de pessoas de várias idades que comparecia aos espectáculos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à diversidade cultural presente com diversos grupos folclóricos nacionais (de várias regiões) e grupos estrangeiros de países como Itália, Ucrânia, Turquia, México e Serra Leoa, o nível foi surpreendente, com os conteúdos a chegarem a públicos que se julgava pouco receptivos. Um fenómeno muito interessante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem acreditaria há 20 ou 30 anos atrás que seria possível ter numa qualquer freguesia do concelho, durante todas as noites da semana, actuações de grupos de música e dança de vários países intercalados com actuações do grupo folclórico da terra?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que este artigo é publicado apenas algum tempo após o encerramento do evento. É que a memória por vezes é curta e um evento destes merece ser valorizado antes, durante e após, sendo que foi História do concelho de Cantanhede que se fez naquela semana.É claro que há pontos a melhorar e certamente que a organização irá recolher as sugestões e contributos dos vários intervenientes. Para o ano serão aplicadas novas acções e outros erros, como é óbvio, se irão cometer (mas certamente não os mesmos). É natural e louvável que a atitude de continuar a identificar sem complexos e protagonismos os pontos a melhorar se continue a enraizar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a muitos elementos da assistência deu vontade de contactar com aquela gente que veio de longe, de dançar aquelas estranhas modas, de cantar aquelas letras esquisitas de significado profundo, de tocar aqueles instrumentos pouco conhecidos, enfim, de poder aprender mais directamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E talvez o caminho seja cada vez mais por aí! Não foi por acaso que as oficinas de dança e as recepções para almoço com famílias do concelho foram sucessos. Traduzem-se na vontade de conhecer, de aprender, de receber que as gentes de todas as freguesias do nosso concelho parecem Ter relativamente às diversas culturas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fica a sugestão de, para a próxima edição, se desenvolverem oficinas de dança incorporadas nos espectáculos nas freguesias. É que depois de ver tocar, cantar e dançar aqueles grupos de forma tão aberta, enriquecedora e simpática dava mesmo vontade de aprender um pouco com eles, quer se tenha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis um exemplo da verdadeira (e possível) globalização cultural!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com(*) Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1274561298657967332?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1274561298657967332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1274561298657967332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1274561298657967332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1274561298657967332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-fenmeno-do-folk-no-concelho-de.html' title='O fenómeno do Folk no concelho de Cantanhede'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3824515565478812630</id><published>2007-01-02T07:44:00.002-08:00</published><updated>2007-01-02T07:45:48.694-08:00</updated><title type='text'>Ver o futebol com outros olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, devo esclarecer uma coisa: eu gosto de futebol e vibro com os jogos do mundial de futebol, mas vejamos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias de festa, é mais comum encontrar motivos de alegria ou sofrimento “desportivo” do que consciência social, pois parece que o mundo parou e que está tudo a ver, ingenuamente, os jogos. Sei que vou parecer chato para alguns, mas é, no mínimo, surreal analisar como pessoas que vivem em países onde reina insegurança, exclusão social, desemprego, trabalho precário, educação minimalista suspiram pelos seus heróis que jogam (qual soldados que lutam!) pela sua pátria (a troco de alguns milhares de euros...). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O futebol “indústria” é assim mesmo, e levado ao extremo, é concerteza mais uma forma de alienação que tem paralelo, por exemplo, com o concurso “Euro Milhões”: nestes dois fenómenos a maioria das pessoas (pobres) sonha ser milionária e famosa de um dia para o outro!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não falamos só de futebol, falamos do Mundial de futebol! A representação de cada país neste evento pode constituir-se como um depósito de esperança colectiva de um futuro risonho, qual via para a união nacional. Basta recordarmos a euforia que se viveu no nosso Euro 2004! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a história da humanidade já deu alguns exemplos do lado negro desta mobilização de massas... Muitos foram os regimes políticos que se serviram de sucessos desportivos internacionais como exemplo para colocarem as “massas na ordem”, ou seja, no seu caminho de formatação cinzenta em que o pensamento crítico, criativo ou inovador era linchado em função dos interesses da nação agora coroada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Homens como Hitler, Mussolini, Péron ou mesmo Salazar foram mestres neste jogo de se servirem destes fenómenos para conseguirem obter do povo “certificados de qualidade” aos seus regimes opressivos que afinal “davam” vitórias à nação... Atentemos que nestas vitórias sempre era realçada a Imagem do país como entidade suprema a preservar. Esta estratégia baseava-se, de maneira quase mesquinha, no mostrar, no parecer e não no aproveitamento do que as pessoas da “casa” tinham para dar, criar ou fazer! No fundo, acabava-se por copiar o que se fazia “lá fora” e mal com vergonha de ficar mal visto no estrangeiro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, considero que Portugal de hoje em dia continua a falhar redondamente, pois se pensarmos friamente no que lucramos internamente (não só financeiramente, mas também em termos de inovação) com a Expo98, Euro2004 ou Porto Capital Europeia da Cultura... Um exemplo inverso desta fenómeno surge quando percebemos o “salto” que “nuestros hermanos” deram com os Jogos Olímpicos de Barcelona e a sua Expo em 1992!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, em contraponto aos exemplos que atrás referi (de aproveitamento ditatorial de vitórias desportivas para blindar o poder e legitimar a cultura de isolamento) podemos recordar alguns momentos notáveis. Ainda recentemente tivemos um exemplo paradoxal e interessante. No Mundial de futebol de 1998, a França venceu o campeonato com uma equipa composta, quase exclusivamente, por jogadores oriundos de outros países, rotulados por muitos, em generalizações perigosíssimas, de “terroristas” ou inimigos da pátria da “Marselhesa” como facilmente um qualquer Jean Marie Le Pen apontaria numa retórica primitiva... Pelo menos durante uns tempos, este país reconheceu e aplaudiu a sua multi-culturalidade através daquela equipa, transpondo para cada cidade, cada bairro, cada casa um orgulho pela diversidade, pela partilha e pela solidariedade. Curiosamente, a equipa acabou por funcionar como lendário modelo de tolerância e convivência a seguir pelo o país e pelo o mundo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que sublinhar sensatamente que o espírito que se criou naquela equipa não surgiu de um dia para o outro. Conta-se, por exemplo, que jogadores e técnicos, antes do campeonato se iniciar, passaram, propositadamente, o Natal juntos, isolados numa casa de montanha, num episódio que ainda hoje é referido pelos intervenientes como marcante! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo inverso surge com a Selecção holandesa de futebol que é composta por alguns jogadores oriundos do Surinam que não são “misturados” com os restantes colegas de selecção, tendo inclusive um treinador próprio... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É possível concluir que este fenómeno desportivo global pode, de facto, servir de modelo de atitudes e comportamentos sociais. Por um lado, pode gerar num país uma onda de formatação cinzenta, onde se consolida o “orgulhosamente sós” da anti-diversidade. Por outro lado, pode potenciar um outro resultado: o exemplo da confiança. Centremo-nos, por exemplo, na actualidade portuguesa. Confiança para quê? Para apostar nos nossos valores (sem copiar o que se faz lá fora, dizendo que se está a adaptar...), para receber e abraçar a diversidade e influências, para “empurrar” a audácia de inovar, criar, arriscar, inventar (que não é sinónimo de desenrascar...) com os Figos, Ronaldos e Decos do nosso país multi-cultural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As repercussões a nível económico, social e cultural poderão ser, a longo prazo, massivas, pois em alturas de dúvida sobre se uma empresa é capaz ou não de lançar um produto inovador alguém se há de lembrar: também aquela equipa de futebol conseguiu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Analisando de outro ponto de vista, após a euforia criada pela conquista estritamente desportiva (porque afinal de contas é apenas um campeonato..) tudo o resto pode ficar na mesma... E aí voltamos a reflectir sobre o desporto “indústria” como forma de alienação, como meio de nos impedir de pensar e estar atentos a outras questões, porventura, as mais importantes... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fundo, não importa o acontecimento, importa que uso fazemos dele. Após esta reflexão, não posso deixar de lançar um desafio de previsão ao leitor: o que aconteceria se selecção portuguesa fosse campeã do mundo de futebol?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3824515565478812630?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3824515565478812630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3824515565478812630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3824515565478812630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3824515565478812630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/ver-o-futebol-com-outros-olhos.html' title='Ver o futebol com outros olhos'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-7251799016331357278</id><published>2007-01-02T07:44:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:44:54.302-08:00</updated><title type='text'>Uma oportunidade para pensarmos os nossos serviços</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvimos falar em avaliação de desempenho, muitas vezes pensamos em avaliação de pessoas e/ou de grupos (que envolvem subordinados e superiores, pois as chefias também precisam de ser auxiliadas e ter um “feedback”), mas também podemos falar de avaliação de serviços, departamentos ou organizações na sua globalidade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas avaliações organizacionais, em que todos os trabalhadores, clientes internos e externos são ouvidos e as suas sugestões de melhoria acolhidas, estão a dar os primeiros passos no nosso país e com excelentes resultados! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fundo, trata-se de aproveitar o maior potencial de qualquer organização: a análise crítica. Como? Através de questionários, entrevistas, grupos de análise, reuniões de ideias, recolha de evidências, análise de circuitos, conversas informais, entre outros meios: ouvir construtivamente as pessoas sobre o funcionamento dos serviços onde trabalham! E porquê construtivamente? Porque, como sabemos, devido a factores pessoais, sociais, educacionais, económicos e culturais, no nosso país, bem como em muitos outros, muitas vezes as pessoas criticam de forma destrutiva, o famoso “bota abaixo” que irrita e destrói, muitas vezes, o esforço despretensioso de muita gente que quer realmente contribuir... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Em primeiro lugar, é importante não desvalorizar (pelo contrário, dar importância à crítica, mesmo que à primeira vista nos pareça descabida ou mesmo mesquinha). Depois questionar pontos específicos (como se planeou, quem foi ouvido, o que correu mal, o que sentiu). No final, pedir naturalmente sugestões de melhoria (o que acha que se deve fazer para a próxima) e responsabilizar pela sua aplicação (pois falar só não basta…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este questionamento genuíno leva facilmente à distinção de uma crítica vazia (em que quem a faz acaba inclusivamente por aperceber-se disso) e a crítica construtiva (que pode ser recebida, organizada e aproveitada concretamente sem rancores). Há, no entanto, que ter atenção para o facto de muitas críticas vazias, após se filtrar o seu conteúdo, acabarem por resultar em boas críticas construtivas! No fundo toda a gente quer ser ouvida, mesmo que se faça ouvir da pior maneira!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O problema da avaliação de desempenho, quer seja de pessoas ou de serviços, é o eterno fantasma do que poderá ser feito com uma má utilização destes processos. É basicamente isto que leva as pessoas a “fecharem-se” no seu canto no local de trabalho. Aqui a desconfiança, a intriga e o medo vencem sobre a autenticidade e a abertura construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se as pessoas confiarem verdadeiramente num processo de avaliação organizacional/serviços, entregando o seu “coração profissional”, é compreensível que se sintam “traídas” se não virem resultados apresentados ou novos ganhos atingidos. É, sem dúvida, difícil envolver as pessoas, mas tendo-o conseguido torna-se vital não as desiludir, de modo a não alimentar as desconfianças e a pseudo-justificação da criação de “capelinhas” no mundo do trabalho!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-7251799016331357278?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/7251799016331357278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=7251799016331357278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7251799016331357278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/7251799016331357278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/uma-oportunidade-para-pensarmos-os.html' title='Uma oportunidade para pensarmos os nossos serviços'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3300490559768563294</id><published>2007-01-02T07:43:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:44:11.761-08:00</updated><title type='text'>Somos o que Fazemos ou Fazemos o que Somos?...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A actual estrutura do mundo do trabalho é extremamente exigente e competitiva. Prazos e objectivos rigorosos são estipulados, o trabalho em equipa torna-se comum e necessário, novas estratégias são delineadas tendo em vista uma produtividade e um rendimento cada vez mais elevados. Surgem frequentemente situações novas e imprevisíveis devendo existir flexibilidade individual e organizacional, nas diferentes instituições, para com elas lidar. Perante este cenário exigem-se pessoas que saibam reagir a mudanças, com aptidões para transferir competências e tomar decisões, com capacidade para gerir as suas próprias carreiras. Em suma, pessoas que gostem do que fazem e que, acima de tudo, o façam bem! Mas, serão rendimento e satisfação profissional e de vida compatíveis ? Na actual sociedade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As profissões são avaliadas pelo senso comum, consoante o que se entende ser o seu Esforço, Utilidade e Responsabilidade. Por exemplo, um operário civil despenderá grande esforço no seu trabalho, já um engenheiro terá uma maior responsabilidade (se uma casa que projectou ruir, ele será o réu principal), embora ambos sejam igualmente úteis (a casa só será feita com a participação de ambos)! Poderemos questionar qual o trabalho mais importante, obtendo respostas e opiniões discutíveis a que ideologias políticas e estilos de vida não serão alheios... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, talvez estejamos a colocar a questão errada! A questão poderá sim ser quem trabalha melhor e em quê! Questão de avaliação polémica, ambígua, talvez mesmo impossível! Mas o que é isso de Trabalhar Melhor e Como Poderemos Trabalhar Melhor? Será que só algumas pessoas têm potencialidades para trabalhar bem, será que há um código genético dos bons e dos maus trabalhadores e/ou da preguiça? Será o trabalhador escravo/máquina o trabalhador ideal (lembram-se do filme de Charlie Chaplin?), será o prazer no que faz (nem dar pelo tempo a passar...) fazendo bem e ainda ter tempo para ter acesso a cultura e educação ao longo da vida e para estar com amigos e família? E então “vem-nos à memória uma questão batida”: serão rendimento e satisfação profissional e de vida compatíveis? Na actual sociedade? Essa será a “primeira resposta do resto da nossa vida”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, independentemente da opinião pessoal de cada um para estas questões, vamos lá ver uma coisa: Quem poderá avaliar quem trabalha melhor, quem poderá no futuro vir a trabalhar melhor e em que ambiente poderá trabalhar melhor? Seguramente que não um qualquer patrão à custa do regime de Flexibilidade proposto no Projecto de Revisão do Código de Trabalho... Bem, a resposta, na minha opinião, é... Nós Próprios! Como? Através de uma pura (mais tarde explicarei porquê...) Orientação Vocacional (Escolar e Profissional), seguindo o exemplo do que os países de Leste Europeu fizeram (ou tentaram fazer...). Nestes países Cultura, Educação e Informação para Todos constituíam (ou procurava-se que constituíssem...) elementos “alimentadores” de uma expressão mais humanizada do mundo do trabalho. Existia um continuum vocacional natural entre ensino secundário, ensino universitário e mercado de trabalho que possibilitava (ou possibilitaria...) que cada pessoa fizesse o que “realmente” gostava! E vejam que nos países que aplicaram tal medida se constatava, por exemplo, que as vagas nas faculdades eram ocupadas de acordo com a decisão vocacional de cada um, não existindo uma sobrelotação de alguns cursos como poderíamos esperar (não iam todos para Medicina, Arquitectura ou Direito!). Não eram então necessários outros critérios de entrada tais como: resultados obtidos em provas de avaliação (repetição?) teórica... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, seria uma ideia interessante também para o nosso país, mas então e os custos? Nada que um real investimento na Educação (e na Saúde) como projecto nacional de sólido futuro não pudesse comportar (acabar com off-shores, fuga aos impostos, privatizações de saldo também ajudaria...). Os lucros, esses chegariam pela qualidade profissional, pelo contributo inovador dos trabalhos de investigação (passaríamos a deixar de “copiar” os outros) e, quem sabe, por rendimento e satisfação profissional e de vida mais compatíveis!... Utopias?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De volta à nossa realidade e pensando na Orientação Vocacional o que é que verificamos? Que profissões socialmente ultra-valorizadas (pelo seu esforço, utilidade, responsabilidade ou compensação monetária) provocam desequilíbrios e “cegueiras” no puro desenvolvimento vocacional e nas aspirações profissionais de cada um. Às vezes, é devido a estas crenças “quase irracionais” que escolhas são monopolizadas, sendo congeladas decisões autónomas resultantes de auto-análise e de uma real verificação de aptidões e interesses pessoais. Renuncia-se ao direito de ser feliz, dizendo que teve que ser! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo do trabalho transforma-se num palco de simples representações de papeis (as profissões) : dos “bons” e dos “maus”. Não será pura e simples coincidência recordarmos o exemplo de... “Tens boas notas, vai para Medicina”! Não raras vezes, os jovens optam por determinados cursos, devido apenas às suas elevadas médias de acesso e possibilidade de ascensão ao topo da pirâmide social: “os senhores doutores”! Não acredito na formação de bons profissionais seguindo apenas estes critérios!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, no que ao processo de pura orientação e selecção vocacional e, posteriormente, profissional diz respeito, será importante abafar do estatuto social de algumas profissões, a influência da variável compensação monetária ou seja, seguir uma carreira apenas e só pelo dinheiro e/ou saída profissional. Abafar? Palavra forte, ousada, à primeira vista irresponsável, mesmo ditatorial, a fazer lembrar outros tempos de má memória! Porém esta expressão (pois apesar de a ter traduzido num verbo, não creio que o seja propriamente) não se serve de uma “censura” relativamente a estas representações mentais (ligadas ao dinheiro e ao estatuto), que justamente iria questionar os termos éticos do exercício da psicologia! Existiria sim o constante Relativizar (talvez seja esta a expressão adequada), criação de uma “montra” de informações novas, com actualização das velhas, sobre o acto de ser/fazer, tidas de repente, pelos orientandos, como “até giras e também interessantes”, promovendo uma reestruturação cognitiva e emotiva (“nunca tinha pensado nisto”, “tinha uma ideia diferente sobre isto”, “vendo as coisas nesta perspectiva isto até tem a ver comigo”). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seria provavelmente possível o “semear” de uma tolerância, quiçá desvalorização, em relação às posições estratificadas, algo “militarizadas”, que se presume estarem imiscuídas na “planta” do actual mundo profissional. Nestes momentos que poderia apelidar de terapêutico-vocacionais, que na minha experiência como estagiário já presenciei e constatei (ainda que a um nível formal e, consequentemente, não científico), julgo existir pouco espaço para dinheiro e estatuto, pois neste “acordar” para a busca da essência da construção pessoal da realidade, neste caso da realidade vocacional (trabalhos de Kelly, Savickas, entre outros), o que se procura, permitam-me porventura especular mais um pouco, poderá estar intimamente relacionado com factores genéticos e experiências adquiridas, sobretudo aquelas que se reportam às relações humanas com pessoas significativas. Bem, muito ainda haverá por saber, por pesquisar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao que se passa hoje em dia e ao que todos já sentimos, mas nunca traduzimos talvez. Quantas vezes já ouvimos: “Tu fizeste bem, o teu curso tem saída e vais ganhar bem” ou “Tu fizeste mal, vais para o desemprego”! Poderei até questionar a real justiça nas remunerações das diferentes profissões, pois infelizmente não se recompensa quem trabalha melhor, recompensa-se sim quem tem o “melhor” emprego. Acontece que o lema ocidental “Melhor homem para o cargo” é sabotado por um sistema educativo que alimenta a fabricação em série de pessoas que são autênticas máquinas fotocopiadoras, em que não existe espaço para a compreensão crítica e prática dos conteúdos (há felizmente muitas excepções também, mas por quanto mais tempo resistirão?). Um sistema de ensino, que privilegia a memorização temporária, o despejar de matéria em exames teóricos, transforma-se num teatro em que os bons alunos serão aqueles que melhor fingirem compreender. Para não falar da forma como alguns cursos das universidades privadas são “oferecidos”... A actual sociedade impele para que se estude não para aprender, não para prestar, mas sim para mais tarde ter, poder, ser! Porém, não se pode ser mais tarde, é-se ao longo da vida!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, Educar e Formar deverá contemplar muito mais do que uma preparação técnica, pois as componentes comportamental e cultural são também essenciais! Será importante não só saber “apertar um parafuso”, mas também compreender como “funciona toda a fábrica”! Então e se os patrões das fábricas disserem que apenas pretendem que o trabalhador saiba “apertar um parafuso” e que se conforme com isso? Exemplo mais claro foi o procedimento das empresas portuguesas nos últimos anos ao ignorarem o necessário investimento no trabalho qualificado, aproveitando-se apenas da nossa mão-de-obra barata! Esquecem-se, no entanto, que quando o barco for ao fundo levará com ele até os ratos do porão! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como contraponto olhemos para a formação, competências, cultura e educação de grande parte dos nossos colegas ucranianos! As empresas têm que entender de uma vez por todas (talvez precisem de uns “óculos”) que uma boa articulação entre o sistema educativo e o sistema produtivo traz ganhos para todos os parceiros envolvidos. Ora vejamos: para os indivíduos (para o seu desenvolvimento pessoal), para as organizações empresariais (ganhos produtivos) e para a sociedade em geral (usufruto de melhores serviços). Para além de que esta articulação possui para os jovens uma enorme importância, não apenas em termos de satisfação e bom desempenho profissional, mas também na construção da sua identidade, tornando-se cidadãos críticos e responsáveis, não apenas consumidores...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, com a pura Orientação Vocacional, o psicólogo proporcionará ao consulente o “apalpar” do real mundo do trabalho e o “respirar” do Eu que se pretende afirmar. Pretende-se combater o “encaixotamento” das pessoas, a desinformação e a fundamentação dos estereótipos relacionados com a vida profissional. Activar processos de auto-inserção no sistema profissional, consoante a vocação de cada um. Para evitar que o trabalho continue a ser visto como um “fardo”, uma “seca”, é necessário criar condições para que a maioria das pessoas faça o que gosta, e não o que é obrigado a gostar! Note-se que o gostar implica um processo de auto-descoberta muito grande e delicado, que não devemos menosprezar atribuindo valor “ditatorial” aos testes psicológicos! O fazer deve incorporar-se naturalmente no nosso ser. As pessoas devem ser orientadas no sentido de se expressarem. O desempenho laboral poderá então humanizar-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora o que acham: Somos o que Fazemos ou Fazemos o que Somos?...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3300490559768563294?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3300490559768563294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3300490559768563294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3300490559768563294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3300490559768563294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/somos-o-que-fazemos-ou-fazemos-o-que.html' title='Somos o que Fazemos ou Fazemos o que Somos?...'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-636323922271045638</id><published>2007-01-02T07:42:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:43:03.877-08:00</updated><title type='text'>Sofrer leva a não produzir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre o homem e a organização prescrita para a realização do trabalho existe, por vezes, um espaço de liberdade que autoriza uma negociação, invenções e acções de modulação do modo operatório, isto é, uma invenção / sugestão do trabalhador sobre a própria organização do trabalho, para adaptá-la às necessidades e desejos da organização para a qual trabalha, dos clientes a quem presta serviço e, acima de tudo, do próprio trabalhador, que é aquele que mais fica satisfeito com o sucesso do seu trabalho! Exemplos disso são verificados quando os trabalhadores dão sugestões para um melhor funcionamento e qualidade do seu serviço, sendo construtivamente quer declarados, quer ouvidos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aqui há que fazer um esclarecimento científico: para esta colaboração existir não são necessárias mais (ou menos...) compensações monetárias, pois trata-se de uma necessidade / potencialidade humana e social, basta haver predisposição para a organização a receber! A vontade de trabalhar bem, com prazer naquilo que se faz é uma porta que está sempre aberta em todos os trabalhadores de todas as organizações, pois na verdade ninguém quer trabalhar mal! Talvez por aqui se possa concluir o fracasso do mito da privatização para obrigar os trabalhadores das empresas públicas a trabalharem “como deve ser”, pois o autoritarismo, que aparece “vestido” de rigor profissional (ou a ameaça de despedimento...) não facilitam a contribuição das pessoas, antes pelo contrário, seja num empresa pública, seja numa privada! ...&lt;br /&gt;Porém, quando a tal negociação que abordei no início do artigo não existe, devido à “surdez” egocêntrica e medrosa de não ter mão firme nos seus “súbditos”, por vezes, diagnosticada a muitos administradores e gestores ou a processos burocráticos destruidores, a relação homem-organização do trabalho fica bloqueada e entra-se no domínio do sofrimento dos trabalhadores e do modo como os trabalhadores reagem a esse sofrimento! E aí, sim, nascem o mau serviço, as más relações dentro do trabalho, absentismo, doenças no trabalho, stress (e consequentemente a baixa produtividade...), que no fundo não são uma “doença” (que no universo cultural português, muitas vezes displicentemente, se aponta aos funcionários públicos), são sim um sintoma que nos sugere a “doença” que atrás descrevi : a falta de negociação, invenções e acções entre os trabalhadores e seus superiores sobre a própria organização do trabalho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo, neste caso o trabalhador, dispõe de muitas vias de descarga da sua energia. Essas vias de descarga são três: via psíquica, via motora e via visceral. A primeira é saudável, enquanto que as duas seguintes nem sempre são. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Freud (1968), tomado pela sua energia pulsional direccionada para o trabalho, um sujeito pode eventualmente produzir criatividade e envolvimento, que são representações mentais que podem, às vezes, ser suficientes para descarregar o essencial da tensão interior. Outro sujeito não conseguirá relaxar-se por esse meio e deverá utilizar a sua musculatura: fuga, crise de raiva motora, actuação agressiva, violência, oferecendo toda uma gama de “descargas psicomotoras” (quem não viu já pessoas a “explodirem” por causa do trabalho?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quando a via mental e a via motora estão fora de acção, a energia pulsional não pode ser descarregada senão pela via do sistema nervoso autónomo e surgem então as doenças psicossomáticas (fadiga crónica, depressão, entre outras são geralmente mais comuns em pessoas que não “explodem” como no exemplo anterior).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas que tipo de trabalho ou formas de estar no e com o trabalho darão ao Homem possibilidade de não sofrer neste contexto? É deixa-lo não fazer nada? Isso é que era bom, diriam alguns! Ora bem, o psiquiatra francês Cristophe Dejours sugere uma abordagem que aproxima a Psicopatologia do Trabalho e a Ergonomia, apontando três respostas: a primeira é a possibilidade de participação na organização do trabalho; a segunda diz respeito à liberdade / autonomia no trabalhar dentro da organização; a terceira é a autêntica orientação vocacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trabalho torna-se perigoso para o aparelho psíquico quando ele se opõe à sua livre actividade. Ou seja, quando as regras são impostas sem serem explicadas e negociadas abertamente e as contribuições, sugestões e participações dos trabalhadores permanecem olhadas com desconfiança! Cai assim o mito de que “os trabalhadores gostam é de não fazer nada”!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacionalvascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-636323922271045638?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/636323922271045638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=636323922271045638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/636323922271045638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/636323922271045638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/sofrer-leva-no-produzir.html' title='Sofrer leva a não produzir'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8019756716418703346</id><published>2007-01-02T07:41:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:42:16.205-08:00</updated><title type='text'>Quando a cabeça não tem juízo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste período de rescaldo (ou de “ressaca”), relativamente à participação portuguesa no Mundial de Futebol Coreia/Japão 2002, considero pertinente abordar de uma forma crítica e construtiva, dentro do que me é legítimo e possível fazer, o processo de preparação dos nossos representantes máximos na referida competição: os jogadores da “nossa” Selecção!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fala-se muito de preparação física dos jogadores e, uma vez por outra, refere-se a sua preparação psicológica. Queixavam-se os jogadores, antes do jogo com os Estados Unidos da América, de sentirem elevados níveis de ansiedade há vários dias. A consequente derrota – e sobretudo porque foi devida a uma clara dificuldade dos nossos jogadores em atingirem a classe a que nos habituaram – talvez seja fruto dessa mesma ansiedade e dos fantasmas do psiquismo que os dominaram (Neurose do insucesso? Medo? Atitudes narcisistas?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa visão socio-cultural constato que nós, portugueses, sempre nos “guiámos” pelo nosso “fado”, no sentido em que ora nos regozijamos por “sermos os maiores”, ora nos depreciamos por “sermos pequeninos”. Pois é, quanto maior é a subida, maior é a queda. É a nossa História que o acusa! Bem, isto explica e implica muita discussão e daria “pano para mangas”, mas voltemos à Selecção encarando-a como um “espelho” da sociedade portuguesa, ao nível social, cultural, económico e educativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No nosso país, frequentemente, na alta competição assistem-se a derrotas cuja explicação alguns técnicos remetem paras as tácticas, castigos, treinos ou para essa malvada falta de sorte (marca exclusiva portuguesa)! Mas terá sido aquela dramática meia-hora inicial, no jogo com a selecção americana, apenas falta de sorte? Será esta malvada a culpada por jogadores com larga experiência internacional, na casa dos trinta anos de idade “tremerem” daquela forma, assemelhando-se a juniores estreantes nestas andanças? Será? Claro que não! Porém para afastar estes “azares” e este “mau perder” será, sim, necessário: Estudar e Prevenir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito raramente se questiona e investiga a fundo qual a explicação psicológica para o fracasso destes homens nos momentos cruciais. Sim, porque falamos de seres humanos e não de “robots comandados pelos treinadores de bancada”. Estes funcionam cognitivamente e emocionalmente envolvendo e influenciando, de modo decisivo, a finalização motora. E “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga”! Pois então, ocorre-me a dúvida: até que ponto foi cientificamente correcta a preparação psicológica dos jogadores da Selecção? Como foi tratada a ansiedade (natural e, dado a nosso passado, esperada) dos jogadores durante os dias que antecederam o jogo? Com tranquilizantes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não fazendo disto a coisa mais importante do mundo (porque afinal o futebol é apenas um jogo!), eu diria que não foram os Estados Unidos que ganharam o jogo, mas antes a fragilização psicológica dos seleccionados portugueses face à pressão da competição em que estiveram envolvidos. É que com “mezinhas com alho” nos bolsos dos jogadores não se fazem milagres...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:vascoespinhalotero@hotmail.com"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8019756716418703346?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8019756716418703346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8019756716418703346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8019756716418703346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8019756716418703346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/quando-cabea-no-tem-juzo.html' title='Quando a cabeça não tem juízo...'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1626417312653424462</id><published>2007-01-02T07:40:00.002-08:00</published><updated>2007-01-02T07:41:30.998-08:00</updated><title type='text'>Psicologia convocada para a Selecção Nacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez a exaltação do futebolista João Pinto face ao árbitro Angel Sanchez fosse evitada e as “mezinhas de alho” antes do jogo, para dar sorte, fossem dispensadas, se os jogadores da selecção portuguesa de futebol que competiram no Mundial tivessem beneficiado de um acompanhamento psicológico continuado ao longo do tempo. A equipa técnica da selecção incluía médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, mas ao contrário do que aconteceu com algumas selecções de outros países, como a de Inglaterra ou Brasil, não integrou nenhum psicólogo que interviesse ao nível da gestão das emoções dos jogadores, das suas ansiedades, capacidade de concentração e de vários outros aspectos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sidónio Serpa, professor de Psicologia do Desporto na Universidade Técnica de Lisboa, considera que o processo de treino em alta competição compreende quatro dimensões: a técnica, a táctica, a física e a psicológica. O treinador e/ou a sua equipa deve, portanto, estar apto para trabalhar todas estas vertentes, impondo-se então a incorporação de um psicólogo neste “plantel”. Mas realmente que papel poderá ter? E quando o poderá desempenhar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O apoio psicológico deve ser dado de uma forma constante e progressiva. O trabalho do psicólogo deve ser orientado no sentido de desenvolver, nos atletas, capacidades a nível psicológico que lhe permitam um maior rendimento e capacidade de concentração. Neste processo são utilizadas estratégias para trabalhar a motivação e o controlo da ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Luís Baptista, formador de treinadores da Federação portuguesa de Futebol, a intervenção deverá, antes de mais, ser pedagógica e de prevenção sistemática, de modo a ajudar os jogadores a poder antecipar determinadas situações. De que forma? Por exemplo, através de uma técnica chamada imagética, os jogadores são levados a imaginar (sob orientação do psicólogo) situações que podem acontecer no jogo (desmarcações, fintas, foras de jogo, decisões do árbitro, defesas, faltas, indicações dos colegas, provocações de adversários, etc). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A antecipação do que pode acontecer é, aliás, uma das técnicas utilizadas no próprio dia do desafio de futebol, antes dos jogadores entrarem no campo. No final de um jogo, a intervenção também pode ser importante para ajudar os jogadores a perceberem o que se passou. Noutros casos, há apenas que os deixar viver a emoção da derrota. E mais tarde começar a preparar a situação futura, pensando no próximo objectivo, como melhor modo de ultrapassar a derrota, sem deixar de a recordar de uma forma construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro tipo de intervenção poderá ser desenvolvida, sendo esta mais aprofundada, mais técnica e diferenciada, no sentido de um auto-conhecimento do atleta: o aconselhamento psicológico. Segundo Sidónio Serpa o psicólogo pode adoptar um papel observador, identificando disfunções e, posteriormente, alertando o treinador. É um trabalho que deverá ser realizado em equipa e numa perspectiva multidisciplinar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo este apoio deverá ser feito de uma forma progressiva ao longo do tempo... não faz sentido meter um psicólogo num avião com atletas que não conhece para uma competição como o Mundial de Futebol! Em alta competição, o psicólogo não pode ser utilizado como uma “ambulância”! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:vascoespinhalotero@hotmail.com"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1626417312653424462?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1626417312653424462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1626417312653424462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1626417312653424462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1626417312653424462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/psicologia-convocada-para-seleco.html' title='Psicologia convocada para a Selecção Nacional'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-3468797011057346820</id><published>2007-01-02T07:40:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:40:45.846-08:00</updated><title type='text'>Problemas quem não os tem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente tem problemas, discussões e choques de opiniões, de vez em quando, quer seja com a família, amigos, escola, trabalho ou noutros contextos. A perplexidade e a raiva que daí resultam parecem contaminar todos aqueles directamente envolvidos, podendo as rupturas tornar-se definitivas. Suspirando por uma poção mágica, alguém diria que seria bom que todos se dessem bem, concordassem com tudo, gostassem do mesmo, mas isso é impossível quando as pessoas são diferentes e ainda bem que o são!…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meu ponto de vista, os problemas, discussões e choques de opiniões existem, pois são inevitáveis e mesmo desejáveis! Mas atenção, isto desde que sejam depois aberta e construtivamente aproveitados e resolvidos! Pois, não basta “explodir” ou desabafar (com efeitos de alívio apenas de curto prazo), é necessário, depois de se terem mostrado as “cartas todas”, chegar a consensos ou compromissos através da negociação, com inevitável cedência numas coisas e ganhos noutras!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, pode concluir-se que os silêncios (auto)impostos, como por exemplo, quando dizemos “o melhor é eu estar calado para não me chatear”, muitas vezes impedem-nos de encarar e resolver problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante passa pela necessidade de se evitar o egoísmo do desabafo ou explosão agressiva! Um aparente paradoxo que nos alerta para o facto de se dever ter em conta que podemos e devemos dizer tudo o que diz respeito ao problema em conteúdo, agora deve-se adequar a forma como se diz, por respeito a quem nos dirigimos. Basta lembrarmo-nos de pessoas que conhecemos que dizem que são sempre muito frontais e dizem tudo na cara às pessoas (como se isso os legitimasse para tudo…), mas que o fazem de forma agressiva e ameaçadora, sem respeito pelo receptor do “sermão”…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: depois de desabafarmos, sermos ouvidos e compreendidos, é mais fácil chegarmos a consensos e compromissos, fazendo as nossas cedências também (pois o desabafar não garante total razão…). Aliás a “receita” aplica-se a vários contextos: família, trabalho, amigos, grupos, movimentos sociais ou políticos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fica o alerta para as nossas situações do dia-a-dia, pois enquanto os problemas não são “postos na mesa”, acumulam-se ressentimentos e avolumam-se os problemas sem solução à vista, e assim por diante, continuando o ciclo em espiral até que alguém “exploda” e deixe estilhaços irreversíveis!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-3468797011057346820?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/3468797011057346820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=3468797011057346820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3468797011057346820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/3468797011057346820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/problemas-quem-no-os-tem.html' title='Problemas quem não os tem'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5242194756659110988</id><published>2007-01-02T07:39:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:40:04.503-08:00</updated><title type='text'>Preconceitos e negligências</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse enorme país que é o Brasil encontramos facilmente um curioso denominador comum, no que diz respeito à existência de uma suposta crença social transformada ao longo do tempo num dogma (em algo que se acredita sem saber bem porquê): a referência anedótica ao português (um pouco à imagem do “alentejano” nas anedotas nacionais). E quais as razões atribuídas pelos brasileiros para a formação deste estereótipo? A maioria não sabe, apenas reproduz automaticamente uma tradição que ridiculariza o português por convenção social, ou seja, porque toda a gente o faz, mesmo que as suas experiências pessoais não o confirmem (ex: pessoas que já foram a Portugal e/ou que conhecem portugueses). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, vários pensadores e intelectuais conseguem discernir a origem do fenómeno. Em primeiro lugar, a questão da colonização (neste ponto há semelhanças com os espanhóis que também são ridicularizados anedoticamente nas suas ex-colónias), sendo que esta é a única parte da história de Portugal que os brasileiros conhecem. Em segundo lugar, a percepção de que os portugueses não souberam gerir da melhor forma as suas colónias, revelando alguma inércia e submissão relativamente aos interesses ingleses. E em terceiro lugar, a emigração portuguesa para o Brasil durante os tempos da ditadura do Estado Novo, altura em que milhares de pessoas chegaram ao Brasil nas décadas de 40, 50 e 60 praticamente com uma “mão à frente e outra atrás”, com pouca ou nenhuma formação profissional, cultural e económica. Era gente que na altura vivia praticamente na miséria e que em termos de alimentação não passava da subsistência fornecida pelo seu quintal, comiam-se alguns legumes, sardinhas, pão, bacalhau e não muito mais. Ora, esta foi a formação profissional que a maioria dos emigrantes levaram para o Brasil, era nisto que podiam trabalhar para se sustentarem numa terra nova. Sabendo o povo brasileiro apenas isto e mais nada, assim formou o estereótipo do português no Brasil!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como obviamente verificamos, as informações que levaram a este estereótipo são escassas e não foram contextualizadas, caindo na indução clássica. O que sucede é que o que chega ao Brasil sobre Portugal, em termos culturais, sociais, políticos, económicos, é mesmo muito pouco e é fruto desse desconhecimento que os preconceitos que abordei são mantidos. Torna-se realmente muito interessante e gratificante verificar que quando estas contradições lhes são explicadas, assim como outros aspectos sobre a história, cultura, política portuguesas do passado e presente, quer nos seus pontos positivos quer nos negativos, são os próprios brasileiros a encarar os seus preconceitos como absurdos e ridículos (quase que pedem desculpa...), demonstrando por acréscimo um grande interesse e respeito por uma cultura diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através do intercâmbio cultural genuíno termos de comparação, como “o meu país é melhor que este” (que em si mesmo são fontes de novos preconceitos, pois se pensarmos assim só vamos prestar atenção nas coisas que confirmem que somos mesmo os maiores), tornam-se despropositados. Lembra uma pessoa que apenas conhece o seu jardim e mais nenhum, mas afirma a “pés juntos” que tem a certeza que só o seu é bom! Na verdade o ódio, o gozo, enfim, o preconceito existe, não por se conhecer realmente e não se gostar ou concordar, mas sim porque não se conhece sequer e se tem receio de que outros sejam melhores! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguindo esta linha de raciocínio, podemos concluir que se trata de uma atitude defensiva, de um receio de se ser pior, quando, afinal de contas, as culturas e tradições não são piores, nem melhores, não se podem pesar numa balança, pois dependem muito do seu contexto. São, sim, inevitavelmente diferentes e ainda bem! E este direito à diferença que todos queremos que nos seja respeitado também o devemos respeitar, porque se trata da maior prova da verdadeira riqueza da humanidade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Questões / críticas / sugestões – vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5242194756659110988?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5242194756659110988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5242194756659110988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5242194756659110988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5242194756659110988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/preconceitos-e-negligncias.html' title='Preconceitos e negligências'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8376056723632083295</id><published>2007-01-02T07:38:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:39:07.039-08:00</updated><title type='text'>Orientação Vocacional adivinha o (In)Sucesso Escolar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No anterior artigo que escrevi, sobre o papel dos pais / encarregados de educação no processo de orientação vocacional dos seus filhos / educandos, sublinhei que não seria necessário que os pais estivessem sempre “em cima do acontecimento”, pois há que demonstrar confiança na responsabilidade dos filhos, supervisionar sem controlar e estar sempre lá, para o caso de a ajuda ou conselhos serem pedidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, seria importante estar presente na fase final do processo para que os filhos / educandos lhes explicassem como tinham sido baseadas as decisões a tomar (ex: na última reunião com o psicólogo escolar e com o filho, nas últimas semanas / meses que antecedem a matrícula, etc).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se os pais não se envolverem construtivamente neste processo de tomada de decisão dos seus filhos, e não compreenderem o porquê da escolha seguida (seja por desinteresse assumido ou por desinteresse mascarado de “pais liberais e modernos”), poderão estar a passar um “cheque em branco” ao possível insucesso escolar dos seus filhos! É que, em muitos casos, exigem-se notas altas, sem antes se terem preocupado em saber se os filhos estão nas áreas para as quais estão vocacionados!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Metaforicamente falando, e não esquecendo algumas excepções e flexibilizações naturais: um “Einstein” possivelmente não seria um bom aluno a Português, um “Saramago” possivelmente não apreciaria muito as ciências exactas, tal como um “Belmiro de Azevedo” possivelmente não seria um génio das artes plásticas! Não seria de admirar que as notas destes senhores não fossem espantosas nas disciplinas que mencionei, o que não quer dizer que estas formações sejam inúteis para eles e para os seus percursos profissionais, isto desde que não constituam o principal dos seus currículos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá ver uma coisa: é óbvio que não podemos ser bons a fazer tudo, embora possamos saber um pouco de tudo e sermos mesmo bons numa área específica. E quanto mais um pouco de tudo soubermos, provavelmente, melhor poderemos inovar na nossa área específica (ex: um mecânico que para além da parte prática de carros, saiba também um pouco sobre o seu design, fabrico ou estrutura do seu material). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentrando a nossa atenção para a escolha vocacional, se a maior parte das coisas que fizermos forem nesta tal área específica em que somos mesmo bons, é natural que o sucesso escolar e/ou profissional aconteça!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacionalvascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8376056723632083295?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8376056723632083295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8376056723632083295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8376056723632083295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8376056723632083295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/orientao-vocacional-adivinha-o.html' title='Orientação Vocacional adivinha o (In)Sucesso Escolar'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-5310607627959144311</id><published>2007-01-02T07:37:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:38:23.130-08:00</updated><title type='text'>Orientação Vocacional: o papel dos pais e/ou encarregados de educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, é imprescindível alertar e esclarecer os pais de que não podem simplesmente demitir-se do apoio e compreensão na escolha vocacional dos seus filhos (do género “ele é que sabe, nem quero saber”), nem podem, por outro lado, decidir por eles! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pais também não podem ter escolhas definidas à priori, seja em função da moda (“por ouvirem dizer que aquele curso é que é bom”), tradição familiar, notas escolares (“quem tem boas notas vai para Medicina, quem não tem sai da escola e faz-se à vida), futuro salário (“vais para este curso porque aqui é que se ganha bem”). Pois todas estas certezas podem ser abalados com um: “pai, mãe eu não quero ir para isso”!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo, de forma alguma, afirmar que estes motivos não sejam válidos para tomar uma decisão vocacional, mas é certo que têm que ser devidamente ponderados em conjunto com o filho e principalmente por ele! A decisão final terá imperiosamente de ser dele! Não se trata de não ouvir a opinião de ninguém, trata-se de poder escolher livremente após ter ouvido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo o psicólogo não escolhe ou decide por ninguém! Nenhum psicólogo de Orientação Vocacional lê (ou deve ler) os resultados de testes vocacionais apenas para si, como se de uma “bola de cristal”, que só ele compreende, se tratasse, e depois aponta o destino ou a sina de cada um! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo fornece, sim, ferramentas para que o cliente possa fazer uma viagem em que passe a conhecer-se melhor a si e ao mundo profissional. O psicólogo dá a “cana de pesca”, agora que peixe o cliente decide pescar isso não cabe ao psicólogo decidir, cabe apenas aconselhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E qual será afinal o papel dos pais / encarregados de educação? Não é necessário que os pais estejam sempre “em cima do acontecimento”, há sim que demonstrar confiança na responsabilidade dos filhos, perguntar “como vão as coisas”, supervisionar sem controlar e estar sempre lá, para o caso de a ajuda ou conselhos serem pedidos. Acima de tudo, é importante estar presente na fase final do processo para que lhes expliquem como foram baseadas as decisões a tomar (ex: na última reunião com o psicólogo escolar e com o filho, nas últimas semanas / meses que antecedem a matrícula, etc).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma boa Orientação Vocacional quase sempre aponta o caminho para o sucesso escolar e, mais tarde, profissional da pessoa que ponderou verdadeiramente as suas tomadas de decisão.Fica a sugestão: primeiro estabelecer as metas a alcançar (“o que quero ser quando for grande”) e depois lutar por elas (adquirir um Método de Estudo eficaz).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacionalvascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-5310607627959144311?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/5310607627959144311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=5310607627959144311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5310607627959144311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/5310607627959144311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/orientao-vocacional-o-papel-dos-pais.html' title='Orientação Vocacional: o papel dos pais e/ou encarregados de educação'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1502405989080191197</id><published>2007-01-02T07:36:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:37:34.119-08:00</updated><title type='text'>O Psicólogo na Escola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por vezes as escolas que requisitam a colocação de um psicólogo criam expectativas ultra-elevadas, vêem-no como um “salvador” que resolverá todos os problemas, principalmente aqueles ligados aos alunos indisciplinados, num ápice! Porém quando este promove medidas de longo prazo que exigem um trabalho contínuo de base envolvendo todos os sectores intervenientes do meio escolar (ou seja quando afinal se dão conta de que ele não traz consigo uma “varinha mágica”!) rapidamente a desilusão e a desconfiança se instalam. Será então importante esclarecer que a acção do psicólogo não se limita a “passar testes”, nem a tratar dos “casos difíceis” para ali “encaixotados”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja não se resume a consultas de orientação vocacional pontuais em que se utilizam unicamente métodos de avaliação psicométrica, nem a acompanhamento e/ou encaminhamento de casos clínicos. Este estereótipo é comum, mas inaceitável! Vamos lá ver uma coisa: o psicólogo não vai resolver todos os problemas da escola (pode, inclusivamente, descobrir outros até então desconhecidos), vai sim contribuir para a sua identificação e resolução, o mais cedo possível, num processo contínuo de prevenção/intervenção primária (com a população em geral), secundária (com populações específicas e/ou de risco) e terciária (casos individuais).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a minha perspectiva o conceito de educação poderá definir-se como o processo de construção das “hipóteses” de sermos nós mesmos! Isto implica toda uma revalorização das potencialidades do nosso percurso de vida com todos os seus “preciosos” obstáculos que constituem as nossas vivências. Assim, a dificuldade e o erro passam a ser vistos como oportunidades de aprender e enriquecer os conhecimentos e o ofício. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A diversidade socio-cultural constitui-se como a “gasolina” deste processo sendo esta aproveitada e explorada para o nosso auto-apetrechamento. Esta abordagem encara a informação, discussão e negociação construtivas como factores desenvolvimentistas de consciencialização social, cultural e profissional. Ora, seguindo esta linha de orientação chegamos ao real papel do psicólogo! Este caracteriza-se por ser um catalizador de relações, aprendizagens e escolhas essenciais num meio escolar inclusivo onde se recebam, ou melhor, se conquistem “competências de vida” num processo heurístico e autónomo dos alunos visando a sua inserção e orientação no mundo do trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Especificando um pouco mais, o psicólogo poderá ter uma intervenção directa com os professores no sentido de os aconselhar, ajudar, fornecer outras perspectivas e modos de lidar com diferentes problemáticas e desafios como são, por exemplo, os resultantes da nova estruturação curricular. Pretende-se promover a planificação e a flexibilidade prática nos métodos de ensino-aprendizagem e nos conteúdos programáticos adaptados a cada escola, grupo-turma, e nalguns casos, a cada aluno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao pessoal não docente, a promoção de acções de formação ao nível das relações interpessoais revela-se importante sendo, muitas vezes, compreensivelmente desejada pelos próprios funcionários. No que diz respeito aos alunos, para além das sessões de orientação vocacional (individual ou em grupo), poderão realizar-se semanas de informação escolar e profissional, viagens a instituições profissionais locais, actividades de integração de novos alunos, programas de prevenção para a saúde (ex: educação sexual, alcoolismo, etc) e muito mais, dependendo apenas de dois factores: vontade e criatividade! Os pais e e/ou encarregados de educação poderão ser chamados e sensibilizados para as suas potencialidades educativas, embora eu entenda o quanto será difícil trazê-los à escola, mas esta “aliança” será porventura a mais espectacular forma de intervenção e orientação com os seus miúdos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos serviços especializados de apoio educativo, o modelo seguido é cooperativo, pois requer-se o trabalho de equipa (psicólogos, assistentes sociais, professores de apoio educativo, entre outros). Em termos muito gerais, posso dizer que esta equipa auxilia desde alunos com deficiências (quer intelectuais, quer físicas) a alunos sobredotados, sendo a tónica dominante as dificuldades de aprendizagem. A título de exemplo, posso realçar a possibilidade da elaboração de um currículo alternativo, de programas de estudo acompanhado, de promoção cognitiva, entre outros para o aluno com necessidades educativas especiais sem, no entanto, o separar do seu grupo-turma de referência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes todo este trabalho “sombra” realizado pelo psicólogo é subvalorizado, sendo até utilizado por aqueles que se julgam capazes de o “avaliar” para justificar a sua própria falta de empenhamento e envolvência no meio escolar! Numa sociedade como esta em que vivemos que tão facilmente cultiva a apatia, o desinteresse e a resignação como virtudes compreensíveis, a escola deverá inequivocamente constituir-se como “despertador” de todo o potencial humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1502405989080191197?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1502405989080191197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1502405989080191197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1502405989080191197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1502405989080191197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-psiclogo-na-escola.html' title='O Psicólogo na Escola'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6168793355250892558</id><published>2007-01-02T07:35:00.002-08:00</published><updated>2007-01-02T07:36:45.991-08:00</updated><title type='text'>O Fantasma da Avaliação de Desempenho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia-a-dia ouvimos dizer que as pessoas no trabalho não querem mudar, não se querem flexibilizar e, mais importante que tudo, não querem ser avaliadas no seu desempenho! Porém, através da análise de estudos realizados e observações empíricas, a realidade mostra-se bem diferente em termos gerais (existem naturalmente e como é óbvio excepções). Pelo contrário, as pessoas anseiam por obter feedback construtivo do seu trabalho, quer venha de colegas, superiores ou clientes! E para os mais cépticos: sim, estamos a falar também de funcionários públicos e trabalhadores por conta de outrem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é verdade que as pessoas sentem receio da avaliação, ou melhor, de como esta é feita e como poderá ser (mal) aproveitada posteriormente: favoritismos pessoais, limitação de progressão de carreiras devido a cortes orçamentais ou o simples receio de dizerem que estamos a trabalhar mal quando, nas condições possíveis, até demos o nosso melhor ou não…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, talvez o problema não seja a avaliação, mas sim o conceito ou a própria palavra Avaliação (pois ao ouvi-la logo pensamos em distinções, notas, números, promoções, punições, algo vazio que depois não ajuda realmente no dia-a-dia de trabalho e só traz mais “chatices” e conflitos). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, tentemos fazer o seguinte: por momentos substituamos a palavra a avaliação por ajuda. Assim, em vez de avaliação de desempenho passaríamos a ter ajuda ao desempenho. Se este for o conceito para o tal feedback construtivo do seu trabalho (pelo qual as pessoas anseiam) talvez seja um bom início, especialmente se esta ajuda ao desempenho for um fim em si mesma e não um meio para restringir carreiras (o que leva forçosamente à descrença e “farsa” no processo de avaliação/ajuda ao desempenho…).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sejamos francos, o problema da avaliação de desempenho é o eterno fantasma do que poderá ser feito com uma má utilização destes processos! Aqui a desconfiança, a intriga e o medo vencem sobre a autenticidade e a abertura construtiva. Se há gente que com isto se dá bem, a grande maioria sofre com o silêncio imposto, reagindo de várias formas: uns acomodam-se, outros trabalham ainda mais, alguns um pouco de ambos, outros nem uma coisa, nem outra! Mas o “faz de conta” mantém-se…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como, uma vez, um meu caro amigo me disse: “A resolução de problemas é dificultada pela criação de outros problemas durante o processo de resolução dos primeiros”!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, na tal avaliação/ajuda ao desempenho, há que reconhecer, sem demagogias, que a avaliação qualitativa é a verdadeira avaliação. É “aquela que fica”, provavelmente a mais justa, que evita muitas vezes os ressentimentos ou os vazios elogios numéricos nas pautas que a avaliação quantitativa sem conteúdo dá… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que nos enche mais de orgulho: ver numa pauta que tivemos um 17 ou ouvir o nosso chefe ou cliente enaltecer a nossa capacidade de trabalho, dedicação e “amor à camisola”?... E o que nos dá mais vontade de melhorar: um cinzento 8 na pauta ou elogios específico a tarefas bem desempenhadas conjugados com críticas construtivas a outras que nem tanto, seguidos de uma questão pensada em conjunto (avaliador e avaliado): do que precisamos para fazer melhor?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6168793355250892558?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6168793355250892558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6168793355250892558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6168793355250892558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6168793355250892558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-fantasma-da-avaliao-de-desempenho.html' title='O Fantasma da Avaliação de Desempenho'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-243217569539738436</id><published>2007-01-02T07:35:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:35:53.339-08:00</updated><title type='text'>O Dia da Inspecção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Oh não ..., tenho de ir à inspecção militar!” Este foi concerteza um pensamento que atravessou a mente de muitos jovens, residentes no Concelho de Cantanhede, entre os quais me incluo, após verificarem que o seu nome constava na convocatória para o referido “exercício”. A imagem estereotipada de rigor e exigência (conceitos muito em voga para as bandas “educativas” de S. Bento) da “tropa” atemorizava-nos timidamente (“Eu cá não tenho medo!...”). Mas ninguém queria lá ficar e eis que chega o Dia D!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A romaria iniciava-se. Destino: Quartel da Ajuda em Lisboa. Como nos sentíamos? Bem, como miúdos que iam pela primeira vez à escola! Nunca as deficiências físicas ou psíquicas foram tão abençoadas como naquele dia. “Trouxe um atestado, assim safo-me!” No entanto, eu acalentava a secreta esperança de encontrar um pouco a desmistificação deste “Adamastor”. Seria possível que o serviço militar fosse uma aventura enriquecedora, uma escola de vida (era disto que o meu avô me falava) em que, para além das competências básicas de treino militar e de sobrevivência, pudessem ser incrementados valores como a solidariedade, ajuda à comunidade e a liberdade de expressão. Afinal de contas estes foram os pilares que suportaram toda a inestimável intervenção do Movimento das Forças Armadas no 25 de Abril de 1974! Ora, nos tempos que correm, em que tais utopias passaram de moda, a realidade revelou-se tão hilariante quanto cruel. A escola de vida que ansiava encontrar constituía-se, pelo contrário, como uma escola do marasmo, da inoperância e do autoritarismo desmedido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tempo de serviço daqueles homens era dedicado a difíceis, arriscadas e valorosas missões de apoio à sociedade como... jogar uma futebolada no quartel, cortar a relva com precisão geométrica, descansar e ver televisão no bar, sem menosprezar a mais importante das missões: disparar frases de ordem para os inspeccionados! Quando se lhes perguntava: “Por favor onde é a comissão de inspecção?”, respondiam: “Façam uma fila!” Houve quem estabelecesse o paralelo entre esta arrogância e os rituais mais agressivos da praxe académica. Concordei em parte...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso não ser uma crítica desajustada referir que existe um défice comunicativo e assertivo nalguns dos nossos oficiais. Estas competências de resolução de problemas e apoio interpessoal deveriam ser adquiridas, não apenas de uma forma esporádica ou autodidacta, como sucede com as honrosas excepções. Estes factores são peças fundamentais em situação de guerra! As regras são necessárias, são benvindas e a disciplina e a autoconfiança indispensáveis, sem dúvida! Agora a dominação, pelo simples prazer de maltratar e de mostrar o “lobo” que há em nós, é ridícula. Dá mesmo para rir, acreditem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devo, justamente, referir que se deve ter em conta os condicionamentos financeiros e logísticos de toda a estrutura militar. Há pessoas com potencialidades, capazes de movimentar construtivamente toda esta massa, mas que de uma forma ou de outra têm as “mãos atadas”! Este facto faz-nos reflectir sobre as políticas orçamentais seguidas. Damo-nos conta dos milhões gastos em aviões F-16, pré-sucata, em contraste com a “pré-historicidade” dos exames psicotécnicos utilizados nesta inspecção e com a falta do pequeno incentivo económico (não há gasolina para a maior parte dos meios de transporte) e formador (os homens não têm outra alternativa senão ficar “presos” no quartel a “brincar às guerras”!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O serviço militar não obrigatório é um avanço óbvio e inevitável, porém esta compactação em termos de pessoal deverá também ser acompanhada por uma renovação de mentalidades e de políticas de intervenção social. É possível, com a nossa voluntariedade tão portuguesa, flexibilizar e diversificar as características de um exército, que tanto poderá colocar tropas de intervenção numa zona de guerra como na limpeza das matas ou no apoio a pessoas desfavorecidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-243217569539738436?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/243217569539738436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=243217569539738436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/243217569539738436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/243217569539738436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-dia-da-inspeco.html' title='O Dia da Inspecção'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-6568366108144557955</id><published>2007-01-02T07:34:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:35:01.817-08:00</updated><title type='text'>No meu Tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pais e filhos jovens e/ou adolescentes têm, de vez em quando, confrontos que são, não raras vezes, comuns. Hoje em dia fala-se mais dos problemas dos jovens e, paradoxalmente ou não, o trabalho dos pais parece cada vez mais exigente, embora possa ser facilitado através do esclarecimento de cinco equívocos, como aponta o psiquiatra Daniel Sampaio, na sua obra “Inventem-se Novos Pais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro equívoco corresponde ao esquecimento das transformações que a família tem experimentado. Noutros tempos, as palavras dos pais determinavam quase tudo: quando os filhos saíam, estudavam e até com quem namoravam! Quem tratava dos miúdos era a mãe, pois o pai só intervinha com os indispensáveis açoites. Os temas “difíceis” eram camuflados e os problemas eram “enterrados”, pois “parecia mal”. Ora, a família actual é, em termos gerais, diferente, mais aberta e com riscos mais visíveis. As mulheres, agora com maior ocupação profissional, continuam a tratar dos filhos, mas com maior colaboração dos homens. Os pais tornaram-se mais sinceros para com os filhos e ouvem frontalmente críticas ao seu comportamento!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um segundo equívoco prende-se com a velha crença: para lidar com a nova geração é preciso constantemente recordar a adolescência dos pais. É preciso ter em atenção que os adolescentes de hoje são naturalmente diferentes. Os jovens de agora são mais capazes de discutir e enfrentar os problemas (é verdade, de os criar também...), embora até passem mais tempo sob a alçada dos pais, dado o aumento da sua escolaridade (antigamente os filhos saíam de casa para trabalhar bem mais cedo). Esquecer isto e persistir na célebre frase “No meu tempo...” para repreender é contribuir para dificultar o diálogo com os filhos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O terceiro equívoco diz respeito ao que se entende por normal e anormal (patológico, doentio) na adolescência. Todos os dias vemos associar, erradamente, turbulência juvenil a perturbação mental e/ou delinquência. Estudos afirmam com segurança que apenas 20% dos adolescentes possuem perturbações psicológicas sérias. Uma tempestade num copo de água diria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O quarto equívoco será a ideia de que os pais e os adolescentes devam estar de acordo e ter a mesma visão do mundo. Isto foi, é e será sempre impossível! Aliás isso seria sim uma grande “seca”, que transformaria em meros “robots” os nossos homens e mulheres de amanhã! É natural que um pai de quarenta anos e um filho adolescente tenham ideias opostas sobre divertimentos ou horas de deitar por exemplo. Mas é desejável que conversem, discutam e cheguem a um equilíbrio nas suas opções. Nas famílias em que os filhos e pais lutam cada um por si, alguém acaba por ceder, não porque foi levado a concordar, mas sim para não agravar o “ambiente”. E depois se algo corre mal ouve-se dizer “tu é que és o culpado”…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O quinto equívoco consiste em não entender que durante a adolescência os filhos deixam de pertencer aos pais. Durante a infância, é fácil dar-lhes ordens, controlar-lhes o dia-a-dia. Na adolescência, isso já não funciona. Os filhos entregam-se mais aos amigos, namorados ou festivais rock!... Para os pais é doloroso sentir a diminuição do seu poder, mas é fundamental que compreendam qual o seu papel nesta fase: o de estar atentos, de mobilizar sem dirigir, de apoiar nos fracassos e incentivar nos êxitos. O segredo não é controlar, é sim simplesmente supervisionar e estar lá quando é preciso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-6568366108144557955?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/6568366108144557955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=6568366108144557955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6568366108144557955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/6568366108144557955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/no-meu-tempo.html' title='No meu Tempo'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-1977162504070032676</id><published>2007-01-02T07:33:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:34:03.349-08:00</updated><title type='text'>Como criar espírito de grupo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meio desportivo nacional é frequente ouvir técnicos, desportistas ou adeptos referirem-se à necessidade de criar um bom espírito de grupo na equipa da sua simpatia, no sentido de construir um grupo coeso que permita alcançar os objectivos previamente delineados. Nos meios de comunicação social é comum o uso de expressões referindo a existência de um “bom balneário”, sendo esta a chave de muitos êxitos, nomeadamente em equipas que não tenham elementos de grande gabarito. No entanto, tais expressões ou conclusões não são exclusivas do meio desportivo. Verificamos também a sua presença, utilidade e aplicação noutros contextos, tais como: organizações/empresas, escolas, partidos políticos, etc. Também aqui se reconhecem claros e óbvios reflexos a nível do aumento da qualidade, rendimento, produtividade e satisfação, quer para o indivíduo, quer para o grupo/instituição em que está inserido. Afinal de contas, o povo unido jamais será vencido! A expressão científica correcta será Coesão Grupal e pode ser definida como o conjunto de forças que unem os membros entre si e com o grupo. Esta poderá ser verificada e medida pelo grau de assiduidade, pelo querer estar no grupo, pela pontualidade, pelos “sacrifícios” feitos, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como se cria? Bem, a fomentação de Coesão num Grupo é associada por alguns à “mística”, por outros ao “pulso” de uma estrutura directiva ou ainda, numa perspectiva menos romântica, aos prémios de produtividade atribuídos (individuais e colectivos). Porém, facilmente constatamos a dificuldade em delimitar exactamente os factores que a promovem. Ou seja, não se sabe bem como “unir o pessoal”, apesar de muitas vezes isso ser pretendido e conseguido! Neste artigo tentarei ajudar a “decifrar este enigma”, tendo por base os conteúdos científicos mais recentes. Os referidos factores encontram-se divididos em extrínsecos (ligados ao meio que envolve o grupo) e intrínsecos (ligados especificamente ao grupo e aos seus elementos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como factores extrínsecos apontam-se entre outros o tamanho do grupo e a sua diversidade geográfica, assim, grupos pequenos, que contêm elementos que vivem perto uns dos outros, serão mais coesos (ex: população de uma aldeia versus população de uma cidade). Uma maior homogeneidade dos membros do grupo promove mais facilmente uma forte coesão, dado terem mais características, estilos de vida ou modos de pensar em comum (ex: grupos de jovens são mais unidos se só forem compostos mesmo por jovens e não por mais pessoas mais velhas). A existência de um sistema de recompensas, para objectivos colectivos, também proporcionará um aumento da coesão (ex: prémios para os jogadores se a sua equipa vencer o campeonato), assim como o facto de existir e/ou se “espicaçar” rivalidades, aproveitando a competição com outros grupos rivais (ex: o que seria do Sporting se não existissem Benfica e Porto; quem não se lembra da guerra Porto–SIC ou do “quem não é por nós é contra nós”?). “Queridos inimigos” tão bem preservados pelas declarações incendiárias de alguns dirigentes...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como factores intrínsecos (de ordem socio-afectiva) pode referir-se, em primeiro lugar, uma clara e consensual definição de um fim/alvo/objectivo comum, não deixando de ter em conta os diferentes interesses de cada elemento e respeitando as opiniões quer das maiorias quer das minorias (ex: jogadores elegerem, após debate onde todos tiveram oportunidade para darem a sua opinião à vontade, a conquista do campeonato como objectivo máximo). Será também importante a satisfação das necessidades de cada elemento, na medida do possível, de modo a que possam atingir, para além do fim/alvo/objectivo comum, também os seus objectivos pessoais (ex: jogador que quer ganhar o campeonato e o prémio de melhor marcador). O alto estatuto do grupo (o facto deste ter um difícil acesso, de ser recomendado, invejado e elogiado socialmente, a tal “dream team”) incentiva o orgulho de se lhe pertencer (ex: altas médias de entrada para cursos superiores). Já dizia a sabedoria popular “Junta-te aos bons, serás como eles; junta-te aos maus, serás pior que eles”. È também fulcral a identificação dos membros com a cultura do grupo, normas e valores característicos e particulares (ex: a “mística” da Selecção Nacional). A existência de afinidades inter-pessoais, os elementos “darem-se bem”, é também factor de coesão, destacando-se aqui as actividades extra-profissionais como facilitadores destas ligações (ex: uma equipa de futebol ir passear de bicicleta, ao teatro, ver o concerto da banda de um dos membros, etc). Os tipos de actividades do grupo influenciam também a sua coesão, na medida em que quanto mais atractivas - que não é sinónimo de não se fazer nada ou de só se realizarem tarefas fáceis - maior satisfação trarão (ex: existir conciliação entre treino físico e convívio inter-pessoal numa pré-época de uma equipa desportiva). Por último, os sucessos obtidos pelo grupo também aumentam a coesão, especialmente se obtidos pela força do conjunto (ex: uma equipa que vá ganhando jogos importantes com muita entre ajuda, mesmo sem jogar bem). Não é verdade que em equipa que ganha não se mexe? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:vascoespinhalotero@hotmail.com"&gt;vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-1977162504070032676?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/1977162504070032676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=1977162504070032676&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1977162504070032676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/1977162504070032676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/como-criar-esprito-de-grupo.html' title='Como criar espírito de grupo?'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4503045541084111613</id><published>2007-01-02T07:32:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:33:14.705-08:00</updated><title type='text'>Interpretar construtivamente o sofrimento no trabalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando a relação homem-organização do trabalho fica bloqueada, como vimos no meu último artigo, entra-se no domínio do sofrimento dos trabalhadores, sendo necessário então interpretar o modo como os trabalhadores reagem a esse sofrimento. Pois é precisamente nesta reacção ao sofrimento que nascem o mau serviço, as más relações dentro do trabalho, absentismo, doenças no trabalho, stress (e consequentemente a baixa produtividade...), que, no fundo, não são uma “doença” (que no universo cultural português muitas vezes desplicentemente se aponta aos funcionários públicos), são sim, um sintoma que nos sugere a “doença”: a falta de negociação, invenções e acções entre os trabalhadores e seus superiores sobre a própria organização do trabalho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo, neste caso o trabalhador, dispõe de muitas vias de descarga da sua energia. Essas vias de descarga são três: via psíquica, via motora e via visceral. A primeira é saudável, enquanto que as duas seguintes nem sempre são. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Freud (1968), tomado pela sua energia pulsional direccionada para o trabalho, um sujeito pode eventualmente produzir criatividade e envolvimento, que são representações mentais que podem, às vezes, ser suficientes para descarregar o essencial da tensão interior.Outro sujeito não conseguirá relaxar-se por esse meio e deverá utilizar a sua musculatura: fuga, crise de raiva motora, actuação agressiva, violência, oferecendo toda uma gama de “descargas psicomotoras” (quem não viu já pessoas a “explodirem” por causa do trabalho?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quando a via mental e a via motora estão fora de acção, a energia pulsional não pode ser descarregada senão pela via do sistema nervoso autónomo e surgem então as doenças psicossomáticas (fadiga crónica, depressão, entre outras são geralmente mais comuns em pessoas que não “explodem” como no exemplo anterior).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas que tipo de trabalho ou formas de estar no/com o trabalho darão ao Homem possibilidade de não sofrer neste contexto? É deixa-lo não fazer nada? Isso é que era bom, diriam alguns! Ora bem, o psiquiatra francês Cristophe Dejours sugere uma abordagem que aproxima a Psicopatologia do Trabalho e a Ergonomia, apontando três respostas: a primeira é a possibilidade de participação na organização do trabalho; a segunda diz respeito à liberdade / autonomia no trabalhar dentro da organização; a terceira é a autêntica orientação vocacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trabalho torna-se perigoso para o aparelho psíquico quando ele se opõe à sua livre actividade. Ou seja, quando as regras são impostas sem serem explicadas e negociadas abertamente e as contribuições, sugestões e participações dos trabalhadores permanecem olhadas com desconfiança! Cai assim o mito de que “os trabalhadores gostam é de não fazer nada”!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questões / críticas / sugestões – vascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4503045541084111613?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4503045541084111613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4503045541084111613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4503045541084111613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4503045541084111613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/interpretar-construtivamente-o.html' title='Interpretar construtivamente o sofrimento no trabalho'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-303738777003431193</id><published>2007-01-02T07:31:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:32:26.546-08:00</updated><title type='text'>A Hipótese de sermos nós mesmos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a minha perspectiva, o conceito de educação poderá definir-se como o processo de construção das “hipóteses” de sermos nós mesmos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece realmente um raciocínio com algum sentido. Porém, muita gente poderá dizer que se trata de algo bonito, mas muito vago, demasiado ingénuo ou mesmo sonhador nos tempos que correm, em que tudo terá de ser feito com rigor, muito rigor técnico, especialmente no que diz respeito ao mundo escolar e profissional. Aqui não se poderia, supostamente, perder tempo com abordagens gerais, cidadania, cultura, ou a vocação genuína, sob o perigo de se perder a batalha da produtividade…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas e se quem o diz estivesse enganado? E se dados científicos comprovassem precisamente o contrário, inclusive aqueles relativos aos indicadores de produtividade? Como diria Fernando Pessa: “e esta hein”? Há, sem dúvida, estudos sérios que deveriam ser lidos e conhecidos, especialmente por quem tem poder e baseia as suas práticas no populismo irresponsável…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao início, educar poderá, então, ser a ajuda a que uma pessoa se exprima, que mostre ao longo da vida o seu “toque” especial e único em tudo o que faz. Isto porque ninguém faz as coisas exactamente da mesma maneira e não é por isso, de uma maneira geral, que deixa de o fazer bem! Ninguém fala, escreve, pensa, cozinha, trabalha ou canta, por exemplo, exactamente da mesma maneira e ainda bem! O incentivo e respeito por todas as nossas “inevitáveis” diferenças é sinónimo de educação por contraponto à formatação!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto, afinal, porque o conhecimento da diversidade educa para a tolerância! Este é, possivelmente, um dos ingredientes de uma “fórmula mágica” contra a exclusão social, delinquência, racismo, senso comum baseado em estereótipos infundados, extremismo e, em parte, algum terrorismo, quer estejamos a falar em termos de contextos regionais, nacionais ou mundiais!... Assim, sem dúvidas, a diversidade socio-cultural constitui-se como a “gasolina” deste processo, sendo esta aproveitada e explorada para o nosso auto-apetrechamento humano, social, político e cultural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta abordagem encara a informação, discussão e negociação construtivas como factores desenvolvimentais de consciencialização social, cultural, profissional e organizacional!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, a inovação de que tanto se fala ser urgente para o desenvolvimento sustentado do nosso país tem que nascer e alimentar-se precisamente aqui! Quer estejamos a falar de estudos ou ofícios tradicionais ou de conceitos mais modernos como o de Qualidade!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De outra forma vence a formatação sobre a educação! Regressa o isolamento das pessoas que, por sua vez, provoca o desconhecimento pela diversidade sócio-cultural e, por fim, exclusão social, delinquência, racismo e por aí adiante. Um ciclo vicioso…&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacionalvascoespinhalotero@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-303738777003431193?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/303738777003431193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=303738777003431193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/303738777003431193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/303738777003431193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/hiptese-de-sermos-ns-mesmos.html' title='A Hipótese de sermos nós mesmos'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8094267522857697690</id><published>2007-01-02T07:30:00.002-08:00</published><updated>2007-01-02T07:31:38.521-08:00</updated><title type='text'>O fenómeno da Expofacic no concelho de Cantanhede</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o sociólogo Carlos Fortuna (2001), costuma usar-se a noção de Cultura Local para se referir à cultura de um espaço relativamente limitado, cujos habitantes mantêm, entre si, estreitas relações interpessoais. Existe nesse espaço um sentimento de pertença relativamente ao ambiente físico, hábitos, cerimónias, símbolos, entre outros que contribuíu para reforçar os elos que ligam os indivíduos a um lugar e a partilha de um sentimento comum face ao passado. Cultura Local será acima de tudo um conceito relacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, reportando-nos ao exemplo do concelho de Cantanhede, um estudo recente aponta, como razão primordial para o aumento do sentimento de pertença dos munícipes de Cantanhede relativamente ao seu concelho, um evento que promove as relações interpessoais e trocas culturais: a Expofacic! Este facto acaba, hoje em dia, por não surpreender quase ninguém, mas se recuarmos uns dez, quinze anos facilmente recordaremos que nessa altura o sentimento de pertença dos munícipes relativamente ao concelho de Cantanhede era quase inexistente! Nessa altura existia em muita gente algum desconforto em assumir que era do concelho de Cantanhede e uma rivalidade, por vezes pouco saudável, de várias freguesias para com a capital de concelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então o que é que mudou? Muita coisa, mas um dos pontos mais importantes é que a Expofacic veio construir o tal espaço de partilha comum de costumes, tradições, cerimónias, símbolos das várias freguesias do concelho de Cantanhede que passaram a querer representar-se cada vez melhor (basta ver o cuidado e dedicação na representação dos seus stands, escolas, tascas, grupos folclóricos, artesãos, etc) e, simultaneamente, também saber mais sobre as outras! Os outros são, afinal de contas, os vizinhos, com quem temos necessidade de interagir, de nos inter-relacionar e ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o preconceito ou a rivalidade doentia existiam, não por se conhecer realmente e não se gostar ou concordar, mas sim, porque não se conhecia sequer e se tinha receio de que outros fossem melhores, quando na verdade eram apenas diferentes e ainda bem! Partia-se do pressuposto de que não se gostava, quando muitas vezes nem sequer se conhecia. Sejamos honestos, quantas vezes não dissemos ou ouvimos dizer: “nós pensávamos que o pessoal daquela terra era arrogante e antipático, mas conheci pessoas de lá que são muito boas e que me trataram muito bem; talvez, afinal, nós tivéssemos exagerado, porque na verdade nem sequer os conhecíamos”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em suma, com a Expofacic as gentes do concelho passaram a conhecer-se. Existe agora um orgulho na diversidade e respeito que reina na cultura de cada freguesia e entre freguesias, tendo transformado este evento e, consequentemente, o concelho de Cantanhede cada vez mais numa verdadeira “aldeia global local”! Sendo que este fenómeno assenta, não na produção de homogeneidade (no forçar a existência de uma só cultura, como sucede na globalização “americanizada”…), mas sim na nossa familiarização com uma maior diversidade, com um leque cada vez mais amplo de culturas locais. Aqui o nosso concelho dá o exemplo ao mundo! Se a rivalidade cultural saudável se mantém (e ainda bem porque é sinal de longa vida para todas as tradições), já a rivalidade doentia e preconceituosa vai felizmente desaparecendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido permitam-me até estabelecer uma analogia entre dois eventos distintos, mas com consequências algo semelhantes no que ao aumento de um sentimento de pertença diz respeito: o Euro 2004 para os portugueses e a Expofacic para todos os habitantes do concelho de Cantanhede. Com a vantagem de a Expofacic ocorrer todos os anos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;* Psicólogo do Trabalho e das Organizações / Orientação Vocacionalvascoespinhalotero@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name="comments"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8094267522857697690?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8094267522857697690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8094267522857697690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8094267522857697690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8094267522857697690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-fenmeno-da-expofacic-no-concelho-de.html' title='O fenómeno da Expofacic no concelho de Cantanhede'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-4577476255582228544</id><published>2007-01-02T07:30:00.001-08:00</published><updated>2007-01-02T07:30:35.803-08:00</updated><title type='text'>O Estudante Adamastor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Constatam-se facilmente, no senso comum nacional, as vulgares acusações que se fazem aos estudantes, mais frequentemente aos universitários (porventura resultado de uma analogia ao passado elitista do ensino universitário nos tempos ditatoriais), de serem pouco amigos do estudo e grandes companheiros das greves (no sentido do “não querer fazer nada”), praxes (no sentido do prazer da humilhação do caloiro, decorrente da posse do estatuto de “doutor”), irreverência (no sentido que “querem tudo, porque são jovens, depois aprendem”), farras e bebedeiras (crê-se que será uma prática exclusiva destes estudantes, “fazendo-se de conta” que só eles bebem no nosso país…). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas construções sociais são, nada mais, nada menos, que preconceitos fortemente enraizados numa parte da população, que desconhece uma realidade que infelizmente na verdade nunca viu (não tendo, assim, oportunidade para disconfirmar estas crenças) e que toma o todo pelas partes, caindo na tentação fácil e pouco rigorosa da indução. Serve-nos a metáfora do “Adamastor para os navegadores portugueses”, ninguém o tinha visto, mas todos já sabiam perfeitamente que existia e que era medonho… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passeia-se do particular para o geral (“aquele estudante está bêbado, todos os estudantes são bêbados) com uma irresponsabilidade consentida e mesmo incentivada socialmente por uma espécie restrita de moral, numa clara falta de tolerância e de respeito que consiste na ideia de que “apenas a nossa ideia de moral é que está certa”. É claro que existem excessos condenáveis ao nível de alguns comportamentos de jovens. São pelo menos mais visíveis num fenómeno de atenção selectiva, mas obviamente também existirão até mesmo nas fracções supostamente mais íntegras da sociedade actual, sendo que estes últimos serão mais facilmente cobertos pela capa de silêncios impostos, pois “é uma vergonha se se sabe”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que há espaço para muitas coisas na vida dos jovens e de todos nós. Se é verdade que no processo de maturação é “com as cabeçadas que se aprende”, actuar numa condenação a priori, lembra um pouco o conceito de “guerra preventiva”! Não é escondendo e fortificando os medos que se fornece autonomia e responsabilidade a um jovem, neste caso ao estudante, que se arriscará a seguir a sua vida receando exacerbadamente encontrar as “armas de destruição massiva”! Defender ser degradante, por não se compreender a sua cultura, aquilo que poderá ser natural e mesmo construtivo (dentro dos limites da ética que se aprende pela consciencialização que trazem as experiências e a sua análise/prevenção crítica) será ofuscar outras facetas, outras aprendizagens, outros contributos, outras lutas…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-4577476255582228544?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/4577476255582228544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=4577476255582228544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4577476255582228544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/4577476255582228544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/o-estudante-adamastor.html' title='O Estudante Adamastor'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8981361983490643797</id><published>2007-01-02T07:28:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:29:45.175-08:00</updated><title type='text'>Entre o Adamastor e D. Sebastião: a nossa Inovação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos exigentes tempos que correm torna-se uma tentação o descarregar das culpas de atrasos de desenvolvimento ou fracassos profissionais em bodes expiatórios, quando, na verdade, muitos dos problemas são estruturais e só se podem resolver com as pessoas e pelas pessoas! Como? Ouvindo-as e “traduzindo” as suas mensagens em propostas de melhoria concretas! Parece utópico ou mesmo ingénuo, mas só assim se consegue planificar e mobilizar em conjunto. Pois se apenas planificarmos, as coisas não passam do papel. Se apenas mobilizarmos, as coisas são meramente “desenrascadas”…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, com figuras “sebastiónicas” (“isto só correu bem por causa dele”) ou, no lado oposto, diabolizações “adamastorianas” (“isto só correu mal por causa dele”) nem se planifica, nem se mobiliza…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tentação mais fácil ainda se torna o descarregar da nossa frustração, pelo ponto a que chegou o panorama nacional, na suposta incapacidade crónica dos trabalhadores portugueses (especialmente funcionários públicos e trabalhadores por conta de outrem), generalizando de forma leviana e perigosa, mas, por vezes, bem aceite numa qualquer discussão de café ou comentário televisivo… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coloca-se em causa o seu desempenho, muitas vezes com verdade, esquecendo, porém, em especial a grande maioria dos líderes do nosso país, o potencial crítico desaproveitado que estas pessoas possuem e que muitas vezes as empurra para a frustração e o “deixa andar”. A reacção ao silêncio no mundo do trabalho surge de várias formas: uns acomodam-se, outros trabalham ainda mais, alguns um pouco de ambos, outros nem uma coisa, nem outra! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que soluções? Se o conceito de inovação está na moda, porque não traze-lo para o dia-a-dia de trabalho? A oportunidade está ali mesmo ao lado: o maior potencial de inovação das organizações! Atentem líderes das nossas organizações: para se tomar decisões chave é mais fácil e eficaz ouvir, delegar, responsabilizar e apostar do que controlar, fechar, silenciar… Deixemos os nossos recursos humanos inovarem, “inventarem” e aplicarem, de forma organizada e sistemática (não só de vez em quando…). Numa organização de sucesso recorre-se às ideias que provêem da mistura da experiência acumulada dos mais velhos com os conhecimentos actualizados dos mais novos e, atenção, independentemente das funções exercidas, sejam estas mais operacionais, de gestão ou mais técnicas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há que lembrar que as grandes coisas foram sempre decididas em grandes reuniões com abertura à análise e propostas dos intervenientes! Quer estejemos a falar dos grupinhos de trabalho de alunos na escola, das equipas de trabalho de uma empresa ou de um clube recreativo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Basta olharmos para a História e revermos como, no século XV, os navegadores portugueses abriram a porta ao mundo, trabalhando em equipas multidisciplinares com gente de diversas formações e experiência (cartógrafos, geógrafos, arquitectos, carpinteiros, entre outros) que tinham permanentemente de planificar e mobilizar. Porque não repetirmos esta receita mais vezes?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7596814797368228004-8981361983490643797?l=dosonhoaoprojecto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/feeds/8981361983490643797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7596814797368228004&amp;postID=8981361983490643797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8981361983490643797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7596814797368228004/posts/default/8981361983490643797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/2007/01/entre-o-adamastor-e-d-sebastio-nossa.html' title='Entre o Adamastor e D. Sebastião: a nossa Inovação'/><author><name>Vasco Espinhal Otero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14002928831061833232</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7596814797368228004.post-8711388230213881619</id><published>2007-01-02T07:26:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:28:02.694-08:00</updated><title type='text'>O significado da luta dos estudantes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma luta que está na ordem do dia consiste na contestação aos aumentos dos montantes das propinas universitárias, levados a cabo pelo actual governo e assumidos por um ministro que entretanto se demitiu. Dizem os estudantes que pelas razões erradas, pois o motivo certo seria a desresponsabilização que orquestrou para passar a “batata quente” para os Senados das universidades, que, entretanto, se viram sem as verbas básicas para o seu funcionamento. Razões erradas ainda que justas, pois será no mínimo ridículo e fonte de indignação verificar a influência do “nacional porreirismo” na falta de ética revelada pelos dois ministros demissionários em causa. Este tipo de atitudes revela uma cultura de base em crescendo em alguns elementos da classe política portuguesa, comprometida com os lobbies e influências importantes, em que parece ser bastante tentadora a oportunidade de acautelar os seus interesses pessoais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembra-nos certamente um doente com dupla personalidade a comum ostentação da bandeira da estabilidade como veículo que poderá ser manipulado para um outro resultado: o conformismo e a permissividade para com este tipo de aproveitamentos! Ora, estas são dua
